BAIXAR ANDARILHO CAO GUIMARAES


    Índice:

|download Dossiê/Dossier|. |Índice|. – Apresentação/Presentación. – Escutando a Cao Guimarães: fragmentos de um diálogo silente “Histórias do não ver”, “ A alma do osso”, “Andarilho” e “O homem das multidões”. O objeto principal é o documentário em longa-metragem Andarilho () e a jornada de Cao Guimarães na construção de um documentário que representa a . Sinopse: "Andarilho" é um filme sobre a relação entre o caminhar e o Saiba mais sobre Cao Guimarães na Enciclopédia Itaú Cultural de.

Nome: andarilho cao guimaraes
Formato:ZIP-Arquivar
Sistemas operacionais: iOS. Windows XP/7/10. MacOS. Android.
Licença:Somente uso pessoal
Tamanho do arquivo:34.47 MB

Fui verificar o debito, mas na verdade, é o IPTU de Por que tanta diferença? Precisamos de uma voz da prefeitura de Biguaçu para falar com os Correios. Pedro Henrique R. Alves, — Bairro Jd. Como fazer para recolhermos o ISS diretamente para Biguaçu? Se positivo, em qual endereço eletrônico? Ananda Carvalho. Agradeço e aguardo retorno.

O objeto principal é o documentário em longa-metragem Andarilho () e a jornada de Cao Guimarães na construção de um documentário que representa a . Sinopse: "Andarilho" é um filme sobre a relação entre o caminhar e o Saiba mais sobre Cao Guimarães na Enciclopédia Itaú Cultural de. 3/13 maneira bastante significativa em A alma do osso (Cao Guimarães, ) e Andarilho (Cao. Guimarães, ), por exemplo. b) Mescla de suportes: Como. Ano: Diretor: Cao Guimarães Produção: Brasil Tema: A vida e visão de mundo de três diferentes andarilhos brasileiros. Download. BAIXAR ANDARILHO CAO GUIMARAES - Amazon Renewed Refurbished products with a warranty. Ele gostava de levar o equipamento para os lugares que.

Isso nos confirma que no audiovisual, imagens visual e sonora caminham juntas. L'acte de faire abstraction de nos références habituelles dans l'écoute est un acte voluntariste et artificiel qui nous permet d'élucider un grand nombre des phénomènes implicites de notre perception. CHION, , p.

Andarilho - Cao Guimarães - "VER É UMA FÁBULA" (2013) - trailer

Miguel Ratton , p. A imagem visual se faz no espaço, assim como a imagem sonora se faz no tempo. Como podemos ter uma imagem sonora? Primeiramente, precisaríamos de um período T em que haja sentido para essa imagem sonora, para que ela se forme.

GUIMARAES BAIXAR ANDARILHO CAO

Qual seria a mínima parte de sentido do som? Para percebermos a mínima parte DE SENTIDO de um som, teremos que ativar um zoom out40, afastarmo-nos um pouco da lupa sonora, deixarmos de lado o sample, e visualizarmos, ou melhor, escutarmos lembrando que escutar é diferente de ouvir 41 um plano sonoro. Porém, isso poderia ser possível se tivéssemos acesso à s timeline s do montador e editor de som.

Enquanto em zoom in aproximamos a imagem, em zoom out distanciamos. Escutar seria o ato de ouvir qualquer coisa visando sua fonte, o evento, a causa. O modo de ouvir é somente perceber pelo ouvido, num sentido mais bruto, se esbarrar com um som sem que procuremos escuta-lo nem compreende- lo. Ele se faz por camadas. Podemos chamar esse quadro de plano. Logo, haveria um plano sonoro que conteria outros planos mais específicos.

Samuel Adler, em The Study of Orchestration , p. O foreground é a voz mais importante, que o compositor quer que seja ouvida com mais destaque, esta, geralmente, é a melodia; o middleground é o material contrapontístico, o que vai se contrapor a melodia e o background é o acompanhamento, com o uso de acordes ou figuras melódicas ou polifônicas.

