MUSICA VIDA RELUZ CONFIA EM MIM BAIXAR


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Quem veda consagrares esse dia Com troncos de nascente bosquesinho?. Mas em quanto estes versos, Musa, entoas, Que popular clamor aos ares sobe! Nasceu, nasceu o herdeiro aos reis da Gallia! Nos muros, nas phalanges, sobre as ondas, Nosso terrível, triumphante raio Troa, corre, e aos dous mundos o annuncia.

Os louros lhe trazei, trazei-lhe as palmas; Raiem dias de gloria ante o primeiro Volver dos olhos seus; nascido apenas. De creador merece, alcança o nome. Quem sabe que thesouros Inda em seus cofres para a industria guarda? Como esta a seu arbitrio as ondas guia, Pode guiar o sueco: outros caminhos, Outros canaes a seu liquor franquêa.

Quantas arvores, fructos, plantas, flores Tem mudado o perfume, a cor, e o gosto, Tudo por arte! O pecegueiro a estas Metamorphoses sua gloria xleve. Assim com triple c'roa a rosa brilha. Do seu pennacho assim blasona o cravo. Usurpa esses thesouros. Co fructo das belligeras emprezas Escandccida a turba, os preciosos Trophéos, cantando, aos lares seus trazia. As cabeças o pâmpano c'roava, O pâmpano em festões cingia as lanças.

D 'esta arte o numen, vencedor do Ganges, Tornou triumphante :. Netos dos Gallos, os avós se imitem; Roubemos, disputemos taes despojos. De alcantilados carnes de agras serras, Das portas do nascente, e das do occaso; Plantas, que açouta o sul, que açouta o norte, Plantas, filhas do ardor, filhas do gelo, Mc fazem, n'um logíir, correr mil climas.

Regosijadas de se ver no meio Das velhas plantas nossas, amam todas Nosso am. Ou de terna saudade os golpes sentem. Moço Potaveri, tu d'isto és prova.

Onde é sem pejo amor, amor sem crime. Do esplendor das cidades sim pasmado, Mas farto d'ellas, vezes mil clamava: Dae-me as florestas minhas!

Olhando as varias, ordenadas tribus. Quando entre estas colónias vicejantes Lhe fere os olhos arvore, que o triste Desde os primeiros annos seus conhece. Infecundo areal, e secco, e triste, N'elles o dia reflectindo outr'hora Importunava os pés, cansava os olhos. Muito pouco é, porém, crear somente Esses tapizes vastos, e viçosos: Cumpre que saibas escolher-lhe as formas. Longe a monotonia, ah!

Um ar de liberdade é seu primeiro, Gracioso attractivo: ora nos bosques, Cuja sombra os abraça, elles se escondam Com visos de mysterio, ora esses mesmos Bosques venham buscal-os. Esta a forma Da campestre alcatifa, pura, e simples. Amas o bello? A Natureza imita. Por vós é m. Do virgíneo pudor também sois premio.

Do sol, da aurora vinde, pois, oh filhas. Decorar o theatro a nossos campos. De canteiro em canteiro, attento espere De cada nova flor o nasci snen to, E lhe espie o matiz, lhe observe as cores. Sei que em Harlem ha curiosos tristes. Anémona exquisita, ou que, invejando De um rival o segredo, a pezo de ouro Compram de um cravo as manchas. Deixa aos loucos Seu maníaco amor: possuam, gosem Embora quaes ciosos, quaes avaros.

Mas depois que o pintor, leis dando n'elles, Contra acanhado artifice restaura Totalmente o seu jns, em fim se atrevem A apossar-se os jardins d 'estes effeitos.

Que aprazivel terror me assenhoreai Todos esses rochedos, variando Os cimos colossaes, arremessados Aqui aos céos, ali para os abysmos, Um por outro amparados, um sobre outro, E no ar ousadamente alguns suspensos; Este em arcada, em torre afeiçoado, Aqnelle pelo pórtico sombrio Deixando perceber ao longe o polo; Além mananciaes, aqui regatos De limpida corrente, alegre, e mansa.

