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Ao mestre com carinho. Incluir na Rádio. Irisvan Lima. + SEGUIR. Descrição: 0. Músicas. 0. Plays. BAIXAR PLAYLIST NO APLICATIVO. Ao Mestre Com Carinho. Eliana. Quero aprender. Sua lição. Que faz tão bem pra mim. Agradecer De coração. Por você ser assim. Legal ter você aqui. Palco Mp3 Download de musicas internacionais em mp3 gratis. Faça download Musica ao mestre com carinho. Palco mp3 Vídeo Baixar Musica. MB. AO MESTRE COM CARINHO ELIANA KRAFTA BAIXAR - La combinación perfecta para Livros gratuitos em PDF para baixar no seu computador ou celular. ELIANA MICHAELICHIN BEZERRA Complete Songs that you can listen to in this Mestre com Carinho, Eliana - Xo Preguica, Eliana - Quando a Música Parar.

Nesse mesmo ano fomos obrigados a lamentar a perda do Prof. Gostaramos de registrar que o Prof. Hlio Alonso sempre foi um aliado da Revista Comum e apoiou sua criao, ainda nos finais dos anos , quando um grupo de alunos e professores fizeram-lhe a proposta de criar uma revista acadmica na rea de Comunicao Social.

De l para c passaram-se 37 anos de boa convivncia que ficaro em nossa memria. Comum - Rio de Janeiro - v. Acaba de lanar o livro Temas da literatura brasileira - um passeio por sua histria crtica,pela Editora Atlas. De a , documentou um perodo de notveis transformaes urbansticas e arquitetnicas na cidade, acompanhando as grandes re- modelaes do Rio de Janeiro de seu tempo, como o desmonte do Morro do Castelo, a abertura da Av.

No incio da dcada de comeou a fotografar.

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Em , abriu seu prprio estabelecimento, no Rio. Em , se tornou fotgrafo da Marinha Imperial. A produo de Ferrez se torna histrica e mais intensa a partir de , quando passa a trabalhar na Comisso Geolgica do Imprio, o que o leva a viajar pelo Brasil.

Georges Leuzinger - Durante a dcada de , este suo radicado na capital do Imprio desde realizou um trabalho sistemtico de documentao fotogrfica do Rio de Janeiro. Jean-Baptiste Debret Um dos primeiros artistas seno o primeiro a retratar o Rio de Janeiro e o Brasil foi o pintor, desenhista e gravurista francs Jean-Baptiste Debret, que integrou a Misso Artstica Francesa que desembarcou por estas plagas em Debret permaneceu por aqui at e de volta a Paris publicou sua Viagem Pitoresca e Histrica ao Brasil.

Aprendeu a profisso de fotgrafo com seu tio OthmarRutz, que dirigia uma loja de fotografia e souvenires em St. Moritz, Sua. De a , Grasser trabalhou em navios de vrias empresas de navegao, viajando por di- versos pases, principalmente na Amrica do Sul. So desta poca as fotos de Grasser aqui reproduzidas.

Suas lentes captaram, ainda, vistas de vrios bairros da antiga cidade do Rio de Janeiro, reproduzindo seus panoramas, arquitetura e cotidiano. Morreu na Guerra de Canudos em COMUM v. Comunicao Peridicos. Educao CDD No de hoje que imagens de cidades fascinam os escritores. Muitas criaes foram baseadas nos encantos e mistrios da cidade, esta que se per- sonificou atravs da literatura, do cinema, das artes. Desvendar os mistrios, dessa criao humana que surgiu para desenvolver as relaes sociais dos homens e, por conseguinte, para fix-lo terra, faz com que alguns escritores transformem a simples viso que se tem de um ambiente urbano em algo extraordinrio capaz de transcender seu contexto de criao e tomar vida prpria alm dos limites da escritura.

Ou seja, a cidade torna-se protagonista dos textos, disputando com o homem o papel principal. As ruas, a arquitetura, o tempo que enfocado por esses ambientes, as transformaes que ocorrem com o desenvolvimento, crescimento e moder- nizao das cidades e principalmente a imagem que as cidades transmitem aos viajantes e s pessoas que nelas vivem so alguns dos pontos que procuraremos mostrar nesse trabalho que tomar as cidades como uma fonte inesgotvel de temas e abordagens da existncia humana.

Partindo dessa ideia veremos que conhecer uma cidade algo muito mais complexo do que o simples fato de se morar nela e saber superficialmente como ela vive. Comum - Rio Comum 37 de Janeiro - jan. A rua nasce, como o homem, do soluo, do espao. H suor humano na argamassa do seu calamento A rua sente nos ner- vos essa misria da criao, e por isso a mais igualitria, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas Ora, a rua mais do que isso, a rua um fator da vida das cidades, a rua tem alma!

Rio, 4. O primeiro passo dado por um homem, quando da criao de uma cidade, fazer a abertura de uma rua. Essa surgir, observados os aspectos fsicos e espaciais, do puro arbtrio humano que escolher o lugar, o calamento e os homens que com seu suor faro aparecer aquele espao livre para o passeio, para a vida, para a imaginao e para as transgresses.

Mas por que nascem as ruas? Mas ningum o sabe.

Um belo dia alinha-se um tarrascal, corta-se um trecho de chcara, aterra-se um lameiro, e a est: nasceu mais uma rua. Nasceu para evoluir, para ensaiar os primeiros passos, para balbuciar, crescer, criar uma individualidade Rio, 6.

Assim na rua que tudo se permite, ela como j disse Joo do Rio socia- lista e igualitria, o rico e o pobre so iguais quando por ela passam, e assim como a morte ela a nica que uniformiza as pessoas. Para as ruas a vida intensa, vivem tristezas e felicidades no curto espao de um minuto e so como as veias do corpo humano, por isso transmitem a vida de uma cidade e carregam sua alma.

Seres criados pelo homem no tm teoricamente direito de ter o que ele tem. Mas e a aura de cada obra de arte, e a aura da cidade, da rua, no seriam uma espcie de alma? Por tudo que passam, transmitem e veem as cidades e suas ruas possuem uma energia prpria que as acompanham, criam essa aura e so donas de grandes ou pequenas sensaes que transbordam de seus espaos e so trans- mitidas s pessoas que nelas chegam e por elas passam.

O efeito das cidades sobre as pessoas at hoje algo inexplicvel. Para o viajante sendo ela ponto de chegada ou de sada sua imagem sempre uma.

Assim, independentemente de seu tempo, do tempo que o viajante levar para ul- trapassar o caminho e chegar cidade, esta estar esperando por ele, porque tambm para a cidade, no qualquer cidade ou rua , o viajante, o descobridor e o flneur so imprescindveis, pois so eles e no as pessoas comuns que podem eterniz-las, que podem faz-las transcender de sua dimenso espao temporal e entrar no mundo dos livros da glria e das lembranas.