Em um sistema 5. Estas pistas, em uma DAW, podem ser pensadas em agrupamentos, formando zonas sonoras. Dependendo do filme, nem sempre temos todos estes componentes e, frequentemente, temos mais de uma pista para cada uma destas zonas, por exemplo, duas pistas de som direto cada uma com foco em um personagem, por exemplo e dez pistas na zona de efeitos.

Ou seja, sons mais objetivos seriam codificados e sons mais subjetivos, estariam para o lado mais quente do espectro, seriam mais encarnados. Assim, Murch divide os sons violeta como linguagem; amarelo como efeitos sonoros, estes podendo se deslocar para o azul-esverdeado como efeitos linguísticos passos, batidas à porta, efeitos rítmicos ou para o laranja como efeitos musicais atmosferas, 49 Som Direto: Som gravado no momento da filmagem, em que encontramos falas, movimentos e ruídos — ações — dos personagens.

Quase como uma espécie de deus, o editor manipularia este ambiente. O quadro sonoro nasce de divisões, de encaixes, mas em seu resultado final é dividual. Os alto-falantes reproduzem o quadro dos quadros que contêm diversos planos sonoros. Em um plano geral visual PG-V — macro —, temos ao longe um casal — micro — que conversa na varanda de um café. Vemos o trânsito, os transeuntes e outros clientes do café conversando próximo ao casal.

De repente, na dinâmica, decresce o som ambiente do trânsito, dos transeuntes e dos clientes e se destacam as vozes dos nossos personagens principais. Nestes casos, em que a fala é importante para o entendimento do espectador, alguns editores de som ocultam algumas pistas que podem concorrer, por mais baixas em volume que possam estar, com a pista principal.

O cérebro acaba por preencher esses vazios intencionais para o editor e imperceptíveis para o espectador. Chion divide, ainda, o tricírculo em duas zonas. Para Chion , p. Ce qui devait impliquer une parfaite attention des disciples, qui ne disposaient d'aucun écrit pour retenir la pensée.

Un des auditeurs qui n'était autre que Platon nous l'a heureusement rapporté. Les "anciens"qui connaissaient bien sa pensée étaient assis à côté de lui. Mais chaque année, pour les nouveaux, la technique de Pythagore était de les placer derrière un rideau. Les "auditeurs" devaient comprendre ce qui était dit à travers le rideau sans voir les gestes explicatifs, la physionomie et les manières de parler du maitre.

Sans information visuelle. Essa escuta se interessaria pelo som por ele mesmo, ou seja, como objeto sonoro57, independente de suas causas ou sentido sonoro. Ao falar de extracampo, Deleuze , p. O extracampo prolonga o espaço visto na imagem, ou seja, remete a um espaço visual. Ambas, imagem sonora e imagem visual, contidas na mesma diegese.

I n é o espaço que chamamos aqui de diegético-visualizado EDV. Hors-champ é o que para a americana Mary Ann Doane , p. O off de Chion é o que seria para Doane o over, chamado aqui de espaço extradiegético58 EE. Chion comenta como os sons transitam por estes campos, como um som do campo off passa ao in, como um som hors-champ passa a ser off, e adiante vai analisando as combinações entre as fronteiras.

De repente, a câmera revela o pianista tocando ao fundo do plano. O autor inclui o som ambiente, também chamado por ele de som-território, entre o campo off e os campos hors-champ fora de campo e in. Chion , p. Eles se situam fora do círculo, envolvendo os campos hors-champ e in. Graficamente, é representado no tricírculo por uma curva pontilhada entorno do círculo, tendo setas em suas extremidades que terminam antes de chegar ao campo off. Estas setas indicam que esse som pode vir a ser um som do campo off EE.

Ambos espaços podem se chocar e se tornar um espaço híbrido. Ela compara esse atravessamento com o caminhar através do espelho de Alice da obra de Lewis Carroll, Alice no país dos espelhos. Stilwell , p. Scott Curtis , ao estudar o som em desenhos animados da Warner Bros.