Mas para que a teu quadro bem se ajustem. Contra a tosca energia dos rochedos Cumpre de encantador ter a efficacia. O encantador é a arte, o encanto os bosques; Ella falia, os rochedos eis se assombram, E como que os enfuna a pompa extranha. Porém, sua aridez austera ornando, Sagaz diversifica os teus plantios. Ao cubiçoso espectador off 'rece Das formas, e das cores os contrastes; Saiam por entre as arvores a espaços Os mais bellos rochedos: interrompe Summa egualdade, esconde, ou patentêa!

Variem-se co'as arvores as rochas. As arvores co'as rochas se variem. Isto inda é pouco. Aproveita-Oj mostra, Expõe esta riqueza inesperada.

Para agradar-te é forca ornal-os sempre? Porém com sobriedade usar se deve D'estes grandes eíFeitos. Que prazer substituir-vos pôde? Vosso contente, luzidio aspecto Se de perto entretém, convida ao longe. Sois o primeiro objecto que se busca, O ultimo que se deixa. As aguas vossas Fertilizando a terra, o céo duplicam. Mais abundantes que o principio vosso; Mais leves do que os Zephyros, que dobram Vossos canaviaes; e brandos, puros Como esse rnmorsinho, essa corrente.

Tu, senhor d'estas agu is bemfeitoras, Venera-lhe o pendor, té o capricho; Nos livres giros seus vê como abraçam Facilmente das margens os contornos.

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A agua mantenha a liberdade que ama. Ou muda-lhe em belleza o captiveiro. Ao ver esses crystaes, que arte atrevida Da terra faz brotar, e aos ares lança, O homem diz : c Eu criei estes portentos! Nos custosos jardins dos reis, dos grandes Reluzam, pois; mas, outra vez o digo, Longe os luxos plebeus, o vergonhoso. Pode a vista medir do jacto a altura? Até no seu furor seus passos contam. Só tem jus de aprazer a variedade. Gosa mais de um caracter a cascata.

Consulta, pois, artifice, os effeitos Que intentas produzir. Sempre, ou viva corrente arrebatada Sobre seixos murmure, e ferva, e salte, Ou ribeira indolente sobre o lodo Em paz alargue as aguas preguiçosas. Ou torrente feroz entre penedos Quebre com rijo estrondo, alegre, triste, A sua correnteza excita, applaca, Ameaça, ou amima.

Quem melhor o sentiu do que a minha alma? Quem o soube melhor? Mil, e mil vezes Quando azedos, escuros pezadumes, Inda mais pela noute enegrecidos, Vinham martyrisar-me o pensamento, Se ouvia os passos de visinho arroio.

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Demandava estes sons consoladores. Se é que aformosear-te acaso pode. Sua doce carreira adorna as selvas, fíó ellas o namoram. Errando sempre assim, de volta em volta. Se dos bosques o arroio adorno colhe. Quer que lhe ornem, lhe assombrem a corrente Os descorados chôpos, e os salgueiros Meios-verdes. Assim as ondas, e arvores se ajudam, A agua remoça a planta, a planta i enfeita; E ambas fazem, ligando- se em mil formas. Viste, amaste, sentiste a Natureza, Digno de a ver, de amal-a, e de sentil-a; Tu a trataste como intacta virgem, Que da nudez se corre, e teme o ornato.

Duramente se alinham. Quanto na molle agilidade o rio De margem angular teme a aspereza. Ora se avance a terra ao seio undoso. O pensamento Por entre estas cortinas de verdura, Onde desapparecem, vae seguindo As aguas, e as prolonga. Agora que a arte o meu trabalho insulta Em soberbos jardiuf? Dêm-se-lhe as aves, que com agi] remo Alados navegantes, a agua fendem.

Oh arte, esse apparato vacillante Dos mastros, e das veias? Impeilida De remo compassado, a leve barca Deixa apenas, fu brindo, um ténue rasto. Que logo se esvaece. Kntumecido Dos Favonios azues, sussurra o panno, E em cada bandeirinha os ares brincam.

Da sua gloria antiga elies ufanos, Assas se aformoseam, se ataviam Com suaves memorias. Quem pode, Descobrir, encontrar, sem commover-se, Arethusa, o Lignon, Alphêo? Quem pode Sem cordeal saudade olhar Vauclusa? Vauclusa, encantamento irresistivel Dos vates, e inda mais dos amadores. Mas estes puros céos, estas correntes.

