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Deus pede um reavivamento espiritual, e uma reforma espiritual. Daniel ora três vezes ao dia SI Lanados na fornalha de fogo A fornalha foi aquecida sete vezes mais do que de costume, ou seja, at o mximo. Daniel, um jovem fiel a Deus apesar de um presente de oportunidades e de grandes riscos Viver exige discernimento. Vejamos algumas profecias a respeito do Batismo no Espirito Santo. Maiara Costa - Equipe em 21 de janeiro de

O Destino Nos Separou. Daniel. Letra. só Deus sabe o que vai ser. De mim depois daquele triste adeus. Quando é noite tristeza vem. Meu bem recordo os. Aprenda a tocar a cifra de O Destino Nos Separou (Daniel) no Cifra Club. Só Deus sabe o que vai ser, de mim depois / daquele triste adeus / Quando é noite, . Carmen Silva - O Destino nos Separou (Letras y canción para escuchar) - Só Deus sabe o que vai ser / de mim depois daquele triste adeus / Quando é noite. Daniel - O Destino Nos Separou (Letras y canción para escuchar) - só Deus sabe o que vai ser / De mim depois daquele triste adeus / Quando é noite tristeza . Clique agora para baixar e ouvir grátis João Paulo E Daniel Volume 8 postado por Henrique em 18/01/, e que já está com

Isso 7. Imaginava que queria um professor, que precisava de um professor. Alguém que me mostrasse como fazer algo que se podia chamar de salvar omundo. Infantil, ingênuo, simplório, imaturo Ou simplesmente tolo.

Aconteceu assim. Durante a revolta juvenil dos anos 60 e 70, eu era velho o bastante paraentender o que a garotada tinha em mente — queriam virar o mundo de cabeçapara baixo — e jovem o bastante para acreditar que conseguiriam isso. Esperava ouvirrisos no ar e ver as pessoas dançando nas ruas. Daí, um dia, quando estava no meio da adolescência, acordei e compreendique a nova era nunca começaria.

Parecia que sim. Ele era como eu — apenas desejava que houvesse alguém no mundocomo Leo, alguém com um conhecimento secreto e uma sabedoria superior. Sendo assim, procurei. Por mais idiota que pareça, procurei.

Procurei até que recobrei a lucidez. Parei de dar uma detolo, mas algo morreu dentro de ruim — algo de que sempre gostara, queadmirara.

No seu lugar, formou-se uma cicatriz: um ponto resistente, mastambém doloroso. Que tal esta analogia: você esteve apaixonado por alguém durante dez anos, 9.

Ligamentos de vertebrae cervicales desviadas

Acontece com as melhoresfamílias. Trinta segundos bastariam, umasimples olhada, dez palavras que ele dissesse. Poderia voltarpara casa e esquecer assunto. Esperava uma atmosfera um pouco mais misteriosa — um prédiode tijolos com paredes revestidas de madeira, tetos altos e janelas vedadas,talvez.

Procurei pela sala e a encontrei aos fundos, onde a janela devia darpara o beco. Empurrei-a e me vi numa salagrande e vazia. A segunda foi olfativa. Olhei em volta. Junto à parede esquerda havia uma pequena estante comtrinta ou quarenta volumes, principalmente de história, pré-história eantropologia. Mas onde estavam esses discípulos, que eu previra encontrar as centenas? Teriam vindo e depois sido conduzidos a algum lugar, tal como as crianças deHamelin?

Havia algo de incomum na sala, mas tive de olhar em volta mais uma vezpara descobrir o que era. Na parede oposta à porta, duas altas janelas debatente permitiam a entrada de uma tênue luz vinda do beco.

A parede daesquerda, geminada ao escritório vizinho, nada apresentava. Dava para uma outra sala, menos iluminada do que o aposentoonde me encontrava. Seria algum yeti ou pé-grandeembalsamado, feito de pele de gato ou papel maché?

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Chegando perto continuei a olhar o reflexo dos meus olhos Depois, focalizando além do vidro, vi-me diante de outropar de olhos. Recuei, sobressaltado. A criatura do outro lado do vidro era um gorila dos grandes. Ele era aterrorizantemente enorme, um rochedo, umbloco de Stonehenge. Devem avaliar como esse fato me perturbou.

Senti que era uma afronta mirar seus olhos, masestava paralisado, inerte. O painel de vidro se romperia comopapel se ele o tocasse. Continuou sentado, mirando meus olhos, mordiscando seu ramo e esperando.

Estava simplesmente ali, estivera antes de minhachegada e estaria depois de minha partida. Eu tinha o pressentimento de queimportava para ele tanto quanto uma nuvem passageira para um pastor querepousasse na encosta de uma colina. Olhei em volta, pensando em O cartaz me fez parar — ou melhor, o texto me fez parar. Ambos ossentidos eram possíveis. Você realmente precisa fazer algo a respeito, disse, zangado, comigo. Depois acrescentei: Seria melhor que sentasse e ficasse tranqüilo.

Olhei para a cadeira e pensei: Seria melhor me sentare ficar tranqüilo? Se fosse assim, por quê? Por nenhum motivo consciente, ergui os olhos e os dirigi para meu bestialcompanheiro da sala ao lado. Como todos sabem, os olhos falam.

Minhas pernas viraramgeléia e mal consegui chegar cadeira antes de desmoronar. Após um momento ele assentiu com um gesto de cabeça, como quereconhecendo minha dificuldade,— Sou o professor. Por algum tempo, ficamos a nos olhar, e eu sentia a cabeça vazia como umceleiro abandonado.

Em seguida ele disse:— Precisa de tempo para se recompor? Virou a enorme cabeça de lado e me espiou curiosamente. Por acaso conhece os métodos de Frank e Osa Johnson? Levantei os olhos, espantado. Nunca ouvi falar O método delescom os gorilas era assim: quando encontravam um bando, matavam as fêmease pegavam todos os filhotes à vista. A criatura encolheu os ombros. Fez uma pausa e ficou algum tempo mordiscando distraidamente o ramo,como se reunisse seus pensamentos.

Mas otigre que vemos perambulando nervosamente pela cela na verdade se dedica aalgo que um humano reconheceria como um pensamento.

E esse pensamento éuma pergunta: Por quê? No entanto, a pergunta queima comochama inextinguível em sua mente, causando uma dor lacerante que só se Sendoneurologicamente muito mais avançado que o tigre, era capaz de examinar quea pergunta significava para mim, ao menos de modo rudimentar. Como minha pergunta permanecesse sem resposta,comecei a examinar as diferenças entre os dois estilos de vida. Em vez disso, é Foi quebrando a cabeça com esses pequenos problemas que minha vidainterior começou — de modo quase imperceptível.

As exceções eram, éclaro, os grandes felinos e os primatas. No zoológico, todos os gorilas tinham consciência de nossosvisitantes humanos. Nomini-zôo, todavia, rapidamente obtive um verdadeiro entendimento dessefenômeno. Fiquei atônito. No zoológico.

Naquela noite, sem me dar conta do que fazia, tentei pela primeira vezcomandar meus pensamentos para resolver um problema. Seria possível,pergunte-me, que minha mudança de local tivesse de alguma forma mudado amim?

Talvez, pensei eu, a gente que me visitara naquele diapertencesse a uma espécie diferente da gente que ia ao zoológico. Até o som da conversa era o mesmo. Tinha de ser outra coisa. Na noite seguinte, voltei a atacar o problema. Claro que Seguindo esses pequenos passos, logo compreendi que os sons, de algummodo misterioso, se ligavam diretamente a nós dois como indivíduos.

Consegue dizer pato? Sabe como o patofala? Também sabia que todos os habitantes dos vagões eramanimais. Havíamossido levados da Selva e reunidos num lugar porque, devido a algum estranhomotivo, as pessoas nos achavam interessantes. Querodizer que, quando os pais queriam mostrar a seus filhos uma criaturaparticularmente selvagem e perigosa, apontavam para mim. Devem ter se passado três ou quatro anos. Com isso, virou-se e voltou com passos firmes por onde viera, sem olharpara nenhum lado. Fazia um mundo de diferença.