Da a explicao do fato de que mesmo morta uma cidade permanece na lembrana dos que a conheceram. Muitas vezes a imagem da cidade to forte que mesmo destruda, afogada pelas guas de uma barragem ela permanece viva nas pessoas que l viveram.

E tais pessoas quando ao local da cidade retornam, passeando entre runas e escombros, se recordam dos dias felizes que tiveram e vivem imaginariamente o renascimento de uma cidade que j irreal. Por essa fora de atrao as cidades fazem com que muitos caminhos sejam desviados.

Com suas casas, igrejas, jardins, palcios, torres, cpulas, pontes e luzes as cidades exercem sobre o homem um fascnio maior do que qualquer outro e a recordao de alguma coisa da cidade faz com que se passe toda a vida a sonhar com aquele espao imaginrio que colorir a existncia.

Todavia no so todos os homens que tm conscincia da magnitude das cidades e de suas ruas, pois para essa conscincia preciso ter esprito vagabundo, cheio de curiosidades malsns e os nervos com um perptuo desejo incompreensvel, preciso ser aquele que chamamos flneur e praticar o mais interessante dos esportes a arte de flanar Rio, 5.

Ou seja, para conhecer uma cidade, suas ruas, sua vida, preciso que a pessoa esteja consciente disso, que tenha em mente o desejo de descobrir o que os simples olhos no descobrem, de ter curiosidade de criana, vida por saber e por sentir e que tenha tempo. O tempo deve ser compreendido como algo sem delimitaes, flanar por a, a qualquer hora do dia ou da noite, a qualquer estao, diz Joo do Rio perambular com inteligncia Rio, 5. O flneur o homem toa que busca nas ruas a razo para a vida, tem na observao dos costumes, das pessoas e das cidades sua principal funo e seu maior prazer, por isso o flneur no pra, ele est sempre vagando pela cidade, descobrindo coisas, lugares, pessoas que faro parte de um mundo criado por sua imaginao.

No que o flneur viva num contexto imaginrio. Ao con- trrio disso, seu contexto real, todavia os fatos que ele observa na realidade. Comum 37 - jan. As observaes do flneur so sempre per- tinentes, elas carregam algo de curiosidade de questionamento e de mistrio. A cidade escolhida por Joo do Rio o Rio de Janeiro; no o Rio de hoje, descaracterizado pelo progresso, uma cidade nova sobreposta cidade original, mas o Rio do incio do sculo XX, entre e , quando a modernidade se oferecia como grande atrativo.

No tempo descrito por Joo, a cidade do Rio de Janeiro era um grande palco, avenidas modernas eram construdas, e a populao modificava seus hbitos antigos em prol dos novos conceitos que surgiam com a modernizao do espao onde elas viviam. Alguns acontecimentos nesse contexto possuam grande repercusso em todo o Brasil, como por exemplo a abertura da Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco, que cortando o centro da cidade era a verdadeira vi- trine, lugar onde a populao flanava para ver as ltimas novidades vindas do outro lado do mundo.

O Rio de Janeiro era a cpia da Cidade Luz e funcionava como uma janela para aquele mundo desenvolvido e moderno que era representado por Paris. Poucas eram as diferenas entre Paris e o Rio de Janeiro, de maneira que o viajante que aportava na Praa XV, achava muito comum aquele ambiente que, de fato, se parecia com certas cidades europeias, destoando completamente do resto do Brasil onde o abandono e a ruralidade ainda eram predominantes.

A cidade em que Joo do Rio flanava era a mesma que pelas mos de Pereira Passos e Osvaldo Cruz abria-se rumo civilizao. Isso porque juntamente com as reformas urbanas implantadas por Pereira Passos vieram as reformas sanitrias de Oswaldo Cruz, fator de essencial importncia para o desenvol- vimento da cidade do Rio de Janeiro. Seguindo os passos transformadores, o fluxo populacional na cidade au- mentava a cada dia, consequentemente, as variaes sociais tambm cresciam. Vinham para o Rio de Janeiro pessoas de todo o Brasil para servirem de mo de obra nas construes que ocorriam na capital do pas.

A cidade vivia um momento de grande efervescncia e tambm um srio problema social. Sutilmente, Joo do Rio aborda esses problemas em suas crnicas.

A cidade e tambm seus habitantes so transcritos na crnica de Joo do Rio de um jeito muito especial que no permite que eles sejam esquecidos facilmente, assim ocorre com alguns dos seus personagens como: a mulher mendiga, os urubus, as mariposas de luxo, etc.

Em vrios momentos, Joo do Rio cita outros autores e as vises deles sobre algumas cidades, um exemplo Balzac citado na crnica A rua, l compara, falando das ruas de Paris, as impresses das ruas com as impresses humanas e teoriza dizendo artistas modernos j no se limitam a exprimir os aspectos proteiformes da rua, analisar trao por trao o perfil fsico e moral de cada rua. Vo mais longe, sonham a rua ideal, como sonharam um mundo melhor Rio, Na verdade, nesses textos de Joo do Rio, o personagem principal a cidade e suas ruas, e apesar do flneur ser um elemento essencial pois ele quem vai costurar todo o texto e tecer a trama do tecido que se torna a cidade, a fora da cidade criada por esse texto transcende ao papel desse personagem andarilho, que acaba sendo apenas um fio condutor para as revelaes daquele espao, j que o flneur que v os fatos que ocorrem no dia a dia das ruas, nos becos, nos canais do mangue, nas esquinas escuras sujas e mal cheirosas do porto, nas fbricas, nos lugares de prostituio e tambm nas vitrines luxuosas que escondem atravs das novidades da modernidade a verdadeira situao social da maioria dos moradores da cidade do Rio de Janeiro.

Assim, caminhando pela cidade, o flneur como a costureira que puxa a linha da costura, segue a linha das ruas e relata toda a existncia no centro do Rio, os acontecimentos histricos que ocorreram em cada uma delas, os nomes. Portanto, o narrador personifica essa criao humana que tem, segundo ele, uma individualidade. Traa, ento, o perfil da sociedade carioca no incio do sculo, mostrando as diferentes nacionalidades que ocupam o espao dessa cidade tornando-a miscigenada e diz que a rua a civilizao da estrada Rio, 11 , se referindo a E.

Demolins que afirma que a causa primeira e decisiva da diver- sidade das raas a estrada, o caminho que os homens seguem. Foi a estrada que criou a raa e o tipo social Rio, Atravs dessa afirmativa o narrador passa a divagar sobre os comportamen- tos humanos no mbito das cidades, nos diferentes bairros e espaos sociais e conclui que tais espaos so determinantes nas concepes das pessoas, nos seus projetos de vida, nos seus gostos.

Como se o meio ambiente em que vivessem fosse responsvel pela formao da personalidade das pessoas; tese essa que era defendida por muitos estudiosos da poca. A figura e comportamentos do flneur sem sombras de dvida levam o pensamento a um outro tipo humano tambm comum nas cidades, principal- mente nas modernas, o voyeur, esse tipo que vive na penumbra a observar atos alheios, nem sempre permitidos, tambm um bom exemplo de transgresso que ocorre nas cidades.