Eis eu dizia, Eu dizia a mim mesmo ah! Eis as margens. Que a lyra de Petrarca suspirosa Outr'hora enfeitiçou! Aqui o amante Via, exprimindo a Laura os seus amores, Vir devagar o dia, ir-se depressa. Tocam meus olhos desviada gruta: Ah!

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Mas inda com seus manes amorosos Mais bello se tornava o sitio bello. Elle inspirava de Virgílio a Musa, Seduzia a de Homero. Homero, aquelle Que de Achilles cantou a horrível sanha, Que nos pinta o terror jungindo os brutos.

Vestido o heróe d'estas imagens doces. Parte, e leva por entre horrendas turmas A innocente vindima, e ricas messes. A teu estro sem par, cantor divino. Cabe reger as marciaes phalanges: É reger os jardins meu brando emprego.

Para gosar d 'estes brilhantes quadros. Agora em campos, que discorre a vista, E por baixo de abobadas escuras, Gratos caminhos abrirei. De nossos passos eugenhosas guias, Aos olhos 03 jardins patenteando. As ruas devem, pois, agracial-os. Aos mais lindos aspectos as dirige. Os teus passeios a ti próprio imitem. Alamedas eternas se estenderam : Veio outro tempo em fim, veio outro gosto. De bellezas mais livres avisaram Aos francezes jardins jardins britannos. Isto evita: os excessos duram pouco.

Um me conduz a vistas Pasmosas, que. Se quero uma feliz docilidade Na forma sua, se a tristeza odeio, E insipidez de alinhamentos longos. Com giros duplicados cansa, enjoa. Co prazer galardôe-se a fadiga, A arte se imite dos poetas grandes; Releva, que ouses tanto. Niso o seu doce E uri alo defende, No sepulchro de Heitor a esposa geme.

O pensamento ali precede aos olhos. Assoma perspectiva immensa, e nobre. Da carreira vital nos males pensa. Essas flores n'um deserto, Essas quadras da vida, a que lhe apontam Saudades do prazer, e até da magoa. Teme, pois, imitar os que ataviam Friamente os jardins, os que só querem Objectos festivaes, e lisonjeiros. Entre si podem Encontrados eíFeitos soccorrer-se.

Eia, segue o Poussin. Ou parece que diz : C Mortaes, cuidemos Em lograr, tudo vae desvanecer-se; Jogos, danças, pastores. Imita estes eífeitos. Das cinzas protector, leal aos mortos. Em todos estes monumentos nada. Longe principalmente o fingimento, Longe tumulo falso, urnas sem magoa. Que o capricho formou: longe as estatuas De animal ladrador, de ave nocturna: Isso profana o luto, insulta as cinzas.

Nem guerras, nem tractados os distinguem: Nascer, soíFrer, morrer, eis sua historia. A architectura Em selvoso logar inda me espera. Para adornal-o de edifícios bellos. Mais eis gostosos sitios, que em mil faces Entre a verdura seu primor oíFertam.

O uso, porém, lhe approvo, e tolho o abuso. De seu senhor thesouro, e seu recreio, A herdade exige campesino adorno. Quanto de Annida aos artifícios todos Sorriso ingénuo de acanhada virgem.

A herdade! A este nome hortos, colheitas, O pastoril reinado, o emprego doce. Por seu caracter simples, e elegante Entre os jardins, ou quintas é a herdade O mesmo que c3ntre os versos é o idjdlio. Pelos nunies dos campos, ah! Sem pejo aos olhos meus se manifestem; Mormente de animaes o móbil quadro Lhe dô por dentro, e fora um ar vivente. Impera carinhoso, altivo afaga; Para mandar, para gosar nascido, Nascido para a gloria, ama, combate, Triumpha, e logo seus triumphos canta. Decoradas estancias que lhe prestam?

Oh Lafontaine! Cantor feliz do instincto, Melhor te inspiraria aqui o olhal-o! Amor, de Tróia os muros! Extranhos anirnaes ali se guardam, Maravilhas dos olhos, ali vivem N'um suave desterro encarcerados Brutos da terra, do ar, e um d'outro pasmam.

