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Falcão - No Cume (Letra e música para ouvir) - No alto daquele Cume / Plantei uma roseira / O vento no Cume bate / A rosa no Cume cheira / / Quando vem a chuva fina / Salpicos no Cume caem esse poema é antigo e vem de Portugal . Aplicativos Disponível no Google Play Baixar na App Store Baixar na Microsoft. Falcão - O Cume (Letra e música para ouvir) - Haa, haaa, haaaa haaaa. Ai / / No alto daquele cume / Plantei uma roseira / O vento no cume bate / A rosa no. O Cume No alto daquele cume, Plantei uma roseira. O vento no cume bate, A rosa no cume cheira. Quando vem a chuva fina, Salpicos no.

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E se, por vezes, se divide,. A vida que germinava no brejo transfere-se para o gran- de ventre preparado pela matrona arraia. Aderaldo era cego. A apodrecer! Gordo adubo de agreste urtiga brava,. O próprio esmo é que o erra. Mais recôndita da alma brasileira! Fazer da parte abstrada do Universo,. Sobre a tarde cigar- ras destarraxam.

Falcão - O Cume (Letra e música para ouvir) - Haa, haaa, haaaa haaaa. Ai / / No alto daquele cume / Plantei uma roseira / O vento no cume bate / A rosa no. O Cume No alto daquele cume, Plantei uma roseira. O vento no cume bate, A rosa no cume cheira. Quando vem a chuva fina, Salpicos no. Não sei qual foi o gênio da cacofonia que criou este poema hilário, em todos os casos, ele já caiu em domínio público. Leia-o em voz alta e dê boas risadas!!!. No cume daquela serra Plantei uma roseira O mato no cume cresce A rosa no cume cheira Quando cai a chuva fria Gotas no cume caem. Haa, haaa, haaaa haaaa. Ai / / No alto daquele cume / Plantei uma roseira / O vento no cume bate / A rosa no cume cheira / Quando vem a chuva fina /.

Coisa alguma escapou! Baldado empenho! Meus amigos, Adeus! Meus Amigos, Adeus! Inda uma vez, Adeus! Aqui de quanto amei, do que hei sofrido, De tudo quanto almejo, espero, ou temo Deslembrado vivi! Mas força oculta, lrresistível, me persegue e impele. Na floresta O lasso viandante extraviado Por todo o verde bosque estende os olhos, E cansado esmorece, — cai, medita, Respira mais de espaço, cobra alento, E nas solidões de novo ei-lo se entranha.

E eu parti! Eu te amo! Nas feias sombras de cruel masmorra, Nos duros tratos da tortura bruta, Quer só comigo, quer em meio às gentes. Direi: Eu te amo! Reclina-se outro em teu nevado seio, Cinge-te o corpo em divinais carícias, Beija-te o colo, beija-te o sorriso, Goza-te e vive! E eu no entanto esforço-me com dores! Enfim te vejo! Muito penei! Dum mundo a outro impelido, Derramei os meus lamentos Nas surdas asas dos ventos, Do mar na crespa cerviz!

Vivi; pois Deus me guardava Para este lugar e hora! Depois de tanto, senhora, Ver-te e falar-te outra vez; Rever-me em teu rosto amigo, Pensar em quanto hei perdido, E este pranto dolorido Deixar correr a teus pés.

Mas que tens? De mim afastas teu rosto? Pois tanto pôde o desgosto Transformar o rosto meu?

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Nenhuma voz me diriges! Deste-me amor, e a vida Que me darias — bem sei; Mas lembrem-te aqueles feros Corações, que se meteram Entre nós; e se venceram, Mal sabes quanto lutei! Devera, podia acaso Tal sacrifício aceitar-te Para no cabo pagar-te, Meus dias unindo aos teus?

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Tudo, tudo; e na miséria Dum martírio prolongado, Lento, cruel, disfarçado, Que eu nem a ti confiei; "Ela é feliz me dizia "Seu descanso é obra minha. Tantos projetos risonhos, Tudo esse engano desfez!