Se analisamos profundamente essas duas figuras, fneur e voyeur, percebe- mos que elas so bastante semelhantes, a diferena que o flneur tem o cos- tume de observar andando. Na realidade, o flneur um voyeur que anda pelas ruas da cidade anotando mentalmente os momentos e fatos mais interessantes. Sem dvida que o momento histrico e o contexto social onde aparecem tais tipos fundamental para que os entendamos. A fascinao que a rua exercia sobre as pessoas no incio do sculo algo comparado a uma novidade tecnolgica nos dias de hoje.

Todos queriam ir para as ruas e curiosamente desfrutar das inovaes trazi- das pela modernidade. Entretanto, o flneur Joo do Rio, tinha uma particular anlise das figuras humanas que apareciam com o progresso. Isso claro no livro A alma encantadora das ruas, em que num segundo momento da narrativa, aps a personificao das ruas da cidade do Rio de Janeiro, o narrador passa a mostrar as pessoas que cortam o seu caminho e que so por ele represen- tadas de vrias maneiras, ironicamente, piedosamente e com muita emoo, chegando s vezes ao dramtico.

De certo, nem tudo era maravilhoso quando do advento da modernidade no Rio de Janeiro, os contrastes socioeconmicos j comeavam a se desen- volver e sinalizavam que alguma providncia deveria ser tomada. Contudo apesar de todos esses problemas sociais e econmicos, o universo citadino continuava sendo preservado e isso se deu de maneira muito especial, pois foi pela literatura que a imagem da cidade continuou resguardada e hoje o processo de resgate da memria do Rio de Janeiro tem sido feito basicamente sobre esses textos que retratam daquela poca.

Assim, podemos dizer que a dimenso espacial que explorada por Joo do Rio em suas crnicas diferente da que explorada, por exemplo, por talo Calvino no seu livro Cidades invisveis.

Podemos dizer que a diferena bsica entre os dois textos, de Joo e Cal- vino, que Joo fala de uma cidade real, com problemas e pessoas que nela vivem, no taxativamente, existe nesse texto um tempo delimitado, pois no poderamos dizer que os aspectos abordados naquela narrativa podem ainda hoje ocorrer na cidade do Rio de Janeiro, embora tenhamos conscincia de que muitos dos problemas surgidos naquele tempo persistam em piores condies.

Por outro lado, longe de um alto grau de verossimilhana, temos o texto de talo Calvino, que pura fico. Neste, o espao citadino criado muito mais mgico que o de Joo do Rio embora o tema seja o mesmo. Logo, este narrador como um contador de histrias que muitas vezes vai alm do apenas visto pelos sentidos, tal como Sherazade, que conta, noite aps noite, mil e uma hist- rias ao sulto, em Cidades invisveis, o famoso viajante veneziano Marco Plo descreve para Kublai Khan, a quem serviu durante muitos anos, as incontveis cidades do imenso imprio do conquistador mongol.

No se trata de apenas uma cidade, mas vrias, que so costuradas pela narrativa. Todas as cidades so invisveis, imaginrias e partem das narraes de Marco Plo para existir. Por serem criadas pela imaginao no possuem um tempo, poderamos dizer que so atemporais e guardam por isso uma grande identidade com os contos maravilhosos, mgicos e eternos. Suas imagens no servem para caracterizar uma poca, nem tampouco ser- vem para estudo de costumes, nem de sociedade, mas servem para o maior dos prazeres, transportar o leitor para um mundo de fantasia, envolvente e excitante.

Nesta rede de textos curtos, cada pgina uma surpresa e com frequncia cada surpresa traz, embutida dentro dela, uma outra surpresa, tal como certas cidades comportam outra dentro de seus muros. Os lugares que Marco Plo descreve sofrem as refraes da memria, as duplicidades do espelho, as in- saciabilidades do desejo.

Em uma palavra, so ambguos, apresentam sempre uma dupla face, que pode se reduplicar ao infinito Calvino, orelha. Na disposio geogrfica dos captulos no livro h uma organizao das simbologias utilizadas formando um sentido oculto que desvendado em cada conto, gradativamente, sem chocar o leitor com as fantsticas colocaes de pensamentos a respeito dos lugares descobertos por Marco Plo.

E mais, o texto revela como o conceito tradicional de cidade pode ser transplantado para outros campos do conhecimento humano. Segundo Calvino neste livro que ele concentrou o maior nmero de coisas, ou seja, num nico smbolo, a cidade, o autor diz que concentrou todas as suas reflexes, experincias e conjecturas.

Dessa forma o estudo das cidades invisveis, depois das palavras do autor assume um outro aspecto. Assim no h que se comparar a simbologia da cidade de Calvino com a cidade de Joo do Rio, como j dissemos, pois o foco do autor carioca o relato de fatos ocorridos vistos pelo flneur, no existe nessa narrativa a pro- posta de se fazer maiores reflexes filosficas sobre outras faces da existncia humana. O que se analisa nas crnicas de Joo do Rio a vida cotidiana da.

Quanto ao livro de Calvino seria pouco, ou nada, se pautssemos o seu estudo somente na forma geogrfica das cidades, pois tal livro vai adiante, ele transcende a geografia das ruas, os prdios e espaos por ele abordados.

No olhar curioso e criativo do descobridor o que se ressalta alm do cotidiano vivido, que de fato pouco importa ao longo da narrativa. Quando Marco Plo retorna de cada viagem e comea a contar o que viu a Kublai Khan, ele sabe que o que vai fascinar o imperador no so- mente a imagem de construes e riquezas, mas sim as imagens que ele cria das vivncias que se somaram em cada uma das viagens. Deste fato surgem os questionamentos a serem elucidados pelo narrador: o que a cidade e como ela feita?

Em resposta, o narrador diz que a cidade feita das relaes entre as medidas de seu espao e os acontecimentos do passado Calvino, 14 e derivado desse conceito, a cidade se embebe como uma esponja dessa onda que reflui das recordaes e se dilata. Mas a cidade no conta o seu passado, ela o contm como as linhas da mo, escrito nos ngulos das ruas, nas grades das janelas, nos corrimos das escadas, nas antenas dos pra-raios, nos mas- tros das bandeiras, cada segmento riscado por arranhes, serradelas, entalhes, esfoladuras Calvino, Assim a cidade se define e mostra seu poder quando influencia at os pensamentos que dela se tem, ou melhor, a cidade diz tudo o que voc deve pensar, faz voc repetir o discurso, e, enquanto voc acredita estar visitando Tamara, no faz nada alm de registrar os nomes com os quais ela define a si prpria e todas as suas partes Calvino, Dominando tudo que se refere a ela, a cidade tambm domina seu tempo, no o tempo cronolgico, de relgio, mas outro que no delimita as aes dos personagens e age de forma diversa.