Cujo orgulho se irrita, e cansa em ferros. Livre de novo. Na abobada dos céos ao sol se atreva: Nunca pode agradar ente aviltado. Deixa aos paizes de aturado inverno. Deixa embora essas flores, esses fructos, De falsa primavera, e Mso estio; Certo de que ha de o sol madorecel-os, Sem violentar seus dons, seus dons espera. Mas folgo em ver no tnmsparente íibrigo Prendas diversas de diversas plagas.

Além cabana, em que a frescura assiste, Offerte ao pescador linhas, e redes. Com seu logar se ageitem massa, e forma, Cada qual se colloque onde releva. Movimento, esplendor, grandeza, e vida O aéreo sitio pelo quadro espalha. Julgo um aspecto olhar da bella Ausouia, Esta dos edifícios, esta a graça.

Aproveita ruinas venerandas. Uma antiga capella ora apparece. Consagra inda o respeito estas ruinas. Esta triste, forçosa architectura. D'elle te apossa, dando aos olhos quadro Duro, e brando, campestre, e bellicoso. Que silencio I Amadora dos desertos. Como que ainda este silencio occupam!

Logra, pois, estes restos de alto preço, Ternos, augustos, pios, ou profanos. De novo a historia Estudo em vós dos tempos, e dos povos. Quanto esses povos mais famosos foram, E quauto mais fiunosos esses tempos. Tanto mais n'esses restos fico absorto. Oh campos d'a]ta Roma! Olha as edades blasonando ao longe Co' a ruina im mortal da excelsa Roma. Os pórticos, e os arcos onde a pedra Em caracter fiel conserva ainda Do povo rei magnânimas proezas , Pórticos, è arcos tem cansado os tempos.

Ondas suspensas por aqui bramiam, Por baixo doestas portas dilatadas Os despojos do mundo iam passando. Oh três, e quatro vezes venturoso O artista dos jardins! Feliz quem pôde D'estes restos divinos apossar-se! Em que arte divinal forçava os cultos? Quiz dos jardins, bem sei, gosto severo Lançar todos os deuses dos romanos, Dos gregos; mas porque?

Nossas infâncias, Em Athenas, em Roma cultivadas. Porque has de, pois, tolher-lhes Os bosques, os vergéis? Podem teus fructos Rebentar sem auxilio de Pomona? Ou te é dado expellir do império Flora? Elege a caíja qual assento idóneo, Seus direitos nenhum ao outro usurpe. Deixe nas selvas Pan. Fora os leões, o os tigres: esses monstros Té nas imagens suas me arripiam; E os Césares também, mais monstros que elles,.

Sentinellas horriferas das portas De bordadas florestas, que, nojosos Da suspeita, e do crime, inda parece Com os olhos as victimas apontam. Ao risonho logar que jus têm elles? Mostra-me objectos, que eu venere', eu ame; A sua apotheósis sagra um sitio, Elysios cria em que seus manes folguem. Seja Diana aftavel o astro d'ellas. Recebe de um francez este tributo. Do mundo o amigo Ai! Oh vós, que lamentaes seu fim cruento.

Dos louros triumphaes cingida a fronte, Dos louros, que o francez colheu de novo, Té a mesma victoria a paz cubica. Parte d'estes jardins suspensos ainda durava mil e seiscentos annos depois da sua creaçào ; elles foram o assombro de Alexandre, quando entrou em Babylonia. Existe monumento ine.

Pag, 16, vers, 14 Beloeil, a um tempo Campestre, apparatoso, etc. Beloeil foi uma casa de [recreio, ou quinta, do prín- cipe de Ligne. O local de Tivoli negava-se aos grandes efíeitos pie- torcscos ; mas Boutin teve o merecimento do colher d'elle a utilidade possivel, e principalmente de ser o que pri- meiro experimentou com bom êxito o género irregular. Montreuil era um bellissimo jardim da princeza de Guimené, na estrada de Pariz a Versailles.

Este jardim, conhecido pelo nome de Elysio, pertenceu ao marquez de Montesquieu. Le Desert. Este jardim foi desenhado com muita graça por Monville. Este lindo jardim foi do duque de Orleans. Este logar, naturalmente inculto, foi mui aformoseado pela condessa de Brionne, e perdeu parte da aspereza, sem perder o caracter. Parece que a riqueza foi n'elle empregada sem- pre pelo gosto.