Para Curtis , p. A palavra isomórfico quer dizer: mesma forma. O próprio mickey-mousing pode também ser um uso icônico e isomórfico simultâneamente. Os usos icônico e isomórfico podem ocorrer ao mesmo tempo, esta é uma das vantagens que Curtis aponta em utilizarmos estes termos. Curtis , p. Pode-se fazer um glissando escorregando o dedo de uma nota a outra na mesma corda, como se faz no violino, por exemplo.

Em geral, essas tendências utilizam ritmos mais vigorosos e dinâmicos, incluindo timbres estranhos e exóticos, harmonias com dissonâncias radicais e melodias curtas e fragmentadas com grandes diferenças de altura. Os sons registrados por Schaeffer eram sons naturais, como de sinos sendo tocados, trens em movimento, porta batendo, torneira pingando, etc.

Depois, estes sons eram transformados e re-arranjados a partir de técnicas eletrônicas. Na década de , Edgard Varèse recebeu um gravador de fitas e o explorou em suas composições instrumentais. Em Déserts , ele utilizou sons gravados e instrumentais, alternando entre a fita e a orquestra. Segundo Griffiths, O compositor podia agora trabalhar diretamente seu material, como um pintor ou escultor; compunha os próprios sons de sua peça, ouvindo o resultado imediatamente, o que anteriormente só havia sido possível com o piano preparado.

Tornou-se assim muito mais imediato o envolvimento com o material musical, o que parecia particularmente oportuno numa época em que o desenvolvimento do serialismo era considerado uma espécie de viagem objetiva de descoberta científica.

Os primeiros a firmar autoridade no campo foram o Radiodiffusion Française em Paris, o qual tinha como diretor Pierre Schaeffer, e o Nordwestdeutscher Rundfunk em Colônia. Griffiths , p. Para Krenek , p. Figura Partitura de Imaginary Landscape n.

Esse software pioneiro foi batizado de Music I, e mostrou que o computador pode ser usado para produzir e organizar sons.

Richard Moore. Podemos fazer uma analogia ao dadaísmo na literatura. Cage em suas Sonatas and Interludes, [ Nunca 4'33'' é a mesma obra. Ainda em meados do século XX, período de mudança social, econômica e cultural, ocorre um esfacelamento das fronteiras entre as artes. Entre estas miscigenações nasceu a arte sonora sound art.

Segundo Alan Licht , p. Este veio a ser utilizado, segundo Licht , p. No entanto, nesse contexto, o termo foi mais usando para a new music ou experimental music do que para uma arte do som em si. Em meados da década de , iniciou-se o festival Sonambiente.

O Sonambiente, no ano de , culminou em três importantes exibições de arte sonora. Licht , p. É a partir deste segundo caminho que a arte sonora amplia seu espaço. O autor aponta ainda que os artistas que têm usado o som ao longo do tempo deveriam também ser chamados de artistas sonoros. Assim, como também ocorre com as vídeo-instalações, com seus vídeos exibidos em loop ou aleatoriamente nas galerias, museus ou mesmo nas novas mídias. Estas artes pensam na materialidade de seus objetos.

Por isso, e outros pontos, o termo ainda mais adequado para tratarmos dessa arte musical, ou melhor, dessa arte de sons, seria: arte sonora. As tendências musicais do século XX deram abertura ao uso dos ruídos. O cinema, hoje, é uma das artes que amplia a nossa escuta.

A arte sonora nos faz re pensar o som e esse pensar sonoro tem contribuído para as obras audiovisuais. Para o autor , p. Ele aponta quatro significados para ruído os quais acha mais importantes: 1. Som indesejado. The Oxford English Dictionary contém referências a ruído como som indesejado datadas de Qualquer som forte. No uso geral de hoje, ruído se refere com frequência a sons particularmente fortes. Schafer assinala mais dois significados para ruído. E outro significado mais amplo de ruído que é equivalente a palavra francesa bruit.