Para as cidades invisveis no h tempo como linha, cada cidade surge das lembranas de Marco Plo e de como ele se v ao passar por ela, por suas ruas, castelos, pontes, etc. Suas histrias so fragmentadas, da no ter preocupao com comeo, meio e fim. Cada cidade existe por si s, ao prazer de abrimos aleatoriamente as pginas do livro. Todavia Veneza, cidade do descobridor, mercador, est sempre na sua memria como uma imagem real. Para contar ao imperador suas histrias Marco Plo parte sempre de algo.

Na Cidade e a memria 4 Calvino, 19 , ele conta sobre a cidade de Zora que de to maravilhosa foi obrigada a ficar imvel e imutvel para que o viajante a memorizasse facilmente, s que por ficar im- vel e imutvel Zora definhou, desfez-se, sumiu e foi esquecida pelo mundo. Ora, trata-se de um contra-senso, como pode algo que criado para ser lembrado ser esquecido? A explicao simples e dada ao longo do livro.

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Nada que exista como matria viva pode ser imutvel, as transformaes e adaptaes de uma cidade so fatos decorrentes de sua vida, significam que sua energia vital est acesa e que ela no morreu com as pessoas que partiram ou com os prdios que foram destrudos, por isso no se pode querer que uma cidade permanea sempre a mesma desde a sua origem, pois se as pessoas mudam a cada instante, obvio que as coisas criadas por elas tambm mudaro.

Seguindo nas divagaes o narrador diz mais tarde que o que procurava Marco Plo, em todas as suas viagens,. Ao che- gar a uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que no lembrava existir: a surpresa daquilo que voc deixou de ser ou deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, no nos conhecidos Calvino, Ou seja, fica claro que o conceito de tempo assume conotao especfica.

De certa maneira vivemos todos os tempos em um s. Passado, presente e futuro se mesclam num nico momento e percebemos que tudo no passa de um crculo onde nosso futuro de hoje foi nosso passado de ontem e nosso passado remoto ser nosso futuro amanh, como se a vida fosse uma eterna repetio, s que quando vivemos no lembramos o que fomos, nem sabe- mos o que seremos, apenas vivemos. Por isso Marco Plo diz que o viajante reencontra um passado que no lembrava existir.

Marcante tambm na narrativa de Calvino a questo do desejo. Em As cidades e o desejo 1 notamos que no emaranhado de coisas que compem a cidade de Doroteia, existe sempre uma especial que o desejo infinito, pois. Para o cameleiro que conduziu o narrador essa a coisa mais importante de Doroteia, a certeza de que se realizar aquilo que se tem vontade implica em que surja uma nova vontade e assim sucessivamente.

Todavia em As cidades e o desejo 2, o narrador expe aos olhos do leitor a cidade de Anastcia, onde tudo se goza, s que por ser o lugar da realizao dos desejos, Anastcia enganosa e em vez de satisfazer os desejos do viajante, so esses que acabam satisfazendo os desejos da cidade. A imagem fantstica dessa cidade exerce sobre o homem um poder incrvel, quando, no podendo se desligar de seus desejos ele se torna escravo deles.

Na realidade Calvino faz um trabalho de pensador em cada conto que escreve e lentamente vai acrescentando na narrativa elementos e interrogaes que no so respondidas, mas que ficam na mente do leitor para que ele pense e responda com as suas prprias cidades.

Poderamos nos estender ainda mais analisando ponto a ponto cada um dos smbolos utilizados pelo autor, todavia a anlise dessa simbologia que une questionamentos da existncia humana transbordaria de nosso objetivo inicial. Por isso, esperamos com essas anlises ter deixado claro que a imagem da cidade pode ser modificada de acordo com quem a olha.

Ou seja, nem sem- pre uma cidade ser igual para todas as pessoas que a veem, pois justamente com a imagem concreta e real de prdios, ruas, pontes, igrejas, etc. A cidade, como observamos ao logo desse trabalho, torna-se um smbolo ao qual podemos dar milhes de significados e mesmo quando apenas relatamos a sua vida diria, a cidade deixa transparecer que existe algo a mais do que aquilo que ela mostra.

Por isso, alm das vrias cidades que se sobrepem a uma cidade original, temos tambm as cidades ocultas guardadas no interior de cada cidade e de cada pessoa. Assim chegamos ao que pretendamos demonstrar: conhecer uma cidade um processo muito mais complexo e interno do que o simples ato de passar por sua ruas e olhar os prdios e lugares que ela exibe, preciso, acima de tudo, que saibamos traduzir suas imagens e que sintamos no fundo da alma as impresses que elas nos passam.

Sobre a modernidade. So Paulo: Paz e Terra, Pereira Passos: um Haussmann tropical. Rio de Janeiro: Bi- blioteca Carioca, Paris capital do sculo XIX.

So Paulo: Editora Brasiliense, Cidades invisveis. So Paulo: Companhia das Letras, Consumidores e cidados. Seduzidos pela memria. Rio de Janeiro: Aeroplano, Fins de sculo-cidade e cultura no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Rocco, Por amor s cidades. So Paulo: Editora Unesp, Tristes trpicos. RIO, Joo. A alma encantadora das ruas. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, Em uma anlise comparativa mostraremos como re- alidade e imaginao se confundem nas narrativas e como atravs de seus textos os autores demonstram, cada um a seu modo, o grande amor que sentem pelas suas cidades.

Abstract The city of Rio de Janeiro, described in Joo do Rio of images and ima- ginary cities by Italo Calvino in his book Invisible Cities are the objects of this essay.

In a comparative analysis show how reality and imagination merge in the narrative and how through their texts the authors demonstrate, each in its own way, the love they feel for their cities. As pesquisas bibliogrfica e documental desse trabalho concentraram-se em consultas a livros e textos sobre a presena do religioso e do sagrado no cinema de uma maneira geral e, em especial, na obra de Dreyer e Bresson. Comum 18 - Rio de Janeiro - v. A religio e o sagrado sempre estiveram em evidncia no cinema.

Outros importantes diretores deram destaque temtica religiosa em suas obras, entre eles Ingmar Bergman A fonte da donzela, na Sucia do sc. XVI, pastores de cabra se hospedam, sem saber, na casa dos pais de uma camponesa assassinada por eles, quando ela se dirigia igreja para cumprir a tradio de ilumin-la com velas; e O stimo selo, um cavaleiro que volta das Cruzadas desafia a morte para uma partida de xadrez ; Roberto Rossellini Francisco, arauto de Deus, conta a vida de Francisco de Assis.

No caso de Rosselini, pode-se dizer que o sagrado est inserido na sua esttica; que a referncia de sua obra o sagrado, mesmo no profano, no sacrilgio ; Henry King A cano de Bernadette, a vida de Santa Bernadete, destacando-se as vises de Nossa Senhora, em Lourdes, na Frana ; F. Murnau Fausto, o demnio aposta com um anjo que pode corromper a alma de um homem ntegro, numa luta entre o bem o mal ; Ermano Olmi E vene un uomo, biografia do Papa Joo XXIII; e Cammina Cammina, sobre os Reis Magos ; e Philip Groning O grande silncio, documentrio que mostrou o dia a dia dedicado a Deus e s oraes da comunidade dos cartuxos, catlicos que viviam reclusos na Grand Cha Treuse, nos Alpes franceses.