É o gracioso jardim — Bagatela — composto com muita arte para o conde de Artois, e que tem a vantagem de se achar no meio de bosque aprasivel, que parece parte d'elle. Kent, architecto, e famoso desenhador em Inglaterra, foi o primeiro que tentou felizmente o género livre, que poej! O jardim de inverno do duque de Charti-es é, com effeito, um encantamento. A estufa especialmente é uma das melhores que se conhecem.

Este o nome de um habitante de 0-taiti, ôonduzido a França por Bougainville, celebre pelo seu valor, e cons- tância em varias acções, e gloriosamente conhecido quer por navegante, quer por militar.

O passo, que se refere, do mancebo otaitiano, é mui notório e interessante. Só o que fiZ o auctor foi alterar o logar da scena, que fin- giu no jardim real das plantas. N 'estes paizes a natureza é grosseira, mas nâo depravada. Eis o que se intentou exprimir n'aquelle verso. Mas Delille cuidou em exprimir de um modo seu as sen- sações que nascem d'este8 aspectos medonhos. IO Eia, segue o Poussin, etc. Este famoFO quadro é certamente o melhor de todos 08 de paizagens.

Por toda a parte no seio dos prazeres e das festas, aponta ao longe a morte. Chabanon, em uma linda epistola, escripta a favor dos jardins regulares, notou antes do auctor dos Jardins que s monumentos velhos despertavam memorias, vantagem i! Vem no diccionario de Souza, e a harmonia e neces- sidade do termo animo u-me a adoptal-o, parecendo-me todavia que os camponezes o usam. Canto os bosques, os rios, as montanhas, E as pedras, que humedece, e forra o musgo, Do Traductor.

Existência nioniL dos Fnbios vida. Duplicada por ti me esfore;; o gviiio. D'arvores, que dispoz co'a maga lyra De Virgilio o rival, Delillo ameno.

Transplantadas por mim, vireis. Musas, suaves Musas! Longe, longe De meus cândidos sons, que se enxovalham Peçonhentos dragões, na peste vossa. Graças, oh Phebo, oh nume! Vossos dons, vosso applauso altêam, firmam Sobre a cerviz da Inveja o meu triumpho. Este é o objecto do poema, que publico. Esta obra foi composta no intervallo do anno primeiro até ao quinto, e muitas vezes me conso- lou, occupando-me.

Mormente na jardinagem, onde mais varia a cultura, é que se prova similhante verdade. Reflecti egual- mente que havia no anno quatro grandes epochas — primavera, estio, outomno e inverno — pelas quaes a Natureza distribue diversas producções; e conclui que devia, imitando-a, dividir em quatro partes os estudos e lidas relativas a taes produc- ções. Em nenhuma parte esta quadra assoalha su;is ri- quezas com mais pompa que nas visinhanças do equador.

Tem também suas plantações e seus vegetaes. Com estas idéas fiz o plano e quasi a analyse da minha obra. Travei n'ella os episódios, e outros atavios, a que suppuz apta a matéria, persuadido de que o poeta deve pretender menos ensinar e profundar urna sciencia, que attraír a ella os olhos e fazel-a amar.

Mil vezes herva espessa aífoga os trigos; Logo porém no estio, arando a terra. Sem jamais omittir dispêndios, lida. Na joeira o cultor limpou sementes. Es dado a frequentar piscosas margens, Amas a nassa, o junco, anzoes, e as linhas? Flora aos prazeres teus o eíFeito abona. De quantos vegetaes a força, o cheiro Possante engodo ao pescador ministram! Ditoso quem trilhando a serra, o prado, Aprendeu, vegetaes, a conhece r-v os!

VisinLos bosques lhe deparam cores: Quer a peste abafar de um mal terrível? Ella atravez dos campos quer que a sigam. Gosta de expor incógnitos portentos. Plantas, que Tauro cria, e cria Atlante, Desejas cultivar?