Por outro lado, o autor brasileiro Giuliano Obici , p. Mas Obici , p. Uma das obras que deu essa abertura foi o Traité des Objets Musicaux Tratado dos Objetos Musicais de Pierre Schaeffer, publicado em , que se volta completamente à s escuta s dos sons. Escutar, é atribuir ao ouvido algo, qualquer coisa; é, por meio do som, visar a fonte, o evento, a causa, isto é, tratar o som como índice desta fonte, deste evento concreto-objetivo. Ele é uma unidade sonora percebida em sua matéria sua textura própria, suas qualidades e suas dimensões perceptivas próprias.

Com a chegada da fita, é o loop que substituiu o sillon fermé, criando um efeito perfeitamente similar.

Il est une unité sonore perçue dans as matière, as texture propre, ses qualités estes dimensions perceptives propres. Avec l'arrivée du magnétophone, c'est la boucle de bande magnétique qui a remplacé le sillon fermé, en créant un effet parfaitement similaire. Em nosso contexto, pensamos ruído como algo construtivo, ele mais acrescenta do que diminui sonoramente.

Em alguns casos específicos, em que isso é feito propositadamente a favor da narrativa do filme, sim. Colocamos aqui o ruído como algo que acrescenta sonoramente novos níveis de significado ao filme. Quando ignoramos ele, ele nos perturba. Quando nós o ouvimos, achamos fascinante. Dado quatro fonógrafos de cinema, podemos compor e executar um quarteto para motor explosivo, vento, batimento cardíaco e deslizamento de terra.

Tarkovski , p. When we ignore it, it disturbs us. When we listen to it, we find it fascinating. The sound of a truck at fifty miles per hour. Static between the stations. We want to capture and control these sounds, to use them not as sound effects but as musical instruments. Every film studio has a library of "sound effects" recorded on film.

With a film phonograph it is now possible to control the amplitude and frequency of any one of these sounds and to give to it rhythms within or beyond the reach of the imagination. Given four film phonographs, we can compose and perform a quartet for explosive motor, wind, heartbeat, and landslide. Tomemos como referência a experiência de Cage ao se fechar em uma câmara anecoica Como disse Wisnik , p.

Para Schafer , p. Comenta que as ciências sociais servem para aprendermos como o homem se comporta diante de um som e como este o afeta. COSTA, , p. Schafer classifica a paisagem sonora em três critérios distintos: som fundamental, sinal sonoro e marca sonora. Esses critérios foram baseados na 72 Termo original do inglês: Soundscape.

Um terceiro termo é acrescentado: o campo.

Arte do documentário e arte no documentário: anamorfose e ontologia

A marca sonora se refere a um som específico de uma comunidade, o som que possui qualidades que o tornam notado especialmente pelo povo dessa comunidade. Adaptando ao audiovisual, Fernando Morais , p.

Ou seja, os sons que ouvimos continuamente em uma determinada cena. Logo, podemos apontar aqui outro conceito, criado por Virgínia Flôres, chamado Cenografia Sonora que poderíamos substituir pelo Som Fundamental, pois ambos carregam a mesma ideia de som ambiente.

Poderíamos, assim, substituir em nosso estudo o termo Som Fundamental para Cenografia Sonora. A nossa proposta é tentar pensar como funcionaria estas relações entre cenografia sonora, sinal sonoro e marca sonora nos filmes. Fritsch descreve como foi realizada a obra: Cage usou quatro gravadores de fita magnética que reproduziram o som através de oito alto-falantes dispostos eqüidistantes em torno da audiência.

As categorias selecionadas por Cage foram: sons da cidade, sons do país, sons eletrônicos, sons produzidos manualmente, sons de vento e sons que necessitam ser amplificados.

Giuliano O b i c i , p. O sonoro é o país. O país sem paisagem'. A ideia de território que queremos tratar aqui é exatamente nessa dinâmica dos sons, como eles territorializam, desterritorializam e reterritorializam o espaço e os personagens dentro da narrativa.

Michel Chion , p. Adaptaremos estes princípios para nosso objeto de estudo que se encontra no cinema brasileiro contemporâneo.