Deixei-me arrastar para um estado de letargia, nem consciente, neminconsciente. A chuva parou e o sol nasceu sem que eu notasse. Ao amanhecer acordei numa jaulaestranha. De fato, era circular, vazada de todos os ladoscomo depois soube, um terraço circular fora adaptado para tal propósito. Exceto por uma casa branca perto dali, estava isolada no meio de um bonitoparque que, segundo eu imaginava, devia se estender até os confins da Terra.

Um homem se achava em pé logo depois das grades, umasilhueta negra que se recortava contra a distante casa banhada pelo sol. Aproximei-me com cautela e fiquei atônito ao reconhecê-lo. Vi que, seco e com roupas passadas, deixara de ser o velho por quemeu o tomara. Você é Ismael. Novamente, como se tudo que importasse tivesse sido finalmente acertadoele se virou e foi embora.

Consumia-me de curiosidade pelo meu salvador. Ele me parecia um ser sobrenatural. Para uma mente preparada para amitologia, ele era o princípio do que se chama de divino. Fizera duas brevesaparições em minha vida — e nas duas vezes, com um simples enunciado,transformara-me. Tentei buscar o sentido subjacente a essas aparições, masencontrei apenas perguntas. Aquele homem fora ao zoológico em busca deGolias ou de mim?

Fora porque esperava que eu fosse Golias ou porque Apesar de todas as perguntas irrespondíveis,permanecia o fato esmagador de que aquela misteriosa criatura duas vezes meprocurara para me tratar de um modo sem precedentes — como uma pessoa. Meu benfeitor era um rico comerciante judeu desta cidade, chamado WalterSokolow.

Perambulou até chegar a um parque de diversões montadonos limites da cidade e entrou sem nada especial em mente. Devido à chuva,quase todas as tendas e brinquedos estavam fechados, dando ao lugar um ar deabandono que combinava com sua melancolia. Enfim chegou às jaulas dosanimais, onde uma série de gravuras apelativas anunciava as principaisatrações. Uma delas, mais apelativa do que as outras, retratava o gorila Goliasbrandindo o corpo ferido de um nativo africano como se este fosse uma arma.

O dono do mini-zôo concordou coma venda; ficou até contente em deixar que o sr. Sokolow contratasse oencarregado que cuidara de mim desde a minha chegada. Sokoloxv esperou um dia para que eu me acostumasse ao novoambiente e depois voltou para travar relações comigo. Perguntou se ele me achava perigoso.

Depois de uma hora, o sr. Sokolow mandou-o embora e encaramo-nos emlongo silêncio, como nas duas vezes anteriores. Aos poucos, enquanto desafogavasuas dores e auto-recriminações, foi se esquecendo da necessidade de cautela.

Passada uma hora, estava apoiado na jaula, segurando uma grade. Olhava para Alertado por essa experiência, começou a suspeitar de que eu possuíainteligência real, e alguns testes simples bastaram para convencê-lo.

Tendoprovado que eu entendia suas palavras, ele se apressou a concluir comooutros que mais tarde trabalharam com primatas que eu deveria ser capaz deproduzir algumas.

Resumindo, decidiu ensinar-me a falar. Deixarei de lado osmeses dolorosos e humilhantes que se seguiram. Ficouassombrado — como eu, quando percebi que ele ouvira meu grito mental. Ao longo da décadaseguinte, ele me ensinou tudo o que sabia sobre o mundo, o universo e ahistória humana. Quando minhas perguntas ultrapassaram seu conhecimentopassamos a estudar juntos. Sokolow se Desde o início, todavia, asra. Contudo, divertia-o dizer que, se nascesse um menino, seu nome seria Isaac. Mas acabou sendo uma menina e eles a chamaram de Raquel.

Mas enfim continuou. A sra. Sokolow mal esperava pelo dia em que Raquel começasse a ir àescola, pois seus novos interesses a afastariam de mim. Ao mesmo tempo, a sra. Fez um gesto com a cabeça indicando que era o fim de sua história — ou eraaté onde estava disposto a contar. Ele fechou os olhos e pensou um pouco. Enfimrespondeu: Fiquei quieto por um minuto, depois disse:— Estou tentando imaginar o que isso tem a ver com salvar o mundo.

Ismael pensou um pouco. Até onde eu saiba, ninguémespecificamente deseja destruir o mundo. Encolhi os ombros. O cativeiro de vocês e o cativeiro do mundo. Sim, é verdade. Mas nunca pensei dessa maneira. Ismael sorriu, revelando uma grande massa de dentes brancos como o O que os impede de fazê-lo? Ismael sorriu outra vez.

Eles a ganharam e seexpandiram. Tomaram conta do mundo e eliminaram todos os judeus, osciganos, os negros e os índios orientais e americanos. Issolevou muito, muito tempo, mas, quando terminaram, todos no mundo eramcem por cento arianos e todos eram muito, muito felizes. Ambos eram bonitos no modo habitual dos arianos,mas um deles parecia vagamente preocupado e infeliz.

Era o Kurt. Algo me preocupa profundamente. O amigo perguntou o quê. Ismael assentiu pensativamente. Quando disseque tinha, ele quis saber que mentira eu achava que estavam contando paranós.

Pensou que fosse apenasum exercício de epistemologia. E por quê? Mas, se todos descobrissem qual é a mentira,podemos presumir que faria uma grande diferença. Andar só por andar é algo queraramente faço. Precisava falar com alguém, tranqüilizar-me. De fato, considerando os acontecimentos dodia, era plausível que eu estivesse sonhando.

Seja como for, eu precisava falar com alguém e estava sozinho. Discussões de qualquer tipo, sobre qualquer assunto, sempre mepareceram uma perda de tempo. Fui de carro ao centro. Quando abri a porta, o odor forte e animal de Ismael atingiu-me em cheio.

Com as pernas bambas, andei até a cadeira e me sentei. Quandose decidiu, começou sem preâmbulo algum, e depois descobri que esse era seuestilo habitual. Como posso ter mencionado na minha narrativa de ontem, ele eraobcecado pelo que estava acontecendo na Alemanha nazista.

Além dealguns estudos sobre Hitler. Alguns detestavam o que ele fazia,outros apenas iam levando como podiam e outros positivamente sebeneficiavam com o regime. Mas eram todos cativos.

Ismael balançou a cabeça. Xerxes, ao voltar da Grcia, despojou o templo de Belo de sua imensa riqueza e deixou em runas a soberba estrutura. Alexandre o Grande procurou reconstru-la, mas depois de empregar dez mil homens durante dois meses para remover o entulho, morreu de excessiva embriaguez, e o trabalho foi suspenso. No ano a. Ficando assim quase esvaziada de habitantes, a negligncia e a decadncia se zeram sentir terrivelmente na antiga cidade.

Sua runa foi apressada pela violncia dos prncipes partos. Por volta do quarto sculo, foi usada pelos reis persas como recinto de feras. No m do sculo XII, segundo um clebre viajante, as poucas runas que restavam do palcio de Nabucodonosor estavam to cheias de serpentes e rpteis venenosos que no podiam, sem grande perigo, ser detidamente examinadas. Hoje apenas restam runas sucientes.

Assim as runas da grande Babilnia nos mostram com que exatido Deus cumpre Sua palavra e tornam as dvidas do ceticismo indcios de cegueira voluntria. Depois de ti se levantar outro reino, inferior ao teu O emprego da palavra reino aqui, demonstra que as diferentes partes da imagem representavam reinos e no reis em particular. Portanto, quando foi dito a Nabucodonosor: Tu s a cabea de ouro, embora se tenha empregado o pronome pessoal, o designado era o reino e [50] no o rei.