E tantos outros Catolicidade no cinema sao muitos os diretores confessada- mente catolicos, ate mesmo nos Estados Unidos, e os que nao o sao tem relacoes complexas com o catolicismo.

No catolicismo. O cinema parece caber inteiramente na formula de Nietzs- che: em que somos ainda devotos. Ou melhor, desde os primordios, o cristianismo e a revolucao, a fe crista e a fe revolucionaria foram os dois polos que atrairam a arte das massas.

E que a imagem cinematografica, diferente do teatro, mostrava-nos a vinculaao do homem com o mundo. Por isso ela se desenvolve, seja no sentido da transformacao do mundo pelo homem, seja na descoberta do mundo interior e superior que e o proprio homem Deleuze, A personagem abordada neste trabalho, Joana DArc, enfeitiou muitos diretores de cinema.

Esteve em destaque, h pouco mais de uma dcada, em um filme do diretor Luc Besson A histria de Joana DArc, , interpretada por Milla Jovovich, numa produo franco-americana, que contou com os sofisticados recursos tcnicos caractersticos do cinema contemporneo glo- balizado ; e, antes, em filmes dirigidos por Georges Mlis Joana DArc, , com apenas 19 minutos de durao, preto e branco, mudo, protagonizado por Bleuette Bernon , Cecil Blount DeMille Joana, a mulher, , preto e branco, mudo, com Geraldine Farrar , Victor Fleming Joana DArc, , colorido, com Ingrid Bergman , Roberto Rossellini Joana DArc na fogueira, , colorido, com Ingrid Bergman e Otto Preminger Santa Joana, , preto e branco, com Jean Seberg.

Joana DArc nasceu no vilarejo francs de Domrmy Domrmy-la-Pucelle, como foi rebatizado posteriormente, em homenagem a Joana, a donzela. Joana teve uma forte formao religiosa, no catolicismo. J na segunda metade da Guerra dos Cem Anos, quando a Inglaterra inva- diu a Frana, a jovem camponesa, humilde e analfabeta, passou a ter vises do arcanjo Miguel, que fora enviado por Deus, acompanhado de Santa Margarida e Santa Catarina.

Joana estava com cerca de 17 anos, quando, para obedecer a Deus, partiu ao encontro do delfim, na cidade de Chinon, e o convenceu a entregar-lhe o comando de um exrcito Twain, Ela lutou bravamente, elevando o moral dos soldados franceses a ponto de retomar a cidade de Orleans e garantir a viagem de Carlos VII at a catedral de Reims, para a coroao idem: 5. No ano seguinte, em , na batalha de Compigne, foi presa e vendida aos ingleses ibidem: 7 , pelos borguinhes, leais ao duque de Borgonha, Fe- lipe, o Belo, e inimigos dos armagnacs fiis ao duque de Orleans, Lus, aliado do delfim, por quem Joana DArc lutava, em nome de Deus.

Lus fora assas- sinado pelos borguinhes, que tinham ajudado os ingleses a tomar Orleans.

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Em janeiro de , o tribunal da Santa Inquisio iniciou o julgamento de Joana DArc, acusando-a de heresia e bruxaria, em sesses secretas. Nas mos do bispo de Beauvais, Pierre Cauchon, que comandou o julgamento e era ligado aos borguinhes, Joana sofreu torturas fsica e psicolgica; chegou a fazer um acordo com o tribunal, para trocar a morte por priso perptua, mas voltou atrs e, com a abjurao renncia pblica e solene de crena ou religio at ento professada, de acordo com o dicionrio Aulete4 , foi conde- nada a queimar na fogueira at a morte.

Vinte e cinco anos depois da morte dela, o julgamento foi revisado, por determinao do papa Calisto II, e Joana foi declarada inocente. Quase cinco sculos mais tarde, em , foi beatificada pela Igreja catlica e, em , foi canonizada pelo papa Bento XV. Santa Joana DArc a padroeira da Frana. Algumas vidas sao exemplares, outras nao; e entre as exemplares ha as que nos convidam a imita-las, e aquelas que observamos a distncia com uma mistura de repulsao, piedade e reverencia.

E aproximadamente a diferenca entre o heroi e o santo se podemos usar este termo mais num sentido estetico que religioso. Uma vida tao absurda em seus exageros e no grau de automutilacao Sontag, 66, apud Paes e Pereira, A me biolgica de Carl Dreyer era sueca e solteira.

O nome de batismo dele, Karl Nielsen, foi mudado para Carl Theodore Dreyer, o mesmo do homem que o adotou ainda criana, ao ficar rfo Nazrio, Dreyer teve uma formao religiosa severa, em meio a uma famlia dinamarquesa luterana. E essa religiosidade iria se refletir em sua obra, primordialmente em aspectos morais. Dreyer seguiu a histria oficial do julga- mento de Joana, pela Inquisio da Igreja Catlica, mas sintetizou os 29 in- terrogatrios efetivamente realizados em apenas um dia.

Assim como Robert Bresson, Dreyer deu relevncia aos temas religiosos e epifania e, depois da fascinacao com o julgamento, a fascinacao com o suplicio constituiu outra tendencia recorrente em Dreyer Oliveira, Aponta Smolu que em quase todos os filmes de Dreyer, a morte triunfa. Nos quatro grandes filmes A paixao de Joana DArc, O vampiro, Dias de ira e A palavra , alem do aspecto da tortura, ela se manifesta sob o aspecto do rito funebre.

No documentrio Radiografia da alma, de Torben Jensen, Dreyer comenta:. A Donzela de Orleans, a trajetria de sua morte. Quanto mais eu me familiarizava com esse material histrico, mais imperativo para mim se tornou recriar o perodo mais importante na vida dessa moa. Queria que o pblico sentisse todo aquele poder. Os detalhes dos documentos cobrindo o processo de reabilitao foram necessrios. Contudo, o ano em que ocorreram os even- tos parecia to sem importncia quanto distinguir entre eles e o tempo presente.

Eu queria criar um hino ao triunfo da alma sobre a vida. Minha vontade, meu sentimento, meu pensamento: compreender o misticismo Dreyer, , apud Oliveira, Quando realizou seu primeiro filme como diretor, O presidente, em , Dreyer j consolidara a tcnica e a sensibilidade de roteirista e montador, na empresa cinematogrfica Nordisk Films, e j demonstrava o que buscaria em sua obra: o real atravs do natural; cenrios simples, closes de rostos sem qualquer maquiagem, a destacar a expresso humana.