Pensar eu que o teu destino Ligado ao meu, outro fora, Pensar que te vejo agora, Por culpa minha, infeliz; Pensar que a tua ventura Deus ab eterno a fizera, No meu caminho a pusera… E eu! Eu a mísero desterro Volto, chorando o meu erro, Quase descrendo dos céus! Bem vinda seja às margens florescentes Do rio hospitaleiro! Compridos anos e folgados viva Neste ditoso clima, E veja à par dos filhos seus queridos Crescer do esposo a estima! Lancei depois meus olhos sobre o mundo, Cantor do sofrimento e da amargura; E vi que a dor aos homens circundava, Como em roda da terra o mar se estreita; Que apenas desfrutamos, — miserandos!

Desbotado prazer entre mil dores, — Uma rosa entre espinhos aguçados, Um ramo entre mil vagas combatido. Nas asas do sofrer desce a demência; Sobre quem chora mais ele mais vela! Seu amor divinal é como a lâmpada, Na abóbada dum templo pendurada, Mais luz filtrando em mais opacas trevas.

E se eu — feliz! Mas um fraco arruído espanta as aves, Uma brisa ligeira as nuvens rasga, E uma gota de orvalho ensopa as asas Das leves mariposas. Desgarrdas voando as aves fogem, Dos castelos dos céus perdem-se as nuvens, Nem mais adejam borboletas vagas Sobre o esmalte das flores. Pois quem resiste ao perpassar do tempo?

Depois que derramou grato perfume Sobre as asas dos ventos que a bafejam, A flor também definha. Mas um nobre sentir que se enraíza No peito da mulher, que menos ame, É como essência preciosa e grata, Que se lacrou num vaso.

Hermosa, en tu linda frente El laurel sienta mejor, Que con su regio esplendor, Corona de rey potente. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos Só pode exaltar. Um dia vivemos! O forte, o cobarde Seus feitos inveja De o ver na peleja Garboso e feroz; E os tímidos velhos Nos graves concelhos, Curvadas as frontes, Escutam-lhe a voz!

Domina, se vive; Se morre, descansa Dos seus na lembrança, Na voz do porvir. Sê bravo, sê forte! Porém se a fortuna, Traindo teus passos, Te arroja nos laços Do inimigo falaz!

As armas ensaia, Penetra na vida: Pesada ou querida, Viver é lutar. Se o duro combate Os fracos abate, Aos fortes, aos bravos, Só pode exaltar.

Tenho uma harpa religiosa, Toda inteira fabricada De madeira preciosa Sobre o Líbano cortada. Foi o Senhor quem ma deu, Se santas palmas coberta, Que as notas suas concerta Aos sons do saltério hebreu! Mas chegando a Santa Cruz, De volta do meu desterro, Cortei-lhe as cordas de ferro.

Cordas de prata lhe pus. Noturno viajor que andou vagando A noite inteira, a revolver-se em trevas, Onde te foste, quando o sol roxeia Nevem de um céu mais puro? Inveja… mas às formas do Gigante Sorri-se o grande Homero; — e o cego Bardo Da verde Erin, entre os heróis famosos Prazenteiro o recebe! Dorme, ó lutador, que assaz lutastes! Dorme, ó lutador, teu sono eterno; Mas sobre a lousa do sepulcro humilde, Como na vida foi, surja o teu busto Austero e glorioso.

Quanto és bela, ó Caxias! Tu és a flor que despontaste livre Por entre os troncos de robustos cedros, Forte — em gleba inculta; És qual gazela, que o deserto educa, No ardor da sesta debruçada exangue À margem da corrente.

O que espero, cobiço, almejo, ou temo De ti, só de ti pende: oh! Como é belo este silêncio Da terra todo harmonia, Que aos céus a mente arrebata Cheia de meiga poesia! Como é bela a luz que brilha Do mar na viva ardentia! Este pranto como é doce, Que entorna a melancolia! Esta aragem como é branda Que enruga a face do mar, Que na terra passa e morre Sem nas folhas sussurrar!