Se as voltas explorar vou d'um rochedo, Acho, ao subir, favor na verde rama; Se vastos campos corro, as flores suas Seguem meus passos, e detém meus olhos. Vamos nossos jardins ornar co'as plantas, E ao lavor nos presida o deus do gosto. Ângulos forma O til, e assombra além tapiz viçoso, Leito das iiymphas. Que de medo se volve, e o segue a custo. Em ti se apraz ha muito, ilha famosa, Que separam de nós soberbos mares, Mas que duros caprichos obstinados Inda separam mais, por mal do mundo.

Lindas cordeiras, de alvejantes vellos, Retouçam pelo monte, as hervas tózam. Nos ingentes pinhaes, do norte filhos, Pan, dos cumes do cerro, as guarda, as vela. O mísero Acteon das aguas perto, Por vingadoras pontas assombrado. Quando ouvires monótono gorgeio De avo odiada do hymeneu, que ofFende, Se a chuva por três noutes for perenne, Diz-se que em dias três surgem sementes.

Vedado a Bóreas um canteiro elege, Que sempre do zenith os soes aclai-em. Debaixo de torrões, das flores berço, Fecha vapores de fumantes palhas. Cedo, a semente ali desenvolvida. Julga, pelo calor, o inverno estio, E sem susio confia aos meigos lumes Seu débil tronco, seus botões nascentes ; Mas n'ella tu vigia. Dos antros boreaes como que escapa, E a nós do gelos volve armado o inverno. Sem ti, cultor sagaz, do Flora alumnos Eecemnascidos, cairiam todos, E dos campos da vida exterminados.

Iriam povoar da morte os campos. Entretanto do sol fervor disperso, E o, que a nuvem goteja humor fecundo, Nutrindo as flores, de caminho alteam A herva, que as offusca, e vive d'ellas, Eis o fado comniuui. Assim chusma odiosa em teus canteiros. Mas d 'estes vepetaes o au. Dêem-st a Vulcano. Nada falta aos jardins, de aceio, ou pompa, Cada planta cumpriu sua promessa.

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Por aqui, por ali flóreos theatros As bélgicas cidades alegravam. Seu mal o arbusto saneando, apenas Cuberto o golpe tem de fibra nova, Quando, na cicatriz encarniçados, A tea renasconte elles desfazem. Que vive sem cessar, sem cessar morre. Triste a toupeira subterrânea, tristes Outros vis animaes, se torre antiga Ergue as amêas sobre as terras tuas!

Alados caçadores, negros corvos, Grasnando, se arremessam do alto asylo, E d'essa. Amem-se as aves, pois : os frescos Valles, O móbil, verde trigo, a rir nos sulcos, Romansos, grutas, prestariam menos Sem os brincos, e a musica das aves.

Formoso arbusto Fica mais bello, se lhe abriora os ninhos. Deixem-se emplumar nas selvas nossas, Consinta-se que animem valles, montes.

Porque as prendemos? Que encanto! Por toda a parte Lhe oíF'rece a terra graciosos quadi-os. As vezes de meninos docii turba Por meio o segue dos lavrados campos; Aos montes circumstantes chegam, trepam; Esquadrinhana-se as mattas uma, e uma. Também da Natureza eu namorado Buscava, imberbe ainda, ermos, e sombras.

O dono, esse bom velho, hontem seguindo Seu cabritinho, que fugia aos saltos. Caiu, feriu-se n'um penedo. Vamos Buscar algum remédio a seu tormento.

Filho da saciedade, o triste enjoo Seus mais doces prazeres tolda, empesta. Crescendo, dobra o lustre a Natureza; Vigor celeste a mocidade anima. Tudo fermenta, existe. Em torrentes o sueco inunda os gomos, Perfuma o valle, aromatisa o bosque, Recrea-me os sentidos, e parece Que as origens da vida em mim renova. Seus mil requebros exprimir quem pode, Transportes, brincos, e negaças brandas? Oh tu, que em Paphos, em Cythéra incensam, Que digo! O templo d'elle é toda a terra Gran deus!

Co'um volver de olhos tu me alenta ; Ergue meus versos ; vou cantar- te a gloria. As plantas, que só Zephyro abalava, íí'outros meneios seus desejos pintam. Abrem, riem-se, incliuam-se, e confundem Os fogos, as paixões, que amor lhe inspira.