Uma concepo cinematogrfica que estaria bem realada uma dcada depois, no ltimo filme mudo de sua. Pode-se dividir o filme em etapas: a apresentao dela ao Tribunal da Inquisio Joana sempre em plano inferior ao dos algozes ; o cruel inter- rogatrio a que submetida pelos juzes e o sofrimento estampado em seu rosto ; a tortura apenas os instrumentos aparecem no filme como nica alternativa para a confisso de Joana e, em consequncia, a preocupao dos inquisidores de que ela viesse a adoecer e, por consequncia, morrer para os inquisidores, a morte dela jamais poderia ocorrer por uma razo que no fosse a condenao, o castigo imposto pela Santa Inquisio; a comunho da qual ela no participa, por estar em pecado, devido no confisso de seus crimes ela resiste, ainda assim; a assinatura, em pblico, do acordo para no ser excomungada e, dessa forma, escapar da fogueira, sendo condenada priso perptua; a volta atrs no acordo, a abjurao; a comunho e, na sequncia, o caminho para o suplcio; e, finalmente, o suplcio e a revolta popular, por causa de sua morte.

Em A paixo de Joana DArc, o sagrado est presente, de forma predeter- minada, nos jogos cnicos, e transcende as expresses: sombras formam a cruz; crucifixos em detalhe; a mrtir coroada por espinhos; no grande plano, olhares convulsivos, penetrantes, desafiadores, perversos; sacrifcio e paixo a lembrar a paixo de Cristo. Em A Paixo de Joana DArc, a origem do sagrado est na procura de Deus, mas sobretudo a partir dos afetos e das emoes expressos pelo grande plano que o espectador faz a experincia do sagrado, aponta Gil A ausncia da narrativa lgica se choca com a normalidade cinematogrfica da poca.

Sem som e com legendas e interttulos para estabelecer o dilogo entre os personagens, Dreyer no se preocupa em produzir planos de con- textualizao. H uma quebra na lgica espao-temporal. O extracampo possui dois aspectos que se misturam: pode designar aquilo que esta alhures, ao lado ou em volta; mas tambem atesta uma presenca inquietante, um alhures radical. Considerando uma imagem enquanto um sistema fechado, cada um desses aspectos se sobrepoe ao outro segundo a natureza do fio.

Quando mais grosso o fio, melhor o extracampo cumpre. Mas, quando o fio e tenue, ele nao se contenta em reforcar o fechamento do quadro, ou em eliminar a relacao com o exterior.

Ele nao garante, evidentemente, uma isolacao completa do sistema relativamente fechado, o que seria impossivel. Mas quanto mais tenue for, mais a duracao desce no sistema como uma aranha, melhor o extracam- po realiza sua outra funcao, que e a de introduzir o transespacial e o espiritual no sistema que nunca e perfeitamente fechado.

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Dreyer havia feito disto um metodo ascetico: quanto mais a imagem e espacialmente fechada, reduzida ate a duas dimensoes, mais ela esta apta a se abrir para uma quarta dimensao, que e o tempo, e para uma quinta, que e o Espirito, a decisao espiritual de Joana e Gertrud Deleuze, O grande plano expe, pela aproximao exacerbada e reveladora das mni- mas e contundentes expresses do rosto de Falconetti, de um lado, o martrio de Joana e, de outro, a crueldade e torpeza de seus algozes.

Plano a plano, rosto a rosto, a histria uma sequncia de emoes que saltam aos olhos e dos olhos , em fragmentos. Representar e tornar visivel o ausente. Portanto, nao e somente evocar, mas substituir, como se a imagem estivesse ai para preencher uma carencia, aliviar um desgosto Debray apud Barros, A expresso da mscara uma tcnica teatral que promove o vnculo entre o personagem e o espectador.

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Em primeiro plano, os olhos quase sempre arregalados de Falconetti, que ora denotam dor, ora consternao, que ora carregam esperana, ora surpresa, expem a alma, o interior do personagem. A Paixo de Joana dArc,de Carl Dreyer, j no o tema reli- gioso que toca o espectador, mas a expresso transcendente que se manifesta em todos os grandes planos do filme. Da fora do Mal fragilidade da inocncia, nada escapa ao olhar hptico da cmara.

O sofrimento de Joana d Arc parece projetar-se para alm da superfcie do ecr. O grande plano funciona como uma revelao daalmae como imagem do desejo. Joana DArc procura a voz divina e a Inquisio quer conden-la morte, por heresia, ou simplesmente pela necessidade de sacrificar uma vtima para reencontrar um territrio pacfico interior e exterior. O grande plano o plano da presena e do contato direto com o espectador. A exigncia de closes e planos fechados do rosto expressivo de Maria Falconetti foi seguido risca pelo fotgrafo Rudolph Mat, um dos grandes nomes do incio do expressionismo alemo.

Falconetti falaria dessa obsesso de Dreyer pela criao de uma Joana DArc exclusiva, quando, em visita ao Rio de Janeiro, em , quando foi entrevistada pelo ento cronista do jornal carioca A Manh, Vinicius de Morais ver o texto completo dessa entrevista no Anexo, p. Sofri muito. Foram cinco meses de tortura. Perguntava-lhe: Mas m. Dreyer, se o senhor me deixasse um pouco de liberdade para a ao, eu poderia dar alguma coisa de mim mesma Ele recusava-se, formalmente.

Obrigava-me maior passividade. Filmava coberto por anteparos, para que ningum me visse e nada me distrasse a ateno do que fazia. Acabada a cena, recolhia-me a uma casa de campo a que s ele tinha ingresso. Falava-me constantemente, incutindo-me a ideia da obra que queria realizar. Era-lhe uma ideia fixa. No dia em que acedi a que me raspassem a cabea, coisa que ele me pedia sempre, foi de uma extraordinria doura comigo.

Mas nunca o vi to spero como quando, desobedecendo a uma ordem expressa sua, dei uma fugida a ver a Joana DArc de m.

Ele soube e correu atrs de mim. Censurou-me amargamente de querer destruir-lhe o trabalho. Agora, disse-me, vai sair a Joana DArc de Shaw, e no a minha! Morais, Falconetti nunca mais quis fazer outro filme. Teve propostas para filmar em Hollywood, mas no as aceitou. A Morais, ela confessou ter acabado o trabalho num estado de nervos inimaginvel. Ao ver o filme pela primeira vez, ela o detestou. No havia nada meu. Era tudo de m. Cinema isso, o diretor ibidem.

E concluiu:. A grande crtica que se fez ao filme foi a sua falta de de- senvolvimento, de progresso. Eu prpria achei assim, vendo aquelas. S mais tarde compreendi que no podia ser de outro modo, que tratava-se de uma viso, de um instante em cinema Falconetti apud Morais, A importncia do cinema de Dreyer e a admirao de outros diretores por ele podem ser medidas pelas homenagens que lhe fizeram Jean-Luc Godard e Franois Truffaut: Godard, quando, em Viver a vida, de , a personagem principal vai ao cinema assistir ao filme A paixo de Joana DArc e Truffaut quando, em A noite americana, de , o personagem que o prprio Truffaut interpreta deixa-nos entrever, ao abrir um pacote de livros com os nomes de seus mestres espirituais, o de Dreyer entre eles.