O azul do céu, nem da lua A doce luz refletida, Nem o mar beijando a praia, Nem a terra adormecida, Nem meigos sons, nem perfumes, Nem a brisa mal sentida, Nem quanto agrada e deleita, Nem quanto embeleza a vida;. Anjo ou mulher? Tu falas! A voz, que escuto, é magoada e triste, — Harmonia celeste, Que à noite vem nas asas do silêncio Umedecer as faces Do que enxerga outra vida além das nuvens. Fatídico poder entre nós ambos Ergueu alta barreira; Ele te enlaça e prende… mal resistes… Cedes enfim.

Acordo do meu sonho tormentoso, E choro o meu sonhar! E fecho os olhos, e de novo intento O sonho reatar. Acordado ou dormindo, é triste a vida Dês que o amor se perdeu.

A morte pousava nas plumas da frecha, No gume da maça, no arco Tupi! E hoje em que apenas a enchente do rio. Teus filhos valentes causavam terror, Teus filhos enchiam as bordas do mar, As ondas coalhavam de estreitas igaras, De frechas cobrindo os espaços do ar. Que em laço estreito unidas, juntas, presas, Deixando a terra e o lodo, aos céus remontem Num êxtase de amor! Bem mansa na branca areia Onda queixosa murmura, Bem mansa aragem fagueira Entre a folhagem sussurra. É hora cheia de encantos, E hora cheia de amor; A relva brilha enfeitada, Mais fresca se mostra a flor.

Esbelta joga a fragata, Como um corcel a nitrir; Suspensa a amarra tem presa, Suspensa, que vai partir. Tens aberta a sepultura. Canta o nauta, e solta as velas Ao vento que o vai guiar; E a fragata mui veleira Vai fugindo sobre o mar. E o velho sempre em silêncio A calva testa dobrou, E pranto mais abundante O rosto senil cortou. Inda se vê branca a vela Do navio, que partiu; Mais além — inda se avista! Sobre ele a morte descansa, Envolta em baço palor. Que o anjo belo da morte A par desse anjo baixou!

Trocaram brandas palavras, Que Deus somente escutou. Ventura, prazer, ledice Duma outra vida contou; E o anjo puro da terra Prazer da terra enjeitou. E bela assim, como um lírio Murcho da sesta ao ardor, Teve a inocência dos anjos, Tendo o viver duma flor. Foi breve! Em duro granito repousa o gigante, Que os raios somente puderam fundir. Da noite, que surge, no manto fagueiro Quis Deus que se erguesse, de junto a seus pés, A cruz sempre viva do sol no cruzeiro, Deitada nos braços do eterno Moisés.

Perfumam-no odores que as flores exalam, Bafejam-no carmes de um hino de amor Dos homens, dos brutos, das nuvens que estalam, Dos ventos que rugem, do mar em furor. Cruzados os braços de ferro fundido, A fronte nas nuvens, os pés sobre o mar!

Vem a noite após o dia, Vem o silêncio, o frescor, E a brisa leve e macia, Que lhe suspira ao redor;. E da noite entre os negrores, Das estrelas os fulgores Brilham na face do mar: Brilha a lua cintilante, E sempre mudo o gigante, Imóvel, sem acordar! Tornam prados a despir-se, Tornam flores a murchar, Tornam de novo a vestir-se, Tornam depois a secar; E como gota filtrada De uma abóbada escavada Sempre, incessante a cair, Tombam as horas e os dias, Como fantasmas, sombrias, Nos abismos do porvir!

E no féretro de montes Inconcusso, imóvel, fito, Escurece os horizontes O gigante de granito. Com soberba indiferença Sente extinta a antiga crença Dos Tamoios, dos Pajés; Nem vê que duras desgraças, Que lutas de novas raças Se lhe atropelam aos pés! Cruzados os braços de ferro fundido, A fronte nas nuvens, e os pés sobre o mar!

Mudaram-se os tempos e a face da terra, Cidades alastram o antigo paul; Mas inda o gigante, que dorme na serra, Se abraça ao imenso cruzeiro do sul. Nas duras montanhas os membros gelados, Talhados a golpes de ignoto buril, Descansa, ó gigante, que encerras os fados, Que os términos guardas do vasto Brasil. Salve, ó reflexo tênue Da eterna luz preclara Nas nossas noites hórridas; Qual sol que em linfa clara Desponta os raios vívidos, Em tarja multicor; És como a virgem pudica.