O reino Medo-Persa O reino sucessor de Babilnia, isto [51] Medo-Prsia, correspondia ao peito e aos braos de prata da grande esttua. Seria inferior ao reino precedente. Em que aspecto? No em poder, pois ele conquistou Babilnia. No em extenso, pois Ciro subjugou todo o Oriente, do mar Egeu ao rio Indo, e assim erigiu um imprio mais extenso. Mas foi inferior em riqueza, luxo e magnicncia. Do ponto de vista bblico o principal acontecimento durante o Imprio Babilnico foi o cativeiro dos lhos de Israel.

Sob o Imprio Medo-Persa, o principal acontecimento foi a restaurao de Israel a sua terra. Aps tomar Babilnia, Ciro, como ato de cortesia, destinou o primeiro posto no reino a seu tio Dario, em a. Mas dois anos depois, em a. Nesse ano, que encerrou os setenta anos do cativeiro de Israel, Ciro baixou seu famoso decreto para o regresso dos judeus e a reedicao do seu templo.

Foi esta a primeira parte do grande decreto para a restaurao e reconstruo de Jerusalm Esdras , que se completou no stimo ano do reinado de Artaxerxes, em a.

Depois de reinar sete anos, Ciro deixou o reino a seu lho Cambises, que reinou sete anos e cinco meses, at a. Oito monarcas, cujos reinados variaram de sete meses a quarenta e seis anos cada um, ocuparam o trono at ano a.

O ano a. C, assinalado como o primeiro ano de Dario Codomano, o ltimo dos antigos reis persas. Este, segundo Prideaux, era de nobre estatura, de boa presena, de maior valor pessoal, e de disposio branda e gene-.

Teve a m sorte, porm, ter de contender com um homem que agia em cumprimento da profecia e no possuir qualidades naturais ou adquiridas que lhe pudessem dar xito nessa contenda desigual. To logo se instalou no trono, viu-se diante de seu temvel inimigo Alexandre que, frente dos soldados gregos, se preparava para o derribar.

O estudo da causa e dos pormenores da contenda entre os gregos e os persas, deixaremos s histrias especialmente dedicadas a tais assuntos. Basta dizer que o ponto decisivo foi alcanado no campo de Arbelas, em a.

Da em diante Alexandre se tornou senhor absoluto do imprio persa, em extenso jamais atingida por nenhum de seus prprios reis. O Imprio Grego E um terceiro reino, de bronze, [ To poucas e breves palavras inspiradas envolviam em seu cumprimento uma sucesso no governo mundial. No sempre mutvel caleidoscpio poltico, a Grcia entrou no campo da viso para ser durante algum tempo o objeto que absorvia toda a ateno como o terceiro dos chamados imprios universais.

Aps a batalha que decidiu a sorte do imprio, Dario ainda procurou reagrupar os derrotados remanescentes de seu exrcito e defender seu reino e seus direitos. Mas de toda a sua hoste, que pouco antes era um exrcito bem organizado e to numeroso, no pde reunir uma fora com a qual achasse prudente arriscar outro encontro com os gregos vitoriosos.

Alexandre o perseguiu nas asas do vento. Repetidas vezes Dario a duras penas esquivou-se de seu veloz perseguidor. Finalmente trs traidores, Besso, Nabarzanes e Barsaentes, tomaram o infeliz prncipe, o encerraram num carro e fugiram com ele como prisioneiro para Bctria. Seu propsito era baixar sua prpria segurana com a entrega de seu rei se Alexandre os perseguisse.

Ao saber da perigosa situao de Dario nas mos dos traidores, Alexandre imediatamente se ps frente da parte [53] mais rpida do seu exrcito, na perseguio em marcha forada. Aps vrios dias de marcha apressada, alcanou os traidores. Estes instaram Dario a montar a cavalo para fugir mais rapidamente. Recusando-se Dario, inigiram-lhe vrias feridas mortais, e, deixando-o moribundo em seu carro, subiram em seus corcis e fugiram. Quando Alexandre chegou, s pde contemplar a forma inerte do rei persa que, poucos meses antes, sentava-se no trono do imprio universal.

Desastre, queda e desero tinham sobrevindo subitamente a Dario. Seu reino fora conquistado, seus tesouros tomados e sua famlia reduzida ao cativeiro.

Agora, brutalmente morto por mos traidoras, jazia seu cadver ensanguentado num carro tosco. A vista do melanclico espetculo arrancou lgrimas do prprio Alexandre, embora ele j estivesse familiarizado com todas as horrveis vicissitudes e cenas sangrentas da guerra. Lanando seu manto sobre o corpo, mandou que o levassem s senhoras da famlia real persa cativas em Sus, fornecendo ele prprio os meios necessrios para um rgio funeral.

Quando morreu Dario, Alexandre viu o campo livre do seu ltimo terrvel inimigo. Da em diante podia empregar seu tempo como quisesse, ora desfrutando descanso e prazer, ora prosseguindo em alguma conquista menor. Empreendeu imponente campanha contra a ndia, porque, segundo a fbula grega, Baco e Hrcules, lhos de Jpiter, de quem tambm ele alegava ser lho, tinham feito o mesmo.

Com desdenhosa arrogncia, reclamou para si honras divinas. Sem provocao alguma, entregou cidades conquistadas merc de sua soldadesca sanguissedenta e licenciosa.

Ele mesmo, com frequncia assassinava seus amigos favoritos no frenesi de suas bebedeiras. De tal maneira estimulava os excessos alcolicos entre seus adeptos que certa ocasio vinte deles morreram vtimas da embriaguez. Finalmente, depois de se ter sentado por muito tempo a beber, foi imediatamente convidado para outra orgia, na qual, aps beber em honra de cada um dos vinte hspedes presentes, diz-nos a histria que, por incrvel que parea, bebeu duas vezes o contedo da taa de Hrcules, que comportava mais de cinco litros.

Foi acometido de [54] violenta febre, de que morreu onze dias depois, em 13 de junho de a. Versculo O quarto reino ser forte como ferro; pois, o ferro a tudo quebra e esmia, como o ferro quebra todas as cousas, assim ele far em pedaos e esmiuar. A Frrea Monarquia de Roma At aqui existe acordo geral entre os expositores das Escrituras sobre a aplicao desta profecia.

Todos reconhecem que Babilnia, Medo-Prsia e Grcia esto. Entretanto, sem haver mais base para opinies diversas, existe diferena de interpretao quanto ao reino simbolizado pela quarta diviso da grande esttua: as pernas de ferro.

Neste ponto, basta perguntar: Que reino sucedeu Grcia no domnio do mundo, sendo que as pernas de ferro denotam o quarto reino da srie? O testemunho da histria amplo e explcito a este respeito.

Um reino cumpriu isso, e s um, e esse foi Roma. Conquistou a Grcia; subjugou todas as coisas; como o ferro, fez em pedaos e esmiuou. Disse o bispo Newton: Os quatro diferentes metais devem signicar quatro diferentes naes; como o ouro representava os babilnios, a prata, os persas, e o bronze os macednios, o ferro no pode novamente signicar os macednios, antes deve necessariamente representar outra nao; e ousamos dizer que no existe na terra nenhuma nao a quem se aplique tal descrio seno os romanos.

Gibbon, seguindo as imagens simblicas de Daniel, assim descreve o imprio: As armas da Repblica, s vezes vencidas na batalha, sempre vencedoras na guerra, avanaram a passos rpidos at o Eufrates, o Danbio, o Reno e o Oceano; e as imagens de ouro, a prata ou o bronze, que podiam servir para representar [55] as naes e seus reis, foram sucessivamente quebrantadas pela frrea monarquia de Roma. Quando se iniciou a Era Crist, este imprio abrangia todo o sul da Europa, a Frana, a Inglaterra, a maior parte dos Pases Baixos, a Sua, o sul da Alemanha, a Hungria, a Turquia e a Grcia, sem falar de suas possesses da sia e da frica.