Cerrados pavilhões os golpes frustram, E a mais snave tempo amor trasladam. Porém que nova scena! A abelha, volteando a elle, a ella, Do reciproco amor conduz penhores. O komem também lhe presta industria fértil. Trajando as estações diversas galas, Sentadas sobre nuvens o rodeam. Eia, destapa os moijte;. Aguas povoa, e ar; manda de insectos Sobre as lagoas adejar negrumes. Manda enxames zunir dVmtre as hervinhas. Diz, e dos fados seus o Estio ufano, Executa de Phebo as leis supremas.

Espraia seu fervor no céo, na terra, Rio é de fogo, e se insinua, e corre. Nos logares, porém, onde a arte impera, De Floia nos jardins, nos teus, Favonio. Pola calma esgotado, o sulco em breve I. Ribeiras luzem mais, porém mil vezes Risco attesta o pomar de o visintarem. Quando a Titonia moça enfeitam, cobrem Docel ie rosas, de jasmins grinalda, Inda mais quando, oh Vénus, o teu astro Converte em mansa noute o dia inquieto, E que a terra, da calma respirando, O regador chuvoso anhela, e chama.

As aguas alegraram planta, e planta; Todas em largo sorvo as têm gostado. Vê n'um, n 'outro logar luzir-lhe a folha, E a imagem da ventura em toda a parte. Monstruoso arvoredo assombra a terra, E 08 tempos, os tufões como que insulta. O Seiba, erguido ali qual torre immensa, Abarca peiras cem co'a vasta rama. Oh quantas gerações se tem sumido. Certa planta oh prodígio!

Admiro as redes, que, ao mosquito infensas,. Arachne dependura em torno aos tectos; Mas do insecto ardiloso o ténue fio Excedem muito da Diónea as artes. A folha entre lagoas embuscada. Recata n'ura mel puro aguda ponta, E de mola infiel se arma, se ajuda. Bisonhas flores, delicados fructos, Porque me recordaes a historia amarga De extinctos povos cento a ferro, e fogo!

Patrono de cruéis conquistadores, Devera o Fado abrir-lhe os campos vossos? Vós me ouvis. Eis magnifico arvoredo Desparze em torno a mim fragrantes sombras. De uma fonte commum, qaaes vem dous gémeos, A prado ameno dous arroios descem. Innumeraveis ninhos entre as flores Um ar vivificante ali respiram; A rija tartaruga a passos lentos Ali junto do mar seu pezo arrasta, Quando as aves, que amima o deus das ondas, Os ermos deixam do Oceano immenso, E as ruivas praias costeando, aos gritos, Em tropel, quasi noute, as selvas buscam.

Tanto que desce, numerosas plantas Se accendem todas, e nas trevas luzem. Cessa o recreio, a escuridade reina: Eis prazenteiro enxame a luz innóva, E adeja, e vôa, e folga no ar, que doura.

Pastora, junto ao Sena reclinada. Abre, surgindo, as matadoras fauces. Gados soberbos em teus valles bramam, Orna-te os cerros pâmpano afamado; Corre teu puro azeite em rios de ouro; Ceres te abasta os próvidos celeiros. Junge Marte a seu carro os teus ginetes, E Nerêo de teu raio ao fonge treme. Que monumentos de grandeza extranha! Oh grande! Manda que a paz celeste, e que as virtudes Em luminoso grupo aqui descendam, E a amisade, esse bem, por ti creado, Para se consolar, e ornar-se o mundo.

Entremos outra vez nos alr. E de fausta cidade a selva emblema, Cada espécie concorre ao bem de todas. O forte ajuda o fraco; este atavia Em anno, e anno o bemfeitor co'as flores; Como guarda fiel, o agudo espinho Pósta-se aqui, e ali, rechaça os gados Com seus mordazes bicos; e apadrinha As arvores nascentes. Mil renovos. Que refrigere, que humedeça os campos. Mostrae-me, oh rios, descubri-me, oh lagos, Vossos bellos thepouros verdejantes. Quem o jardim das escamosas turbas! Insecto singular nas folhas mora, E exhala sobre a margem róseo cheiro.