Eu te amo, ó Lua cândida, No giro sonolento. Eu amo a noite taciturna e quêda! Quando sobre a terra ela se estende, Como em praia arenosa mansa vaga; Ou quando, como a flor dentre o seu musgo, A aurora desabrocha; Mais forte e pura a voz humana soa, E mais se acorda ao hino harmonioso, Que a natureza sem cessar repete, E Deus gostoso escuta.

De cor azul brilhante o espaço imenso Cobre-se inteiro; o sol vivo luzindo Do bosque a verde coma esmalta e doira, E na corrente dardejando a prumo Cintila e fulge em lâminas doiradas.

Tudo é luz, tudo vida, e tudo cores! Nos céus um ponto só negreja escuro!

A abóbada de trevas fabricada Descansa em capitéis de fogo ardente! De quando em quando o vento na floresta Silva, ruge, e morre; e o vento ao longe Rouqueja, e brama, e cava-se empolado, E aos píncaros da rocha enegrecida De iroso e mal sofrido a espuma arroja! Os sons da tempestade ao longe escuto! Ruge e brame, sublime tempestade! Ruge, ruge embora, ó tempestade! Enfim descendo a chuva copiosa Nuvens, bulcões desfaz; os rios crescem, De pérolas a relva se matiza, O céu de puro azul todo se arreia, Sorri-se a natureza, e o sol rutila!

Luziu no espaço a lua! A morte, as aflições, o espaço, o tempo, O que é para o Senhor? Porém quando corrupto um povo inteiro O Nome seu maldiz, Quando só vive de vingança e roubos, Julgando-se feliz;. E a justiça venal;. E do povo corrupto um povo nasce Esperançoso e crente. Mandou que a chuva refrescasse os membros, Refizesse o vigor Da terra hiante, do animal cansado Em praino abrasador.

Mandou que a brisa sussurrasse amiga, Roubando aroma à flor; Que os rochedos tivessem longa vida, E os homens grato amor! O Deus que manda ao infeliz que espere Na sua providência; Que o justo durma, descansado e forte Na sua consciência! Ó meu anjo, vem correndo, Vem tremendo Lançar-te nos braços meus; Vem depressa, que a lembrança Da tardança Me aviva os rigores teus.

Do teu rosto, qual marfim, De carmim Tinge um nada a cor mimosa; É belo o pudor, mas choro, E deploro Que assim sejas medrosa. Corre a vida pressurosa, como a rosa, Como a rosa na corrente.

Como a flor, Como a flor fenece a gente. Quem é? Que tens, guerreiro? Que temor te assalta no passo horrendo? Honra das tabas que nascer te viram, folga morrendo. Folga morrendo; porque além dos Andes revive o forte, Que soube ufano contrastar os medos da fria morte.

Que foi? Que temes, ó guerreiro? Além dos Andes revive o forte, Que soube ufano contrastar os medos da fria morte. Em larga roda de novéis guerreiros Ledo caminha o festival Timbira, A quem do sacrifício cabe as honras.

Prosopopéia

Da tribo pujante, Que agora anda errante Por fado inconstante, Guerreiros, nasci; Sou bravo, sou forte, Sou filho do Norte; Meu canto de morte, Guerreiros, ouvi. Andei longes terras, Lidei cruas guerras, Vaguei pelas serras Dos vis Aimorés; Vi lutas de bravos, Vi fortes — escravos! De estranhos ignavos Calcados aos pés. Pasma a turba; Os guerreiros murmuram: mal ouviram, Nem pode nunca um chefe dar tal ordem! Vós o dizeis prisioneiro, Seja assim como dizeis; Manda!

Aviltaria o triunfo Da mais guerreira das tribos Derramar seu ignóbil sangue: Ele chorou de cobarde; Nós outros, fortes Timbiras, Só de heróis fazemos pasto. Na presença de estranhos choraste? Possas tu, descendente maldito De uma tribo de nobres guerreiros, Implorando cruéis forasteiros, Seres presa de vis Aimorés. E os sons dos golpes que incessantes fervem.