Bem pode, portanto, Gibson dizer: O imprio dos romanos encheu o mundo. E quando esse imprio caiu nas mos de uma nica pessoa, o mundo tornou-se uma priso segura e lgubre para seus inimigos. Nota-se que a princpio o reino descrito irrestritamente forte como o ferro. Este foi o perodo de sua fora, durante o qual foi comparado a um poderoso colosso que cavalgava sobre as naes, a tudo vencia e dava leis no mundo.

Mas isso no havia de continuar. Versculos Quanto ao que viste dos ps e dos dedos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, ser isso um reino dividido; contudo haver nele alguma cousa da rmeza de ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. Como os dedos dos ps eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino ser forte, e por outra ser frgil.

Roma Dividida A fragilidade simbolizada pelo barro era tanto dos ps como dos dedos dos ps. Roma, antes de sua diviso em dez reinos, perdeu aquele vigor frreo que possua em grau superlativo durante os primeiros sculos de sua carreira. A devassido, que se acompanha de efeminao e degenerao, destruidora de naes tanto como de indivduos, comeou a corroer e enfraquecer seus msculos de ferro, e assim preparou o caminho para sua desintegrao em dez reinos.

As pernas de ferro da esttua terminam nos ps e nos dedos dos ps. Para estes, que naturalmente eram dez, nossa ateno chamada pela meno explcita que deles se faz na profecia. E o [56] reino representado pela parte da imagem qual pertenciam os ps, [57] foi nalmente dividido em dez partes.

Portanto, surge naturalmente a pergunta: Os dez dedos dos ps da imagem representam as dez divises nais do imprio romano? Respondemos que sim. A imagem do captulo 2 de Daniel tem seu paralelo exatamente na viso dos quatro animais do captulo 7. O quarto animal do captulo 7 representa o mesmo que as pernas de ferro da imagem. Os dez chifres do animal correspondem naturalmente aos dez dedos dos ps da imagem.

Declara-se plenamente serem esses chifres dez reis que surgiriam. So reinos independentes como aqueles mesmos animais, pois deles se fala de maneira exatamente igual, como de quatro reis que se levantaro Daniel No representam uma srie de reis, mas reis ou reinos que existiram contemporaneamente, pois trs deles foram arrancados pela ponta pequena.

Os dez chifres representam, indiscutivelmente, os dez reinos em que Roma foi dividida. Vimos que Daniel, na interpretao da imagem, emprega rei e reino de forma intercambivel. No versculo 44 ele diz que nos dias destes reis, o Deus do cu suscitar um reino.

Isto demonstra que no momento em que se estabelecer o reino de Deus, haver pluralidade de reis. No pode referir-se aos quatro reinos anteriores, pois seria absurdo empregar tal linguagem para uma dinastia de reis sucessivos, visto que somente nos dias do ltimo rei, e no nos dias de qualquer dos reis precedentes seria estabelecido o reino de Deus. Os Dez Reis Aqui se apresenta, portanto, uma diviso; e que nos indica isso no smbolo?

Somente os dedos dos ps da imagem. A menos que estas a indiquem, caremos s escuras quanto natureza e extenso da diviso que a profecia revela. Questionar isso seria pr seriamente em dvida a prpria profecia.

Somos forados a concluir que os dez dedos dos ps da imagem representam as dez partes em [58] que o imprio romano foi dividido. Esta diviso ocorreu entre os anos d. Este perodo de dissoluo abrangeu anos, desde a metade do quarto sculo at o ltimo quarto do quinto.

Nenhum historiador, pelo que sabemos, situa esta obra de desmembramento do imprio romano antes de d. Quanto s datas intermedirias, ou seja, a data precisa em que cada um dos dez reinos surgiu das runas do imprio romano, h certa diferena de opinio entre os historiadores. E isso no de estranhar quando consideramos que essa foi uma poca de grande confuso, que o mapa do imprio romano durante esse tempo sofreu muitas mudanas sbitas e violentas, e que os caminhos de naes hostis que atacavam seu territrio se entrecruzavam em confuso labirinto.

Mas todos os historiadores concordam que do territrio de Roma Ocidental dez reinos separados nalmente se fundaram, e podemos situ-los entre as datas extremas, a saber, d. As dez naes que mais atuaram na fragmentao do imprio romano, e que em alguma fase de sua histria ocuparam as respectivas partes da territrio romano como reinos separados e independentes, podem ser enumeradas no se considerando a poca de sua fundao , como segue: hunos, ostrogodos, visigodos, francos, vndalos, suevos, burgndios, hrulos, anglo-saxes e lombardos.

A relao existente entre esses povos e algumas das naes modernas. Mas pode algum perguntar: Por que no supor que as duas pernas denotam diviso tanto como os dedos dos ps? No seria to incoerente dizer que os dedos dos ps denotam diviso, e no as pernas, como dizer que as pernas denotam diviso, e os dedos dos ps no?

Respondemos que a prpria profecia deve reger nossas concluses nesta matria; e embora nada diga sobre diviso em [59] relao s pernas, introduz o tema da diviso quando chegamos aos ps e seus dedos. Diz a profecia: Quanto ao que viste dos ps e seus dedos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, ser isso um reino dividido. Nenhuma diviso podia ocorrer, ou pelo menos nenhuma se diz ter ocorrido, at se apresentar o elemento enfraquecedor que o barro; e isso no encontramos antes de chegarmos aos ps e seus dedos.

Mas no devemos entender que o barro denote uma diviso e o ferro a outra; porque depois de se quebrantar a unidade do reino que por longo tempo existia, nenhum dos fragmentos foi to forte como o ferro original, mas todos cam num estado de fraqueza denotado pela mistura de ferro e barro.

Portanto, a concluso inevitvel que o profeta apresentou aqui a causa do efeito. A introduo da fragilidade do elemento barro, quando chegamos aos ps, resultou na diviso do reino em dez partes, representada pelos dez dedos dos ps; e este resultado ou diviso mais do que indicado na repentina meno de uma pluralidade de reis contemporneos. Portanto, ao passo que no encontramos provas de que as pernas signiquem diviso, mas sim objees graves contra essa opinio, achamos bons motivos para admitir que os artelhos denotam diviso, como aqui se arma.

Alm disso, cada uma das quatro monarquias tinha seu territrio particular, que era o do prprio reino, e ali devemos procurar os principais eventos de sua histria que o smbolo anunciava. No devemos, pois, buscar as divises do imprio romano no territrio antes ocupado por Babilnia, Prsia ou Grcia, mas no territrio do reino romano, que nalmente se conheceu como o Imprio Ocidental.

Roma conquistou o mundo, mas o reino de Roma propriamente dito cava a Oeste da Grcia. Este reino o representado pelas pernas de ferro.

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Portanto, ali buscamos os dez reinos e ali os encontramos. No estamos obrigados a mutilar ou deformar o smbolo para que [60] represente com exatido os acontecimentos histricos. Versculo Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-o mediante casamento, mas no se ligaro um ao outro, assim como o ferro no se mistura com o barro. Roma o ltimo Imprio Universal Com Roma caiu o ltimo dos imprios universais. At aqui os elementos sociais haviam possibilitando que uma nao, tornando-se superior a seus vizinhos em proezas, bravura, e cincia da guerra, os atrelasse um aps outro, s rodas dos seus carros de guerra, at consolidar a todos num nico e vasto imprio.

Quando Roma caiu, tais possibilidades cessaram para sempre. O ferro cou misturado com o barro, e perdeu a fora de coeso. Nenhum homem ou combinao de homens pedem novamente consolidar os fragmentos. Este ponto foi to bem exposto por outro escritor, que citaremos suas palavras: Com esse estado dividido afastou-se a primeira fora do imprio, mas no como havia ocorrido aos demais. Nenhum outro reino havia de suced-lo, como ele havia sucedido aos trs que foram antes dele.