Na introduo que fez para o livro de crnicas do crtico de cinema Andr Bazin, O cinema da crueldade, Truffaut revelou toda sua admirao pelo diretor dinamarqus:. Carl Dreyer foi o cineasta da brancura. A religiosidade dos temas escolhidos deu margem a ilusao e nao se percebe o suficiente a violencia subterranea de sua obra e de todas as dilaceracoes que lhe formam as engrenagens.

Jean Renoir disse dele: Dreyer conhece o homem melhor do que um antropologo. Como o proprio Renoir, Carl Dreyer valorizou a sinceridade de seus personagens, cujas crenas sao mostradas quase sempre em violenta oposicao. Onze anos separam a realizacao de O Vampiro e a de Dias de Ira; existem treze anos de desemprego entre A Palavra e Gertrud decididamente, a carreira de Carl Dreyer nao foi muito mais facil que a de Eric von Stroheim.

Pelo menos, ele teve a satisfacao de exercer sua arte at sua morte, sobrevinda pouco depois da apresentacao em Paris de seu ultimo filme, Gertrud Bazin, Robert Bresson estudou filosofia e artes plsticas; foi pintor e roteirista; e, tal como aconteceu com Dreyer, foram fortes as impresses da rigidez da formao religiosa no caso de Bresson, no catolicismo , em sua cinematografia: carregava o rigor dos jansenistas e muitas de suas crenas, como a predestinao e a graa divina.

De acordo com Pereira , se os valores expressos nas aes humanas no se explicam apenas por culturas. Doutrina esta que apresenta, de forma simbolica do grego syn-ballein, por junto um racionalismo minimo de diferenciacao presente nas religioes e culturas que utilizam o que chamamos de moral religiosa como categoria de modulacao entre opostos, bem e mal, puro e impuro, altivez e baixeza, formas que coabitam o campo humano, mas que unem- -se no ambito da cultura.

No centro de seus dramas, os personagens debatem-se com a culpa e o pecado, mas vislumbram a redeno Couto, Destaca Pereira , que Deleuze aponta essa presena do bem e do mal como inerentes ao jansenismo bressoniano:. Em Largent, o devoto Lucien s exerce a caridade em funo do falso testemunho e do roubo que cometeu como condio, enquanto que Yvon s se lana no crime a partir da condio do outro.

Dir-se-ia que o homem de bem comea necessaria- mente a mesmo onde chega o homem do mal Deleuze, apud Pereira, Marcaram profundamente a obra de Bresson, tambm as lembranas do campo de concentrao nazista, em que ficou prisioneiro, na Segunda Guerra Mundial. Ele dirigiu o primeiro longa-metragem, Anjos do pecado Les Anges du Pch , em , depois de ser libertado e ainda durante a ocupao da Frana pelos alemes.

Antes da guerra, dirigira, em , uma comdia a nica da cinematografia dele , em preto e branco, com apenas 25 minutos de durao: Os assuntos pblicos Les Affaires Publiques. Quatro de seus filmes abordam questes relacionadas priso: Dirio de um proco de aldeia Journal. Em Dirio de um proco de aldeia, Bresson j ps em prtica, parcialmente, uma de suas concepes revolucionrias: a de trabalhar com um elenco sem atores profissionais.

Ele queria, conforme revelou poca, atingir uma pureza maior, um despojamento maior. No filme, havia apenas uma atriz profissio- nal: Marie-Monique Arkell, interpretando a baronesa. O objetivo do cineasta seria plenamente alcanado no filme seguinte: Um condenado morte escapou. Bresson queria em seus filmes modelos, no atores tradicionais. Um ator precisa sair dele mesmo para se ver no outro. Seus modelos, uma vez que sairam deles mesmos, nao poderao mais entrar, escreveu Bresson , no livro Notas sobre o Cinematgrafo, em que exps suas ideias sobre o cine- ma, em uma sequncia de aforismos.

Com modelos, ele poderia distanciar os personagens dos espectadores, pela desdramatizao dos personagens, permitindo que deles aflorasse o contedo; enquanto os atores, ao usarem as tcnicas teatrais de interpretao, se revestiriam do falso: Nada e mais falso num filme do que esse tom natural do teatro copiando a vida e calcado em sentimentos estudados idem. Em entrevista televiso francesa, em , o diretor revelou que seus modelos deveriam ter uma participao nica, a qual preferiu chamar de especial:.

No lhes ensino o rodado no dia anterior, como fazem outros. Creio firmemente que melhor que no saibam o que fizeram. Com este mtodo aflora o mais profundo de cada um, que no se po- deria extrair de um ator, j que normalmente se escondem atrs de sua tcnica, atrs de sua arte.

Pode-se dizer que o cinema, em vez de ser um teatro fotografado, poderia ser, psicologicamente, um modo de descobrir Bresson, apud Beunet, Ele buscava a neutralidade de expresso, a austeridade interpretativa, a tal ponto que chegou a criticar, em seus aforismos, a direo de Maria Falconetti, por Carl Dreyer, em A paixo de Joana DArc:.

Na falta do verdadeiro, o pblico se apega ao falso. A maneira expressionista com que Falconetti lanava seus olhos ao cu, no. Em O Processo de Joana DArc, eu tentei, sem fazer teatro ou farsa, encontrar com palavras historicas uma verdade nao-historica Bresson, Minimalista, Bresson buscava um cinema austero, comedido, que esva- ziasse as aparncias para atingir a interioridade, que utilizasse apenas o estri- tamente necessrio, para que a essncia e a surpresa aflorassem das imagens: o interior que domina.

Eu sei que isso pode parecer paradoxal numa arte que toda exterior. Mas eu vi filmes em que todo mundo corre e que so lentos. Outros em que os personagens no se agitam e que so rpidos idem.

Era, portanto, o cinema sem a influncia do teatro que Bresson procura- va; no o cinema tradicional que ele considerava ser o teatro fotografado , mas o que ele chamou de cinematgrafo: Existem dois tipos de filmes: os que empregam os meios do teatro atores, mise-en-scne, etc.

Em O processo de Joana DArc, o texto que aparece de incio informa que Joana no foi sepultada, virou cinzas. No h retrato dela, s palavras aos juzes de Rouen. Na sequncia, h um crescente rufar de tambores, enquanto sobem os crditos um som que voltar no fim do filme, quando Joana executada. Segundo Smolu, apud Takayama, , entre essas salvas de execuo capital, so inscritas imagens e palavras, que, tambm, ba- teram com golpes duplicados: uma dobra do tempo aberta e se fecha. Os sinos tocam e ouvimos a voz da me de Joana, que permanece todo o tempo de costas, a dar detalhes do julgamento e da vida da filha, para contextualizar.

Bresson justificou, em entrevista ao crtico ingls Ian Cameron , por que decidira no mostrar o rosto da me de Joana, na cena: No quero que seja um personagem. Ademais, no no filme.