Um velho Timbira, coberto de glória, guardou a memória Do moço guerreiro, do velho Tupi! E à noite, nas tabas, se alguém duvidava do que ele contava, Dizia prudente: — "Meninos, eu vi! E à fé que vos digo: parece-me encanto Que quem chorou tanto, Tivesse a coragem que tinha o Tupi! E à noite nas tabas, se alguém duvidava do que ele contava, Tomava prudente: "Meninos, eu vi!

Por que tardas, Jatir, que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas, Onde o frouxo luar brinca entre flores.

Como prece de amor, como estas preces, No silêncio da noite o bosque exala. Se me queres do rojo sobre a terra, Beijando a fímbria dos vestidos teus, Calando as queixas que meu peito encerra, Dize-me, ingrata, Dize-me: eu quero! Basta uma vez! Eu vivo sozinha, ninguém me procura! Sou eu, sou eu, sou eu! Se alguém te acorda do celeste arroubo, Na amenidade do silêncio teu, Quando tua alma noutros mundos erra, Se alguém descerra Ao lado teu Fraco suspiro que no peito encerra; Sou eu, sou eu, sou eu!

Mas também a flor brincada, Perfumada, Debruçada Sobre a tranqüila corrente, Logo sente Vir a enchente Longe, longe a rouquejar, Que a pobrezinha desfolha, Sem lhe deixar uma folha, Sem deixa-la em seu lugar.

Sê antes flor, bem-fadada, Suspirada, Bafejada Pela brisa que a namora, Pela frescura da aurora, Que a colora: À luz do sol se recreia. E de noite se retrata Da fonte na lisa prata, Quando o céu de luz se arreia.

Mais os amo quando volte, Pois do que por fora vi, A mais querer minha terra, E minha gente aprendi. Quanto é bela esta vida assim vivida! A fugaz borboleta as flores todas Elege, e liba e uma e outra, e foge Sempre em novos amores enlevada: Neste meu paraíso fui como ela, Inconstante vagando em mar de amores.

Quanto fui louco, ó Deus! Tem uma alma inocente, um rosto belo, E amor nos olhos. Mau grado meu que assim é; Queres ligar-te comigo Sem no amor ter crença e fé? Antes vai colar teu rosto, Colar teu seio nevado Contra o rosto mudo e frio, Contra o seio dum finado.

Mas o inverno passou!

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Um dia apareceu um recém-nado, Como a concha que o mar à praia arroja, Cresceu; — qual cresce a planta em terra inculta Que ninguém educou; — a chuva apenas. Viu belo o ar, e terra, e céus, e mares, Viu bela a natureza, como a noiva Sorrindo em breve dia de noivado! Forte se levantou! Um monte além topou; mais vagaroso Subiu, — vingou mais lento!

Sentou-se, e mudo, e fraco, é pensativo, À borda do caminho; e sobre o peito A cabeça inclinou, cruzando os braços. Encontrou mais além no seu caminho, Bela na sua dor, sozinha e fraca, Figura virginal que ali jazia. Esqueceu-se de si pensando nela; Nova força criou, — novo incentivo, Coragem nova o seu amor criou-lhe. E ele o conheceu! Dobrei-me às duras leis que me imposeste, Curvei ao jugo teu meu colo humilde, Feri-me aos teus ardentes passadores, Prendi-me aos teus grilhões, rojei por terra… E o lucro?

Quem vibra o tacape Com mais valentia? Quem golpes daria Fatais, como eu dou? Quem guia nos ares A frecha imprumada, Ferindo uma presa, Com tanta certeza, Na altura arrojada Onde eu a mandar?

Quem tantos imigos Em guerras preou? Quem canta seus feitos Com mais energia? A onça raivosa Meus passos conhece, O imigo estremece, E a ave medrosa Se esconde no céu. Eu a vi, que se banhava… Era bela, ó Deuses, bela, Como a fonte cristalina, Como luz de meiga estrela. Que importa? Bem como gotas de orvalho Nas folhas de flor mimosa, Do seu corpo a onda em fios Se deslizava amorosa.