Devia continuar nesta diviso em dez reinos at que o reino da pedra o ferisse nos ps, para despeda-los e espargir os destroos como o vento faz com a palha das eiras no estio!

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No entanto, em todo esse tempo um poro de sua fora haveria de continuar. Diz o profeta: Como os dedos dos ps eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino ser forte, e por outra ser frgil. Versculo Mas nenhum deles teve xito. Um s versculo da profecia era mais forte que todos os seus exrcitos. E tal tem sido tambm o fato histrico a eles concernente. E parcialmente forte, isto , conserva ainda em seu estado quebrantado, bastante da fora do ferro para resistir a todas as tentativas de refundir suas partes.

Isso no ocorrer, diz a Palavra de Deus. Isso no ocorreu, responde o livro da histria. Mas talvez digam os homens: Resta ainda outro plano. Se a fora no pode prevalecer, a diplomacia e as razes de estado podem. E assim a profecia o prev, quando diz: Misturar-se-o mediante casamento, na esperana de consolidar seu poder e por m unir em um s esses reinos divididos.

E ter xito este plano? O profeta responde: No se ligaro um ao outro, assim como o ferro no se mistura com o barro. E a histria da Europa apenas um contnuo comentrio do exato cumprimento destas palavras. Desde o tempo de Canuto at a poca atual tem sido a poltica dos monarcas reinantes o caminho batido que eles tm trilhado para um cetro mais poderoso e um domnio mais amplo.

Notvel exemplo disso a histria registra no caso de Napoleo, que regeu um dos dez reinos. Procurou obter por aliana o que no pde conseguir pela fora, isto , edicar um imprio poderoso e consolidado. E teve xito? A prpria potncia com a qual estava aliado consumou sua destruio, nas tropas de Blucher, no campo de Waterloo!

O ferro no se ligaria com o barro. Napoleo, porm, no foi o ltimo a tentar a experincia. Numerosas guerras europeias continuaram os esforos do Pequeno Cabo.

Para evitar conitos futuros, governantes benvolos lanaram mo do expediente do casamento para garantir a paz, at que no incio do sculo XX, cada ocupante de um trono hereditrio de importncia na Europa era parente da famlia real britnica. A Primeira Guerra Mundial demonstrou a futilidade destas tentativas. Dos horrores desta luta titnica nasceu um ideal expresso pelo presidente Woodrow Wilson, que exclamou: O mundo cou seguro para a democracia!

Na convico de que fora travada uma guerra que acabaria com as guerras, anunciavam-se os direitos inerentes das minorias e os princpios da autodeterminao, garantidos pela liga mundial das naes que poderia restringir os ditadores e castigar os agressores. Contudo, sombra do palcio da Liga das Naes levantaram-se [62] lderes que destruiriam a paz do mundo e despedaariam o ideal de uma nao mundial, enquanto pregavam uma nova revoluo social.

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Em meio confuso, o naufrgio das naes, a destruio das instituies, o sacrifcio dos tesouros resultantes de sculos de frugalidade, atravs de olhos marejados pelo pesar que lhes ocasionaram a perda da or de sua juventude, o envelhecimento de suas mulheres, a matana de seus lhos e ancios, atravs das nuvens que se erguiam sobre o sangue humano, um mundo angustiado busca ansiosamente indcios de que poder sobreviver. Ser que a iluso da paz baseada na conana de uma solidariedade europeia, resultado das boas intenes irracionais, teria levado os homens a esquecer a declarao da Palavra de Deus: No se ligaro um ao outro!?

Podem realizar-se alianas, e pode parecer que o ferro e o barro dos ps e dos dedos da grande esttua vo nalmente fundir-se, mas Deus disse: No se ligaro. Pode parecer que desapareceram as velhas animosidades e que os dez reinos seguiram o caminho de toda a terra, mas, a Escritura no pode falhar Joo Concluiremos com as palavras de William Newton: E, contudo, se em resultado destas alianas ou de outras causas esse nmero por vezes alterado, isso no nos deve surpreender.

Na verdade, justamente o que a profecia parece exigir. O ferro no se misturava com o barro. Por certo tempo no se podia distingui-los na esttua.

Mas no permaneceriam assim. No se ligaro um ao outro. Por um lado, natureza das substncias as impede de faz-lo; por outro, a palavra proftica impede. Contudo, haveria tentativa de mistur-los; at houve aparncia de mistura em ambos os casos. Mas seria infru-. E com que assinalada nfase a histria arma esta declarao [64] da Palavra de Deus! Versculos Mas nos dias destes reis, o Deus do cu suscitar um reino que no ser jamais destrudo; este reino no passar a outro povo: esmiuar e consumir todos estes reinos, mas ele mesmo subsistir para sempre.

Como viste que do monte foi cortada uma pedra, sela auxlio de mos, e ela esmiuou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que h de ser futuramente. Certo o sonho, e el a sua interpretao. O Deus do cu suscitar um reino Aqui chegamos ao clmax desta profecia estupenda. Quando o tempo, em seu vo progressivo, nos levar cena sublime aqui predita, teremos chegado ao m da histria humana. O reino de Deus! Grandiosa proviso para uma nova e gloriosa dispensao, em que Seu povo achar o feliz trmino da triste, instvel e degradada carreira deste mundo.

Estupenda transformao para todos os justos, da lugubridade glria, da luta paz, de um mundo pecaminoso a um mundo santo, da tirania e opresso para o estado feliz de liberdade e os bem-aventurados privilgios de um reino celestial! Gloriosa transio da fraqueza fora, do mutvel e decadente para o imutvel e eterno! Mas quando se estabelecer este reino? Podemos esperar resposta a uma indagao de to estupendo interesse para a famlia humana?

So questes sobre as quais a Palavra de Deus no nos deixa em ignorncia, e nisso se v o incomparvel valor desse dom celestial. A Bblia arma claramente que o reino de Deus ainda estava no futuro por ocasio da ltima Pscoa de nosso Senhor Mateus Cristo no estabeleceu o reino antes de Sua ascenso Atos Ademais, declara que nem a carne nem o sangue podem herdar o reino de Deus 1 Corntios O reino motivo de uma promessa feita aos apstolos e a todos os que amam a Deus Tiago Foi prometido ao pequeno rebanho para uma ocasio futura Lucas Por muitas tribulaes os santos entrariam no reino vindouro Atos Ser estabelecido quando Cristo julgar os vivos e os mortos 2 Timteo Isso acontecer quando Ele vier em Sua glria com todos os Seus anjos Mateus No [65] dizemos que o tempo exato revelado enfatizamos o fato de que.

O tempo desenvolveu plenamente esta grande esttua em todas as suas partes. Representa com a maior exatido os importantes acontecimentos polticos que estava destinada a simbolizar.

Est completa e de p. Assim tem estado por mais de catorze sculos. Aguarda ser ferida nos ps pela pedra cortada do monte sem interveno de mo alguma, quer dizer, o reino de Cristo. Isto se cumprir quando o Senhor Se revelar em chama de fogo, tomando vingana contra os que no conhecem a Deus e contra os que no obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.

Ver tambm Salmos , 9. Nos dias destes reis o Deus do cu estabelecer o Seu reino. Estivemos nos dias destes reis por mais de catorze sculos, e ainda estamos nesses dias. No tocante a esta profecia, o prximo acontecimento o estabelecimento do reino eterno de Deus. Outras profecias e inumerveis sinais inequivocamente mostram que a vinda de Cristo est bem prxima. A igreja crist primitiva interpretava as profecias de Daniel 2, 7 e 8 como ns agora.

Hiplito, que viveu entre a a. Fala-me, bem-aventurado Daniel. D-me, te peo, plena certeza. Profetizas acerca do leo em Babilnia, porque foste ali cativo. Revelaste o futuro a respeito do urso, porque ainda estavas no mundo, e viste as coisas acontecerem. A seguir me falas do leopardo; de onde podes saber, visto que j passaste ao descanso?