O primeiro princípio é o da invisibilidade. Gorbman , p. Esses furos eram feitos com o propósito de fazer corresponder ao ritmo metronômico do filme projetado. Gorbman comenta que a continuidade auditiva abranda a descontinuidade visual, espacial ou temporal. Como disse Bayle , p. Também podem percorrer os diversos espaços do filme. A voz também tem suas pausas, seus silêncios, suas suspensões, seus respiros e suspiros. Como discutido em nosso capítulo 2, podemos analisar o som por duas vias: uma estrita stricto sensu e outra ampla lato sensu.

Também procuramos incluir as relações entre as zonas e as cores do espectro do arco-íris apresentadas por Walter Murch. Como aponta Aumont e Marie , p. Cada curta-metragem exigiu uma metodologia particular. Para planos visuais usamos P-V, para sonoros P-S. Para as transições dos curtas utilizamos as nomenclaturas: corte seco, crossover para imagem visual , crossfade para imagem sonora , fade in e fade out. Como dissemos anteriormente, O Grivo cria e monta os sons de acordo com o que o filme lhe pede.

Assim, funcionou igualmente nosso processo analítico. No Lignes de Temps, foi possível detectar vinte planos visuais P-Vs , em sua maioria com transições crossover figura 19 , em que uma imagem se sobrepõe a outra.

É predominante o fundo escuro, preto, nas imagens visuais. Este exerce um papel melódico, harmônico e percussivo, assim podemos encontrar diversos timbres desse instrumento. O piano parece ser tocado tanto de forma convencional, como de forma estendida expandida , produzindo sons de diversas maneiras, seja manipulando suas cordas ou percutindo sua madeira. O espectador pode entrar na sala com o filme pela metade e esperar o filme voltar ao início para assisti-lo por inteiro.

Segundo Marcos M. Tudo totalmente transformado. A base da trilha sonora de Hypnosis é a ideia de loop. Encontramos dezesseis sequências sonoras em Hypnosis distribuídas pelos vinte planos visuais. Sabemos que nem sempre o som segue os cortes visuais.

Alguns planos sonoros de determinada sequência chegam a invadir outra sequência a partir do crossfade cruzamento entre os sons, enquanto um diminui a intensidade, simultaneamente o próximo plano sonoro aumenta. No início de Hypnosis, podemos perceber rapidamente que o ambiente é um parque pelos planos visuais gerais, que nos remete a trechos do filme Le retour à la raison Man Ray, Um dos planos nos parece ser filmado da roda gigante, assim o movimento de câmera é o mesmo deste brinquedo.

Esse plano inicia no alto e termina em baixo, a câmera o fotógrafo provavelmente pode estar no brinquedo. Surge um longo plano de um brinquedo com a aparência de um martelo. Ainda neste plano, as luzes amarelas que ficam no meio do brinquedo fazem a forma de uma estrela com dez pontas que lembra um Sol desenhado com seus dez raios. Este momento seria o início do estado de transe. No plano visual, luzes vermelhas menores surgem, porém, em uma quantidade maior que as amarelas.

O piano que tocava um Mí bemol 4 passa a tocar um Sol 3, intercalando depois com Sí 3. Um som contínuo e eletrônico surge com o mesmo brinquedo em outro ângulo. Novamente, retorna o plano de luzes amareladas maiores em um movimento horizontal com um som aparentemente aleatório do piano.

Luzes sem formas arredondadas voltam girando em um movimento vertical, com acordes graves do piano. Este plano sonoro invade os créditos finais. A imagem sonora de Hypnosis pode permear um mundo tanto extradiegético como diegético. Mas define o tempo e o lugar da hipnose: um tempo cíclico, indeterminado e um lugar onírico, mental, subjetivo.

Os demais tiveram ocorrência. Ambas se complementam em igualdade. Uma reforça a outra. Ouvindo separadamente o som de Hypnosis sentimo-nos tontos.

Vendo as imagens visuais também. Moscas que saltam. O pulsar de micro fenômenos cadenciados por uma pianola de brinquedo.

A trilha sonora de Nanofania é bem peculiar, por transitar os espaços diegéticos e extradiegéticos.