Odeio tanto aos teus, como te adoro; Mas queiras tu ser minha, que eu prometo Vencer por teu amor meu ódio antigo, Trocar a maça do poder por ferros E ser, por te gozar, escravo deles. Abro os olhos, inquieto, medroso, Manitôs! O meu sangue gelou-se nas veias, Todo inteiro — ossos, carnes — tremi, Frio horror me coou pelos membros, Frio vento no rosto senti.

Era feio, medonho, tremendo, Ó Guerreiros, o espectro que eu vi. Falam Deuses nos cantos do Piaga, Ó Guerreiros, meus cantos ouvi!

Por que dormes, Ó Piaga divino? E tu dormes, ó Piaga divino! Ó desgraça! Ó ruína! Pelas ondas do mar sem limites Basta selva, sem folhas, i vem; Hartos troncos, robustos, gigantes; Vossas matas tais monstros contêm.

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Vem matar vossos bravos guerreiros, Vem roubar-vos a filha, a mulher! Non est potestas, quae comparetur ei qui factus est ut nullum timeret. Eis nos céus rutilando ígneo cometa!

O poema do cume (piangers) | Cala a boca Piangers

Ao fim lhe disse: — Vai, Senhor dos Mundos, Senhor do espaço infindo. Se na marcha veloz encontra um mundo, O mundo em mil pedaços se converte; Mil centelhas de luz brilham no espaço A esmo, como um tronco pelas vagas Infrenes combatido. Meu amor era puro, extremoso, Era amor que meu peito sentia, Eram lavas de um fogo teimoso, Eram notas de meiga harmonia. Harmonia era ouvir sua voz, Era ver seu sorriso harmonia; E os seus modos e gestos e ditos Eram graças, perfume e magia.

E o que era o teu amor, que me embalava Mais do que meigos sons de meiga lira? Por que num só instante assim partiste Essa anosa cadeia? De bom grado a sofreste! Oceano terrível, mar imenso De vagas procelosas que se enrolam Floridas rebentando em branca espuma Num pólo e noutro pólo, Enfim… enfim te vejo; enfim meus olhos Na indômita cerviz trêmulos cravo, E esse rugido teu sanhudo e forte Enfim medroso escuto! Donde houveste, ó pélago revolto, Esse rugido teu? Ó mar, o teu rugido é um eco incerto Da criadora voz, de que surgiste: Seja, disse; e tu foste, e contra as rochas As vagas competiste.

Por isto, a sós contigo, a mente livre Se eleva, aos céus remonta ardente, altiva, E deste lodo terreal se apura, Bem como o bronze ao fogo. Se eriças A coma perigosa, a nau possante, Extremo de artifício, em breve tempo Se afunda e se aniquila. Com a vista no céu percorro os astros. Vagueia a minha mente além das nuvens, Vagueia o meu pensar — alto, arrojado Além de quanto o olhar nos céus alcança.

Do mundo as ilusões, vaidade, engano. Da vida a mesquinhez — prazer ou pranto — Tudo esse nome arrasta, prostra e some; Como aos raios do sol desfeito o gelo, Que em ondas corre no pendor do monte, Precípite e ruidoso, — arbustos, troncos Consigo no passar rompidos leva.

Eu o vi! Tremendo era na voz, quando no peito Fervia-lhe o rancor! E o pobre agricultor, junto a seus filhos, Dentro do humilde lar, Quisera, antes que os dele, ver um Tigre Os olhos fuzilar:. Que a um filho seu talvez quisera o nobre Para um Executor; Ou para o leito infesto alguma filha Do triste agricultor.

Quem ousaria resistir-lhe? Alguns dias apenas decorreram; E eis que ele se sumiu! Nas asas breves do tempo Um ano e outro passou, E Lia sempre formosa Novos amores tomou.