Quem te instruiu para anunciar estas coisas, seno Aquele que te formou no seio de tua me? Deus, dizes. Falaste a verdade, e no falsamente. O leopardo se levantou; veio o bode; feriu o carneiro; quebrou seus chifres e o pisou aos ps. Exaltou-se por sua queda; os quatro chifres brotaram sob o primeiro.

Alegre-se, bem-aventurado Daniel, no estiveste em erro; todas estas coisas aconteceram. Depois disso tambm me falaste do animal terrvel e espantoso, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaos, e pisava aos ps o que sobejava. J reina o ferro; j subjuga e esmia tudo; j pe em sujeio os rebeldes; ns mesmos j vemos estas coisas. Agora gloricamos a Deus pelo fato de sermos instrudos por ti. A parte da profecia que se cumprira naquele tempo era clara para os cristos primitivos.

Viam tambm que surgiriam dez reinos do Imprio Romano, e que o Anticristo apareceria entre eles. Aguardavam com esperana a grande consumao, o momento em que a segunda vinda de Cristo acabaria com todos os reinos terrestres, e [68] se estabeleceria o reino de justia. O reino vindouro! Este deve ser o tema dominante na gerao atual. Voc est pronto para o reino? O que nele entrar no car para simplesmente viver por um perodo como as pessoas no estado atual; no para v-lo degenerar, nem ser derribado por outro reino mais poderoso que o suceda.

Entrar para participar de todos os seus privilgios e bnos e compartilhar suas glrias para sempre, pois este reino no passar a outro povo. Voltamos a perguntar: Esto preparados? As condies para herd-lo so muito liberais: E, se sois de Cristo, tambm sois des-. Glatas Vocs so amigos de Cristo, o Rei vindouro?

Apreciam Seu carter? Esto procurando andar humildemente em Suas pisadas e obedecer aos Seus ensinos? Em caso contrrio, leiam seu destino nos casos das pessoas da parbola, acerca das quais se diz: Quanto, porm, a esses Meus inimigos, que no quiseram que Eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e executai-os na Minha presena.

No haver reino rival onde vocs possam achar asilo se continuam inimigo deste, pois o reino de Deus h de ocupar todo o territrio que todos os reinos deste mundo, passados ou presentes, j tenham possudo. Encher toda a Terra. Felizes aqueles a quem o legtimo Soberano, Rei totalmente vencedor, possa dizer anal: Vinde, benditos de Meu Pai!

Entrai na posse do reino que vos est preparado desde a fundao do mundo. Mateus Versculos Ento o rei Nabucodonosor se inclinou e se prostrou rosto em terra perante Daniel, e ordenou que lhe zessem oferta de manjares e suaves perfumes. Disse o rei a Daniel: Certamente, o vosso Deus Deus dos deuses, e Senhor dos reis, e o revelador de mistrios, pois pudeste revelar este mistrio.

Ento o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e glandes presentes, e o ps por governador de toda a provncia de Babilnia, como tambm o fez chefe supremo de todos os sbios de Babilnia.

A pedido de Daniel, constituiu o rei a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego sobre os negcios da provncia de Babilnia; Daniel, porm, permaneceu na corte do rei. Devemos voltar ao palcio de Nabucodonosor e a Daniel, que [69] est na presena do rei. Ele deu a conhecer ao rei o sonho e sua interpretao, enquanto os cortesos e os frustrados adivinhos aguardavam por perto em silenciosa e reverente admirao.

Nabucodonosor exalta a Daniel Como cumprimento da promessa que zera, o rei engrandeceu a Daniel. H nesta vida duas coisas consideradas especialmente capazes de engrandecer um homem, e ambas Daniel recebeu do rei. Com efeito, considerado grande um homem que tem riquezas; e lemos que o rei lhe deu muitos e grandes presentes. Se juntamente com suas riquezas o homem tem poder, a estima popular o considera grande homem; e a Daniel foi concedido poder em abundante medida. Foi feito governador da provncia de Babilnia e o principal dos governadores sobre todos.

Assim Daniel passou a receber pronta e abundante recompensa de sua delidade a sua prpria conscincia e aos reclamos divinos. Daniel no se deixou perturbar nem embriagar por sua assinalada vitria e seu maravilhoso progresso. Primeiro se lembrou dos seus trs companheiros de ansiedade no tocante ao negcio do rei; e como eles o haviam ajudado com suas oraes, decidiu que deviam participar de suas honras.

A pedido dele, foram colocados sobre os negcios de Babilnia, enquanto o prprio Daniel se sentava porta do rei. A porta era o lugar onde se realizavam as reunies do conselho e se consideravam os assuntos de maior importncia. O relato simplesmente declara que Daniel se tornou o principal [70] conselheiro do rei.

Daniel 03 A Integridade Provada pelo Fogo Versculo: O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro que tinha sessenta cvados de alto e seis de largo; levantou-a no campo de Dura, na provncia de Babilnia. Admite-se que esta imagem, em certo sentido, se referia ao sonho do rei, descrito no captulo anterior.

Naquele sonho a cabea era de ouro e representava o reino de Nabucodonosor. Sucediam-no metais de qualidade inferior, que simbolizavam uma sucesso de reinos.

Nabucodonosor sentiu-se indubitavelmente satisfeito de que seu reino fosse representado pelo ouro; mas no lhe agradava o fato ser sucedido por outro reino. Por isso, em vez de decidir que sua imagem tivesse s a cabea de ouro, ele a fez toda de ouro, para indicar que seu reino no seria lugar a outro reino, mas se perpetuaria. Versculos Ento o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os strapas, os prefeitos e governadores, os juzes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os ociais das provncias, para que viessem consagrao da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado.

Ento se a juntaram os strapas, os prefeitos e governadores, os juzes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os ociais das provncias, para a consagrao da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam de p diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado.

Nisto o arauto apregoava em alta voz: Ordenase a vs outros, povos, naes e homens de todas as lnguas: No momento em que ouvirdes o som da trombeta, do pfaro, da harpa, da ctara, do saltrio, da gaita de foles, e de toda sorte de msica, vos prostrareis, e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou. Qualquer que se no prostrar e no a adorar, ser no mesmo instante lanado na fornalha de fogo ardente.

Portanto, quando todos os povos ouviram o som da trombeta, do pfaro, da harpa, da ctara, do saltrio, e de toda sorte de msica, se prostraram os povos, naes e homens Dedicao da Imagem A dedicao desta imagem tornou-se uma grande ocasio, pois foram convocados os homens principais de todo o reino. A tantos esforos e gastos os homens se dispem para [72] sustentar os sistemas de culto idlatras e pagos. Quo lastimvel que os que tm a verdadeira religio sejam to suplantados neste particular pelos que sustentam o falso e o esprio!

A adorao era acompanhada de msica; e quem quer que dela no participasse via-se ameaado de ser lanado na fornalha ardente. Tais so sempre os motivos mais fortes empregados para impelir os homens em qualquer direo; de um lado o prazer, do outro a dor. Versculos Ora, no mesmo instante, se chegaram alguns homens caldeus e acusaram os judeus; disseram ao rei Nabucodonosor: rei, vive eternamente! Tu, rei, baixaste um decreto pelo qual todo homem que ouvisse o som da trombeta, do pfaro, da harpa, da ctara, do saltrio, da gaita de foles e de toda sorte de msica se prostraria e adoraria a imagem de ouro; e qualquer que no se prostrasse e no adorasse seria lanado na fornalha de fogo ardente.

H uns homens judeus, que tu constituste sobre os negcios da provncia da Babilnia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; estes homens, rei, no zeram caso de ti, a teus deuses no servem, nem adoram a imagem de ouro que levantaste. Trs Hebreus Provados Os caldeus que acusaram aos judeus eram provavelmente da seita de lsofos conhecida por esse nome, ainda aigidos pelo ressentimento do ignominioso fracasso que sofreram quando no puderam interpretar o sonho do rei relatado em Daniel 2.