Aparece antes do ttulo. Nos filmes de Bresson, a subjetividade est em toda parte: cenas cegas, que apenas sugerem o acontecimento: a cena do assassinato da sentinela, em Um condenado morte escapou e as imagens dos equipamentos de tortura, sem que fosse mostrada explicitamente a tortura, em O processo de Joana DArc; sons que informam, sem a imagem como testemunha a cena do ladro em ao, no hipdromo, em Batedor de carteiras ; cmera imvel, espera da cena, nas quais os personagens entram e saem de quadro, provocando expectativa e suspense por vrias vezes, nos deslocamentos de Joana e de seus carcereiros e inquisidores, em O processo de Joana DArc.

Bresson se prope a sempre. Paes e Pereira , destacam que o cinema de Bresson, tanto quanto o de Pasolini,. Bresson prope, em seus aforismos, essa abertura, a imerso do espec- tador, nas imagens de seus filmes: Cave sua sensacao. Olhe o que ha dentro. Nao a analise com palavras.

Traduza-a em imagens irmas, em sons equiva- lentes. Quanto mais nitida for, mais seu estilo se afirma estilo: tudo que nao for tecnica Bresson, Como enfatizou Paul Schrader , p. Bresson restringe a participacao emotiva do espectador ate o ultimo plano, como se prendesse sua respiracao, e entao que ela se solta e procura sentido onde nao ha.

Ocorre a certeza do misterio. Um paradoxo que e a propria raiz da nocao de graca no ser humano, pois ela so se manifesta quando nao ha manifestacao alguma Paes e Pereira, O conjunto cinematogrfico de Dreyer e Bresson o primeiro, de for- mao luterana, e o outro, catlica tem, em comum, a forte presena de religiosidade e epifania, o que justifica, plenamente, a admirao deles pela personagem histrica Joana DArc.

Nos filmes objetos dessa pesquisa, ambos se valeram dos manuscritos ofi- ciais do julgamento de Joana DArc. Um e outro enxugaram os originais do processo, ainda que de maneira diferente. Dreyer foi mais radical, condensan- do em apenas um dia a encenao das principais partes dos 29 interrogatrios.

Bresson manteve-se mais fiel estrutura do processo, porm alterou o texto em algumas partes, suprimindo repeties e alguns arcasmos, mas mantendo o essencial, para no empobrecer a cor muito particular das rplicas de Joana Bresson e Guitton, Vale destacar que Dreyer no faz referncia virgindade de Joana DArc em seu filme, ao passo que Bresson d nfase ao fato, que, na histria, relevante do ponto de vista religioso, porque, poca, acreditava-se que o diabo no se aproximava das mulheres virgens e Joana era acusada pela Igreja Catlica de bruxaria, de ser diablica.

As diferentes concepes cinematogrficas de Dreyer e Bresson, porm, ficam evidentes nas palavras do prprio Bresson, em crtica que fez interpre- tao teatral que Dreyer imps atriz Maria Falconetti, em A paixo de Joana DArc.

A encenao carregada de expresses no filme de Dreyer, contrape-se aos gestos automticos e a rigidez exigidos de seus modelos por Bresson, que encontrava, com isso, uma maneira de resgatar o automatismo da vida real Bresson, Se Falconetti, a Joana de Dreyer, apresenta-se no filme de forma a comover seus inquisidores, a atriz de Bresson, em O processo de Joana DArc, Florence Delay, faz o inverso: austera, monocrdia, parece, muitas vezes, indiferente a eles. Para valorizar as expresses de Falconetti, Dreyer usou em abundncia o grande plano, em plonge e contra-plonge, em busca de maior expressividade, para dramatizar as cenas, valorizar o sofrimento de Joana e reforar a posi-.

Bresson deu preferncia aos planos fechado e, principalmente, mdio, com a cmera frontal, altura da cabea, algumas vezes em movimentos panormicos, criando um distanciamento proposital entre personagem e espectador.

A fragmentao est presente nos dois filmes: partes do corpo, objetos, espao e imagens, provocando uma certa indeterminao de poca. Ambos os diretores tinham esses mesmo objetivo, conforme pode-se constatar no depoimento de Delay, atriz de Bresson, e no do prprio Dreyer: O ano em que ocorreram os eventos parecia to sem importncia quanto distinguir entre eles e o tempo presente.

Minha vontade, meu sentimento, meu pensamento: compreender o misticismo Dreyer, apud Oliveira, E no cineasta francs, con- forme apontou Florence Delay,. O que h para ver numa priso, em no importe qual priso? Cantos, paredes, uma cama, uma porta, correntes. Toda a ateno se fixa sobre a liberdade interior da prisioneira, sobre o seu rosto, ou, dizendo de outra maneira, sobre a sua alma Delay apud Bresson, O cinematgrafo criativo de Bresson era diferente do cinema expres- sionista de Dreyer, certo.

Mas havia algo de sagrado a uni-los para sempre. A cultura da Imagem. In: Horizonte. Belo Horizonte, v. O cinema da crueldade. Antonio de Padua Danesi. Sao Paulo: Martins Fontes, Notas sobre el cinematgrafo. Sal Yurkivich. Cidade do Mxico: Edies Era, O processo de Joana DArc. Direcao de Robert Bresson.

Ver- satile Disc 65min : DVD, som, preto-e-branco. Legendado, port. Versatil: Entretien avec Robert Bresson et Jean Guitton. In: tudes cinmatographiques, , Robert Bresson, pelo cinema monstico. Radiografia da alma Carl Th.

Dreyer: Min Metier. Docu- mentrio. Dirigido por Torben Jensen Skjdt, A paixao de Joana DArc. Direcao de Carl Theodor Dreyer. Magnus Opus: Cinema 1: a imagem-movimento. Stella Senra. Sao Paulo: Brasiliense, Cinema 2: imagem-tempo.

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Elosa de Arajo Ribeiro. Sao Paulo: Editora Brasiliense, GIL, Ins. O corpo, a origem e o sagrado no Cinema: uma introduo. In: Didasklia. Universidade Lusfona, Lisboa: Entrevista com Mme. Falconetti, a grande intrprete de Joana DArc do cineasta Carl Dreyer, bem como o seu pronunciamento no debate sobre cinema silencioso e cinema falado. Jornal A Manh , 9 de junho de O sagrado no cinema. Revista Cult: A religio no cinema de Carl Dreyer. Dissertacao de Mestra- do Departamento de Comunicacao Social.

Pontificia Universidade Catolica do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, A transgresso e o ritual salvfico no cinema de Robert Bresson. La Passion du Christ comme Theme Cinematographique. Paris: Etudes Cinematographiques, n. II, Lettres Modernes, O Blog do Samy busca oferecer ao leitor um espaço descontraído e informal onde os conceitos de economia sejam desmitificados.

Aguarde cinco segundos e clique em duas vezes em Fechar Propaganda. Considerado o maior épico do mundo, começou a kraafta escrito no século IV a. Por Roque Carrazza e Direito Livro.

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