E qual ave que em silêncio A face do mar desflora, À noite bela fragata Chega ao porto, amaina, ancora. Queres o brilho aumentar Das bodas do teu rival? E ele avançou mais avante, E viu. E viu. E avançou… e à janela Sozinha a viu suspirar, — Saudosa e bela encarando A imensidade do mar. Como se vira um espectro, De repente ela fugiu!

Tal foge a corça nos bosques Se leve rumor sentiu. Ele à janela chegou-se, Horrível nada encontrou. Somente, ao longe, nas sombras, Sua fragata avistou. Nada mais que essa fragata! Nada mais de quanto amava! Nada mais! Mas pensou. Nada mais de pensar nela; Finjamos que ela morreu. Por entre a turba que alegre No baile — a sorrir-se estava, Mudo, triste, e pensativo Surdamente se afastava.

Chegou-se; — e além -. Eram chorosos seus olhos, Os olhos seus enxugou; E o telescópio de novo Para essa vela apontou. Amizade e amor! Mas a brisa sussurrando A face do céu varreu, Tristes nuvens espalhando, Que a noite em ondas verteu. Branda luz, que afaga a vista, De que se ama o céu tingir, Quando entre o azul transparente Parece alegre sorrir;. Como és linda! No teu ameno silêncio A tormenta se perdeu, E do mar a forte vida Nos abismos se escondeu! Porque as ramas do arvoredo, Bem como as ondas do mar, Sem correr sopro de vento, Começam de murmurar?

Por entre as ramas ocultas, Docemente a gorjear, Acordam trinando as aves, Alegres, no seu trinar. O arvoredo nessa língua Que diz, por que assim sussurra? Que diz o cantar das aves? Que diz o mar que murmura? Direi nas sombras da noite, Direi ao romper da aurora: — Tu és o Deus do universo, O Deus que minha alma adora. Ela era brilhante, Qual raio do sol; E ele arrogante, De sangue espanhol. E ele disse: — Vês o céu? E o espanhol viril, nobre e formoso, No bandolim Seus amores dizia mavioso, Cantando assim:.

O Conde deu o sinal da partida — À caça! De rosée Arrosée. La rose a moins de fraîcheur. Si tu voulais, Madeleine, Je te ferais châtelaine; Je suis le comte Roger: — Quitte pour moi ces chaumières, A moins que tu me préfères Que je me fasse berger. E noutra noite saudoso Bem junto dela sentado, Cantava brandas endechas O gardingo namorado. Ferve dentro o prazer, reina o sorriso, E fora a teritar, fria, medonha, Marcha a vingança pressurosa e torva: Traz na destra o punhal, no peito a raiva, Nas faces palidez, nos olhos morte.

Num relance fugiu, minaz no vulto: Como o raio que luz um breve instante, Sobre a terra baixou, deixando a morte. E direi eu por quê? Esperanças e amor, que é feito delas?

Poema do Cume

Um dia me roubava uma esperança, E sozinho, uma e uma, me deixaram. Morreram todas, como folhas verdes Que em princípios do inverno o vento arranca. E o amor! Menti, Senhor, menti! Assim a cada aurora, a cada noite. Só tu, Senhor, só tu, no meu deserto Escutas minha voz que te suplica; Só tu nutres minha alma de esperança; Só tu, ó meu Senhor, em mim derramas Torrentes de harmonia, que me abrasam. De jasmins e de açucenas A fronte sua adornou; Mas só a rosa da amada Na Lira amante poisou.

Enlutou de negro fumo A rosa de seu amor, Que meia oculta se via Na gorra do Trovador;. Como virgem bela, morta Da idade na linda flor, Que parece, o dó trajando, Inda sorrir-se de amor. Mais além no seu caminho Donzel garboso encontrou: Canta — disse: e argênteas cordas Pulsando, o triste cantou. E o Trovador despeitoso De prata as cordas quebrou, E nas de chumbo seu fado A lastimar começou. Se escuta palavras dela, — "Que a outros juram amor; "Embalde busca a seu lado "Um punhal — o Trovador!