Avidamente queriam aproveitar qualquer pretexto para acusar os judeus perante o rei para conseguir sua desonra ou morte. Inuram nos preconceitos do rei, insinuando insistentemente que esses hebreus eram ingratos. Queriam dizer: Tu os encarregaste dos negcios de Babilnia, e eles te desprezaram. No se sabe onde estava Daniel nessa ocasio.

DANIEL NOS SEPAROU O BAIXAR MUSICA DESTINO

Mas por que estavam presentes Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, sabendo que no podiam adorar a imagem? No era porque estavam dispostos a cumprir as exigncias do rei at onde lhes fosse possvel sem comprometer seus. O rei exigia que estivessem presentes. Isso eles podiam cumprir, e o zeram.

Exigiu que adorassem a imagem. E trouxeram a estes homens perante o rei. Falou Nabucodonosor e lhes disse: verdade, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vs no servis a meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei? Agora, pois, estai dispostos e, quando ouvirdes o som da trombeta, do pfaro, da ctara, da harpa, do saltrio, da gaita de foles, prostrai-vos e adorai a imagem que z; porm, se no a adorardes, sereis, no mesmo instante, lanados na fornalha de fogo ardente.

E quem o deus que vos poder livrar das minhas mos? Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao rei: Nabucodonosor, quanto a isto no necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrar da fornalha de fogo ardente e das tuas mos, rei. Se no, ca sabendo, rei, que no serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.

A tolerncia do rei se nota no fato de haver concedido a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego outra oportunidade aps sua primeira negativa a cumprir-lhe as exigncias. Sem dvida eles compreendiam plenamente o assunto. No podiam alegar ignorncia.

Sabiam exatamente o que o rei queria, e no lhe obedeciam por recusa intencional e deliberada. No caso da maioria dos reis isso teria bastado para selar a sorte deles.

Mas Nabucodonosor disse: No; relevarei esta ofensa se numa segunda prova cumprirem a lei. Eles, porm, informaram ao rei que ele no precisava dar-se ao trabalho de repetir a prova. Sua resposta foi honesta e decisiva: Quanto a isto disseram no necessitamos de te responder, Quer dizer, no precisas concedernos o favor de outra prova; nossa deciso est tomada. Podemos to bem responder-te agora como em qualquer momento futuro; e nossa resposta : No serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste.

Nosso Deus pode livrar-nos, se quiser; mas se no o zer, no nos queixaremos. Conhecemos Sua vontade, e a ela obedeceremos incondicionalmente. Versculos Ento, Nabucodonosor se encheu de fria e, transtornado o aspecto do seu rosto contra Sadraque, Mesaque. Ordenou aos homens mais poderosos que estavam no seu exrcito que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os lanassem na fornalha de fogo ardente. Ento, estes homens foram atados com os seus mantos, suas tnicas e chapus e suas outras roupas e foram lanados na fornalha sobremaneira acesa.

Porque a palavra do rei era urgente e a fornalha estava sobremaneira acesa, as chamas do fogo mataram os homens que lanaram de cima para dentro a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Estes trs homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, caram atados dentro da fornalha sobremaneira acesa. Ento, o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa, e disse aos seus conselheiros: No lanamos ns trs homens atados dentro do fogo?

Responderam ao rei: verdade, rei. Tornou ele e disse: Eu, porm, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto semelhante a um lho dos deuses. Nabucodonosor no estava inteiramente isento das faltas e insensatez em que to facilmente incorre um monarca absoluto. Embriagado pelo poder ilimitado, no podia suportar desobedincia ou contradio.

Mesmo que fosse por bons motivos, se algum lhe resistia autoridade expressa, Nabucodonosor manifestava a fraqueza que em tais circunstncias comum entre a humanidade cada, e se enfurecia.

Embora dominasse o mundo, o rei no sabia cumprir a tarefa ainda mais difcil de dominar seu prprio esprito. Seu rosto cou transtornado. Em vez do domnio prprio da aparncia serena e digna que devia ter conservado, deixou transparecer, na expresso e nos atos, que era escravo de ingovernvel paixo.

Lanados na fornalha de fogo A fornalha foi aquecida sete vezes mais do que de costume, ou seja, at o mximo.

A travessia do Mar Vermelho e outras passagens dos Dez Mandamentos que a ciência explica

Nisto o rei anulava seu propsito; pois mesmo que o fogo tivesse sobre as pessoas nele lanadas o efeito esperado, s as teria destrudo mais depressa. O rei nada ganharia com seu furor. Mas ao serem libertos desse efeito, muito foi ganho para a causa de Deus e Sua verdade; pois quanto mais intenso o calor, tanto maior e mais impressionante o milagre de os jovens serem livrados dele.

Cada circunstncia revelou o direto poder de Deus. Os hebreus foram atados com todas as suas vestes; mas saram sem sequer passar sobre eles o cheiro do fogo. Os homens mais fortes do exrcito foram escolhidos para os lanarem na fornalha; mas o fogo matou aqueles [75] homens antes de entrarem em contato com ele, ao passo que sobre os hebreus no teve efeito, embora estivessem bem no meio das chamas.

No saltaram do fogo assim que caram livres, mas nele continuaram; pois, em primeiro lugar, o rei os mandara colocar ali, e competia-lhe convid-los a sair. Alm disso, havia uma quarta pessoa com eles, e em Sua presena podiam estar to contentes e alegres na fornalha de fogo, como nas delcias e nos luxos do palcio. Oxal que em todas as nossas provas, aies, perseguies e apertos tenhamos a companhia daquela Quarta Pessoa, e nos ser suciente! Alguns pensam que esta linguagem se refere a Cristo.

O signicado mais literal que tinha aspecto de ser divino. Mas embora esta fosse a maneira como Nabucodonosor tinha por hbito referir-se aos deuses que adorava ver os comentrios sobre Daniel isso no base para crer que a expresso possa referir-se a Cristo, porque a palavra elahin, aqui empregada em sua forma caldeia, embora no plural, traduz-se por Deus em todo o Antigo Testamento.

Que contundente repreenso insensatez e loucura do rei foi o livramento daqueles nobres jovens da fornalha ardente! Um poder superior a qualquer outro da Terra tinha vindicado os que permaneceram rmes contra a idolatria e desprezado o culto e as exigncias do rei.

Nenhum dos deuses pagos jamais havia efetuado nem jamais podia efetuar semelhante livramento. Versculos Ento, se chegou Nabucodonosor porta da fornalha sobremaneira acesa, falou e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altssimo, sa e vinde!

Ento, Sa[76] draque, Mesaque e Abede-Nego saram do meio do fogo. Ajuntaram-se os strapas, os prefeitos, os governadores e conselheiros do rei e viram que o fogo no teve poder algum sobre.

Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que conaram nele, pois no quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, seno ao seu Deus.

Portanto, fao um decreto pelo qual todo povo, nao e lngua que disser blasfmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaado, e as suas casas sejam feitas em monturo; porque no h outro deus que possa livrar como este. Ao receberem a ordem, os trs homens saram da fornalha. Ento os prncipes, os governadores, e os conselheiros do rei, por cujo conselho ou assentimento, haviam sido lanados no fogo, pois o rei disse: No lanamos ns trs homens atados dentro do fogo?

Todos se esqueceram do culto da grande imagem. Todo o interesse desse vasto concurso de pessoas se concentrou nesses trs homens notveis. Como se deve ter difundido por todo o imprio o conhecimento desse livramento quando as pessoas voltaram a suas provncias!