CAO BAIXAR GUIMARAES ANDARILHO

A imagem visual também reforça esse tempo passado por ser filmada em uma câmera Super Isso reforça este espaço: universal e pessoal. Ao ouvi-la, esta passaria ao campo diegético? Como Chion , p. O quinto e o sexto princípios, continuidade e unidade, se relacionam. Nem um, nem outro, nem o terceiro, ou melhor, todos. Porém, mesmo desconstruindo, indo e vindo, passeando por todas estas funções, ela une todo o filme.

Porém, chovia e ele aguardava a chuva passar. Enquanto contemplava as duas crianças, percebeu que aquilo tinha que ser filmado. Somente depois de passado algum tempo foi que Cao resolveu revelar esse filme com outros de seus trabalhos. Ele havia até se esquecido do material que tinha guardado.

Da Janela do Meu Quarto ficou finalizado em cinco minutos. Pelo software Lignes de Temps, encontramos o total de onze planos visuais. Os sons que identificamos foram dois sons de vento, um mais grave, o qual chamamos de vento-base, e outro mais agudo que soa como um uivo de vento, o qual chamamos de vento-solo. O vento-base prevaleceu como cenografia sonora do filme. Também encontramos o som de grilos como parte da cenografia.

O vento-solo prevaleceu como marca sonora da garota, sendo semelhante a um choro, acompanhando seu estado.

CAO GUIMARAES ANDARILHO BAIXAR

Também encontramos variações no som da chuva. Em PG, a chuva se tornava parte da cenografia sonora. Quando a chuva passava a ser pingos de chuva, encontramo-la em PP e PM. No primeiro plano, vemos um cavalo com uma carroça coberta com lona azul na chuva.

O plano se desloca para um menino que arrasta uma menina pelo pé na terra molhada. Ouvimos, nesse plano visual, um plano sonoro de preenchimento que é o vento base forma grave e um primeiro plano de vento solo uivo, forma aguda. Como preenchimento também temos o plano sonoro da chuva que soa constante. Ele a segura pela cabeça, mantendo-a afastada. Ele a solta e recua. A falta do vento base grave e a baixa intensidade dos sons silencia este plano.

Mas os dois continuam de guarda. Ela avança novamente. Neste momento, percebemos claramente o uso isomórfico e icônico do som. Imagem sonora segue imagem visual com o mesmo ritmo e fazendo uma analogia ao som dos socos ao vento da menina.

As crianças se distanciam novamente. O primeiro plano sonoro PP-S do uivo se torna similar, ritmicamente e dinamicamente, ao choro de uma criança. Ela empurra o menino. O uivo agudo cessa. Retorna o plano sonoro P-S do vento base. As gotas da chuva se tornam o PP-S. Os dois se levantam e retornam à guarda. O uivo volta, tornando um PP-S e se sobrepondo a chuva.

O menino se aproxima, ela o afasta, empurrando-o. Ele a segura pelo braço. A intensidade do plano sonoro se torna mais forte pela proximidade das gotas da chuva que aparentam cair próximo ao realizador que observa as crianças da janela de seu quarto.

Este seria um primeiríssimo plano da chuva PPP-S. A base, ou seja, o plano de fundo PG-S , a cenografia sonora, continua com os grilos e com outra base de chuva mais linear e mais fraca.

Na imagem visual, o garoto derruba a menina. Mas ela o segura pela perna, ele cai por cima dela. A menina tenta ficar por cima dele, contudo os dois se emaranham. O som permanece o mesmo neste momento.

O garoto consegue se soltar e se volta para cima da menina, prendendo seus braços. Ele se levanta, mas ela o desequilibra ao segurar sua perna. Ela o espera novamente posta de pé, aguardando-o. Ele se levanta. Os grilos continuam em PG-S. Ela senta. Ela se levanta, avança no garoto com o corpo inclinado e a cabeça para frente como se fosse um touro de uma tourada, pronta para dar uma intensa chifrada.