E hoje! Maldizendo a soberba, o crime, os vicio;: E o infeliz se consola, e o grande treme. Camões, Rimas. Uns olhos cor de esperança Uns olhos por que morri; Que, ai de mi! Depois que os vi! Como duas esmeraldas, Iguais na forma e na cor, Têm luz mais branda e mais forte. Diz uma — vida, outra — morte; Uma — loucura, outra — amor. Por este motivo pinta os cinco escudos e os trinta dinheiros na bandeira de Portugal.

Sancho I na história, que se torna no assunto do canto bélico juntamente com o pai, e depois da morte deste estrofes 83 e 84 como rei. Seguem-se os restantes reis da dinastia de Borgonha, destacando a coragem e o bom reinado de cada um ou mau reinado, no caso de D.

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Sancho II. É no canto do reinado de D. Esta sequência torna a narrativa num carrocel de emoções. O primeiro é um episódio lírico, em que a filha de D.

Afonso IV roga a ajuda deste para o seu reino de Castela contra os mouros. Comovido, o rei parte em ajuda do genro, na batalha do Salado, mais um exemplo de luta épica. Inês e D. O seu amor é ilícito, proibido pelos poderes. Fala agora da 2. Manuel I, em que a sua armada parte para a Índia. Dois heróis partilham as glórias destes episódios: o régio D.

Camões elogia os patriotas que defenderam a independência, quer sejam humildes ou poderosos, sem medo de morrer pela causa portuguesa.

A sua coragem salva a batalha. Com a paz, as atenções do reino viram-se para Marrocos e para o mar. Duarte e D. Fernando, e depois D. Afonso V. Manuel, a quem os rios Indo e Ganges apareceram em sonhos, profetizando as futuras glórias do Oriente. O canto termina com a partida da armada. É o episódio do Velho do Restelo estrofes 94 a Vasco da Gama conta agora como foi a viagem da armada, de Lisboa a Melinde.

Este aventureiro estrofes 30 a 36 , convidado para conhecer a sua aldeia, acompanhou despreocupadamente os anfitriões. É um episódio também humorístico, pela bazófia do português. Depois de uma escaramuça para o salvarem, os companheiros fazem troça da sua fuga apressada, depois de, com tanta confiança, ter entrado pela terra adentro na companhia dos nativos.

Pela boca de Vasco da Gama, que lhe empresta legitimidade, conta como os poderosos do mundo, especialmente gregos e romanos, eram amantes das letras. E lamenta que os seus contemporâneos desprezem a língua, a poesia e o cantar e louvar de heróis e povos. Em resposta, armaram-se imediatamente doze cavaleiros portugueses para partir do Porto para aquele país. Mas só onze embarcaram. Depois de algumas aventuras, chegou ao local da justa no preciso momento em que esta ia começar e, com a sua ajuda, todos os cavaleiros ingleses foram derrotados, salvando-se a honra das damas ofendidas.

Vendo as suas embarcações quase perdidas, Vasco da Gama dirige uma prece a Deus. Mais uma vez, é Vénus que ajuda os portugueses, mandando as ninfas seduzir os ventos para os acalmar. O canto termina com considerações do poeta sobre o valor da fama e da glória conseguidas através dos grandes feitos, e uma crítica a quem procura estas e a fortuna por intriga e favor dos poderosos. Segundo o ponto de vista de Camões, os reis e os nobres das outras nações europeias perdem-se em guerras intestinas, inglórias e injustas.

Assim que aporta em Calecute, Vasco da Gama envia um mensageiro ao soberano indiano. Monçaide acompanha-o até à frota e explica aos portugueses um pouco da geografia, história, política, religiões e costumes da Índia. É proposto um tratado comercial e, enquanto o soberano indiano pondera, a embaixada volta à nau capitânia.

Aqui encontra-se um painel representando a história de Portugal. De seguida vêm o Conde D. Henrique e D. Afonso Henriques, juntamente com algumas personalidades que se evidenciaram durante a primeira dinastia: Egas Moniz, D. Fuas Roupinho, o prior D. Teotónio, Mem Moniz, D. Soeiro Viegas, D. Paio Peres Correia. Depois D. Pedro e D.

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Entretanto anoitece e o Catual volta a terra.