Que notvel exemplo de haver Deus feito a ira do homem redundar em Seu louvor! Sem dvida os caldeus tinham falado contra Deus. Naqueles dias, cada nao tinha seu deus ou seus deuses, pois havia muitos deuses e muitos senhores. A vitria de uma nao sobre outra supunha-se ocorrer porque os deuses da nao vencida no podiam livr-la de seus conquistadores.

Os judeus tinham sido completamente subjugados pelos babilnios, e sem dvida estes tinham falado desdenhosamente do Deus dos judeus. Isso o rei agora proibia, pois compreendia claramente que seu xito contra os judeus se devia aos pecados deles e no por falta de poder do seu Deus.

A [77] que conspcua e exaltada luz isso colocava o Deus dos hebreus em comparao com os deuses das naes! Era um reconhecimento de que Ele considerava os homens receptivos a alguma elevada norma. Nabucodonosor procedeu bem ao exaltar publicamente o Deus do cu acima dos demais deuses.

No tinha, porm, direito civil ou moral de impor a seus sditos uma consso e reverncia semelhante, nem de ameaar de morte aos que no adorassem o verdadeiro Deus como tinha feito com os que se negassem adorar sua imagem de ouro. Trs Hebreus Promovidos O rei promoveu os jovens cativos, isto , restituiu-lhes os cargos que haviam ocupado antes de serem acusados de desobedincia e traio. Ao m do versculo 30, a Septuaginta acrescenta: E os elevou a governadores sobre todos os judeus que havia em seu reino.

O rei no mais insistiu na adorao [78] de sua imagem. Daniel 04 O Altssimo Reina Versculos O rei Nabucodonosor a todos os povos, naes e homens de todas as lnguas, que habitam em toda a terra. Paz vos seja multiplicada! Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altssimo, tem feito para comigo. Quo grandes so os sinais, e quo poderosas as Suas maravilhas.

O Seu reino reino sempiterno, e o Seu domnio de gerao em gerao. Este captulo, diz Adam Clarke, um decreto regular, e um dos mais antigos registrados.

No h dvida de que foi copiado dos documentos ociais de Babilnia. Daniel o havia conservado no idioma original O Rei Exalta o Verdadeiro Deus Esse decreto de Nabucodonosor foi promulgado na forma usual.

Queria tornar conhecida, no apenas a algumas pessoas, mas a todos os povos, naes e lnguas, a maneira maravilhosa com que Deus o tratou. As pessoas esto sempre prontas a contar o que Deus fez por elas em termos de benefcios e bnos. Devamos igualmente estar dispostos a contar o que Deus tem feito por ns tanto na humilhao como no castigo, Nabucodonosor nos deu um bom exemplo a esse respeito, como veremos nas partes subsequentes deste captulo.

Confessa francamente a vaidade e o orgulho de seu corao e fala abertamente dos meios que Deus empregou para humilh-lo. Com sincero esprito de arrependimento e humilhao achou por bem revelar estas coisas a m de que a soberania de Deus fosse exaltada e Seu nome adorado.

Nabucodonosor j no pede imutabilidade para o seu prprio reino, mas se entrega plenamente a Deus, reconhecendo que s o Seu reino eterno e Seu domnio de gerao em gerao. Versculos Eu, Nabucodonosor, estava tranquilo em minha casa e feliz no meu palcio. Tive um sonho, que me espantou; e, quando estava no meu leito, os pensamentos e as vises da minha cabea me turbaram. Por isso, expedi um decreto, Ento, entraram os magos, os encantadores, os caldeus e os feiticeiros, e lhes contei o sonho; mas no me zeram saber a sua interpretao.

Por m, se me apresentou Daniel, cujo nome Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual h o esprito dos deuses santos; e eu lhe contei o sonho, dizendo: Beltessazar, chefe dos magos, eu sei que h em ti o esprito dos deuses santos, e nenhum mistrio te difcil; eis as vises do sonho que eu tive; dize-me a sua interpretao. Eram assim as vises da minha cabea quando eu estava no meu leito: eu estava olhando e vi uma rvore no meio da terra, cuja altura era grande; crescia a rvore e se tornava forte, de maneira que a sua altura chegava at ao cu; e era vista at aos conns da terra.

A sua folhagem era formosa, e o seu fruto, abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do cu faziam morada nos seus ramos, e todos os seres viventes se mantinham dela. No meu sonho, quando eu estava no meu leito, vi um vigilante, um santo, que descia do cu, clamando fortemente e dizendo: Derribai a rvore, cortai-lhe os ramos, derriai-lhe as folhas, espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela e as aves, dos seus ramos.

Mas a cepa, com as razes, deixai na terra, atada com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo. Seja ela molhada do orvalho do cu, e a sua poro seja, com os animais, a erva da terra.

DANIEL DESTINO SEPAROU BAIXAR MUSICA NOS O

Mude-se-lhe o corao, para que no seja mais corao de homem, e lhe seja dado corao de animal; e passem sobre ela sete tempos. Esta sentena por decreto dos vigilantes, e esta ordem, por mandado dos santos; a m de que conheam os viventes que o Altssimo tem domnio sobre o reino dos homens; e o d a quem quer e at ao mais humilde dos homens constitui sobre eles.

Isto vi eu, rei Nabucodonosor, em sonhos. Tu, pois, Beltessazar, dize a interpretao, porquanto todos os sbios do meu reino no me puderam fazer saber a interpretao, mas tu podes; pois h em ti o esprito dos deuses santos.

Esta parte do relato inicia quando Nabucodonosor tinha vencido todos os seus inimigos. Tivera xito em seus empreendimentos mi-. Foram provavelmente estas grandes conquistas que o induziram a conar em si mesmo. Exatamente nesse tempo, quando se sentia mais descansado e seguro, quando era mais improvvel ocorrer algo que lhe perturbasse a tranquilidade, nesse mesmo tempo, Deus decidiu aigi-lo com temores e pressentimentos.

Desde a [81] juventude ele fora guerreiro. Frequentemente enfrentara os perigos dos combates, os terrores da matana e permanecera inclume em meio a essas cenas.

Que haveria de amedront-lo agora? Nenhum inimigo o ameaava, no se via nuvem hostil no horizonte. Seus prprios pensamentos e vises foram utilizados para ensinar-lhe o que nenhuma outra coisa podia ensinar-lhe: uma salutar lio de dependncia e humildade. Ele, que havia aterrorizado a outros, mas a quem nenhuma outra pessoa podia aterrorizar, foi feito terror de si mesmo. Humilhao ainda maior que a narrada no segundo captulo foi inigida aos magos.

Naquela ocasio eles se jactavam de que se tosomente conhecessem o sonho poderiam revelar sua interpretao. Agora, Nabucodonosor lembra claramente o sonho e o relatou, mas o aige haverem seus servos voltado a falhar ignominiosamente. No puderam dar a interpretao e novamente o monarca recorreu ao profeta de Deus.

O reinado de Nabucodonosor simbolizado por uma rvore que brotava no meio da Terra. Babilnia, cidade onde Nabucodonosor reinou, estava aproximadamente no centro do mundo ento conhecido. A rvore chegava at ao cu e suas folhas eram viosas. Grandes eram sua glria externa e seu esplendor. Tinha excelncias internas.

Seu fruto era abundante e proporcionava alimento a todos. Os animais do campo se refugiavam sua sombra, as aves do cu moravam em seus ramos. Que outra coisa podia representar com mais clareza e fora o fato de que Nabucodonosor regia seu reino com tal ecincia que proporcionava a mais plena proteo, sustento e prosperidade a todos os seus sditos? Ao ser dada a ordem para cortar a rvore, ordenou-se tambm que o tronco fosse deixado na terra. Devia ser protegida com cadeia de ferro e de bronze para que.

Aproxima-se o dia em que os mpios sero cortados e no lhes restar esperana. No haver misericrdia misturada com o seu castigo. Sero destrudos, raiz e ramo, conforme expressa Malaquias. Mas quanto abrange este perodo de sete tempos?