Arte do documentário e arte no documentário: anamorfose e ontologia | ARS (São Paulo)

Começa uma série de socos ao vento. Nesse momento, gotas da chuva surgem em PP-S no ritmo do movimento dos braços da menina. Essas gotas aparentam ser palmas de uma platéia, torcendo para ela. Mais uma vez encontramos claramente o uso isomórfico e icônico do som. O plano dos grilos cessa. O garoto tenta se proteger. Ainda ouvimos em PP-S as fortes gotas do plano anterior, contanto mais abafadas e em ritmo mais lento.

Ele mantém distância. Ela se levanta. O garoto a chuta, ela recua. As gotas pesadas da chuva em PP-S voltam a acompanhar o movimento dos braços da menina que tenta atingir o garoto. A menina avança. O garoto assusta a menina com um tapa ao vento. Ele de pé a observa. O P-S se torna menos intenso.

O garoto se aproxima e com pequenos galhos bate no traseiro da garota. O PG-S dos grilos retornam. As gotas em PP-S voltam a acompanhar o movimento da menina que avança esticando os braços para acertar o garoto. O uivo solo em PP-S do vento retorna.

A menina corre sozinha em um PG-V. O garoto surge no plano fugindo dela. Neste plano, retornam os PG-S's dos grilos e do vento base. A paisagem permanece por pouco tempo. Fade out. Assim, temos um movimento de ritornelo sonoro em Da Janela do meu Quarto.

Por mais que o som da chuva soe como base, ou seja, como cenografia sonora, esta passa também a ser marca sonora ao acompanhar a garota, saindo de um PG-S e indo para um PP-S. Os planos sonoros também aderem às ações e aos possíveis sentimentos dos personagens. Assim, temos uma 79 da capo D. Temos um som ambiente construído que pode ser considerado um som ambiente musical. A trilha sonora continua a ser do duo O Grivo.

O curta tem seis minutos e fora gravado em HDV. Por meio do Lignes de Temps, localizamos trinta planos visuais. Neste plano, temos uma espécie de plano de detalhe sonoro das patas da formiga no confete, o som macro, o minimalismo amplificado.

Sonoramente, o som macro se assemelha ao som de um microfone de lapela, como se a formiga estivesse usando esse tipo de microfone. O samba parece querer retornar, mas cessa novamente. As formigas menores se ajudam.

Figura Frame de Quarta-feira de cinzas. Podemos afirmar que o som macro das formigas, como o som de suas patas, do arrastar dos confetes, do caminhar na terra, é marca sonora daquele ambiente, assim como pertencem também ao campo in no espaço diegético.

Assim, o samba parece transitar o espaço diegético e o extradiegético, atravessando o fantastical gap. É nesse momento repleto de confetes que o samba acaba por se mostrar. Próximo aonde eles estavam hospedados havia uma feira muito atraente na qual iam quase todos os dias da viagem. A feira era atraente por suas cores, formas, geometrias e, para O Grivo principalmente, pelas vozes dos feirantes. O duo fez uma série de gravações em primeiro plano tentando eliminar o ambiente da feira, tentando chegar o mais perto dos vendedores.

O Grivo arrumou um disfarce e aos poucos foi se aproximando e gravando. Para a escolha do material sonoro que iriam trabalhar em Sin Peso, O Grivo procurou eliminar arquivos com mais ambiente e pegar os arquivos com vozes mais nítidas. Com estes arquivos, O Grivo fez sua montagem sonora. Perde o interesse, apesar de ser incrível, bacana. Se sustentasse, tudo bem, poderia. Pra articular um pouco, deixar o filme menos monótono, tentar brincar com essa coisa das outras vozes também. Os toldos criam formas pelo balançar do vento, pelas sombras, pelas sobreposições, pela incidência da luz do sol e por suas dobras figura Pensando também em paisagens, podemos pensar que temos duas paisagens, uma visual e outra sonora.

Estas duas paisagens funcionam como o método polifônico de construir o cinema sonoro proposto por Eisenstein et alii. A maior parte dos planos visuais é de planos fechados dos toldos da feira. A imagem visual dos toldos sendo balançados pelo vento se contrapõe às vozes dos feirantes.

O ar do vento, o ar das vozes, pesos diferentes. O Grivo usa o potencial do som para construir essa paisagem sonora de vozes que demarcam o território da feira.

Estas vozes seriam marca sonora, pois é o principal elemento que identifica a paisagem sonora do ambiente-feira. Mas também é cenografia sonora estas vozes em planos gerais, com intensidade mais baixa. É difícil gravar uma voz de pertinho, o microfone é direcional, mas vaza, né?

E ficamos uns dias pra conseguir esse material. Ou seja, tanto faz o som ambiente estar em um campo i n como fora de campo. O som-território estaria entorno destes dois campos. Pensamos em estas vozes serem mais encarnadas que codificadas. Assim, ela acaba por infringir teorias acabadas, enriquecendo-as.

Podemos descobrir novos sons? Analisar estes filmes e conversar com O Grivo nos mostrou que sim. Porém, ao analisarmos em , Da Janela do meu Quarto, ocorreram algumas falhas ao salvarmos nossas anotações. Isso ocorreu em Hypnosis, em alguns crossovers, e em alguns planos de Quarta-feira de cinzas. E outra ferramenta para podermos exportar esse vídeo com as indicações.

Assim, realizamos novamente toda a decupagem, marcando os cortes e enumerando plano por plano. Havia planos sonoros de determinadas sequências sonoras que adentravam em outras sequências. Isso ocorria a todo momento e geraria a nós um trabalho monstruoso em ter que criar uma timeline com uma tabela indicando plano sonoro a plano sonoro, sequência por sequência. Averiguamos ainda que a ideia de Paisagem Sonora pode nos favorecer ao relacionar os planos sonoros.

Fizemos aqui uma analogia do visual ao sonoro e para nós o resultado foi positivo. Em Sin Peso, O Grivo se utiliza da própria musicalidade das vozes dos feirantes para compor essa partitura de sons de feira.

A forma é livre, é algo que vai se construindo com a imagem. Queremos, ainda, reforçar a importância que o som tem dentro das obras audiovisuais. Ambos se complementam igualmente. Um reforça o outro por meio da montagem audiovisual. Cada um com suas gambiarras, traquitanas e engenhocas, sempre experimentando. Ambos, cozinheiros! The study of orchestration.

Carlos Losilla. Barcelona: Paidós, Principes d'acousmatique. François Bayle. Acesso em: 01 mar Paulo Neves. O som como imagem. Fronteiras e Rupturas. Acesso em 18 fev CAGE, John. Silence: Lectures and Writings. Hanover: Wesleyan University Press, Alice no País do Espelho. William Lagos. Guide des objets sonores: Pierre Schaeffer et la recherche musicale.

L'Audio-vision: Son et image au cinéma. Paris: Armand Colin, Le son au cinéma. Essais, Un art sonore, le cinéma: histoire, esthétique, poétique. Paris: Cahiers du Cinema, O som no cinema brasileiro. Rio de Janeiro: 7Letras, Pode o cinema contemporâneo representar o ambiente sonoro em que vivemos?

Acesso em: 01 dez The sound of early Warner Bros. New York: Routledge, Cinema 1: A imagem-movimento. Stella Senra. Cinema II: A imagem-tempo. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Suely Rolnik. A experiência do cinema. Amazon Advertising Find, attract, and engage customers. Amazon Rapids Fun stories for kids on the go. O Fim do Sem-Fim.

Amazon Music Stream millions of songs. Alexa Actionable Analytics for the Web. Share your thoughts with other customers. Noutros projetos Wikimedia Commons. Unrated Not Rated Studio: Write a customer review. Foi realizada uma pesquisa prévia de som, mistura de falas de vendedores ambulantes, pessoas que gritam nas ruas.

Get to Know Us. Prêmio Cinema Andxrilho no Forumdoc. Have one to sell? Feito em Kodachrome, o filme foi realizado em um parque de diversões, depois de uma noite de bebedeira. O texto desapareceu engolido pelo universo do filme guimareas dos andarilhos.