Eis entre serras me apparece um lago, De que este, e aquelle extremo as névoas toldam. Mas tanto que as penetra o sol fervente, Dos cumes atravez as vejo alçar-se; A agua logo reluz, e a sombra ao longo Das vastas selvas, qual espectro, foge.

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Em todo o seu primor olho o thesouro, Que ao sitio deram circumstantes numes. No lago o crespo abrolho, entre aguas duas, Estende a fluctuante, a hirta casca.

Se de Eolo algum filho, ali cruzando, De erguer as ondas folga, rolam fructos, Pelas vagas, e o vento arrebatados, E vem perto de mim cair na margem.

Ia colhel-as no virente asylo; Em dobrado papel a flor lançava, Mantendo-lhe d'est'arte a cor, e a forma. Eis seu prazer. Lucila, os seus amores, D'este mesmo prazer participava. Das filhas do alto Olympo as graças tinha. Tinha a bondade, mais celeste ainda. Danças, e jogos annuaes na aldêa De Lucila o natal annunciavam: Realçando o festejo, emfim se ajusta Ir celebral-o no interior de um bosque.

E, para dispor tudo, eleito o amante: Parte, e com que fervor! Quem ama o julgue. Oh quanto diminue, augmenta, e muda! Onde Zephyro assiste, as plantas folgam, Brilha o sol no zenith, ou no horisonte. Emtanto do hemispherio o sol fugira; Enluta-se a floresta, o som do raio, Qne urrava ha muito nas remotas serras, Em pezadas carrancas se aproxima.

Amor, por lhe aprazer, de ti desvie Os bravos furacões devastadores; E nada triste aqui lhe affliju os olhos. Da nuvem rebentando, o colhe, o mata. Solta madeixa lhe engrinaldam rosas, E em triumpho Lucila ao templo guiam De verdura, e de amor. Chegam, cantando, ao bosque. E elle! Oh céos! Como as flores também murchando a triste, No sepulchro immatura ia abjsmar-se. Era o tempo em que o sol das ondas surge; E com puniceo raio as serras cora. Lucila os olha, os ouve, e chora, e geme. Folgou, como Atys, de girar nos campos, E, adorando-lhe as cinzas, foi, como elle, Esperança, e guarida aos desditosos.

Vinde aos campos, oh vós, que as magoas finam, E os filhos de Chiron aos -campos venham. Contém nos vegetaos o seu remédio. Com taes princípios Roupas de flores o universo envolvem. Segundo os climas variando espécies, Nos medem precisões pelos haveres. Por extremo a papoula aos grandes presta. Onde a angustia se volve em seda, em ouro. Seu óleo, que as rainhas prezam tanto, Seu óleo, resguardado em frascos de ouro. Mil vezes doce antidoto nos bosques Aos venenos de amor se tem buscado.

De hervas amigas se julgou que o sumo A ternos corações a paz trazia, Os ódios, os desdéns amaciava, E do errante amador continha os voos. Chiméra insana! Circe, a filha do Soi, que transtornava As leis da Natureza a seu capricho.

De attonitos mortaes trocando a forma; E aquella, que a Jason, depois ingrato, O drago adormentou, feroz, e horrendo, Co'a a magica potencia ah!

Aquelles bastem, que ante os pés nos brotam. Numeral-os quem pode? Ao musgo cores mil se devem novas, E até faíscas de innocente fogo. Que innumeraveis germes apascentam.

Corre gentil verdor por toda a parte, E a floresta, os vapores attraindo, Faz dos cabeços borbulhar correntes. Do vosso, oh campos, atilado esmalte As roupas divinaes bordou Minerva.

Dextra sabida no macio adorno Ergue o jasmim, desabotoa a rosa. Entalha-os o cinzel té sobre as c'roas, E columnas o acantho aformosêa. Nas flores, ah! Mas de sempre viver qual foi tégora Mais digno do que o teu, Linné, qual nome? Vieste, e veiu a ordem. Povo, a que alegre o Marna os campos banha, E vós da Oosta-de-ouro habitadores. Os toneis apertae ao som do malho; Em seu convexo bojo os arcos se unam. Vossos thesouros nas adegas surgem, E a rubente vindima escuma, ferve.

É do homem ao suor propicia menos. O ponteagudo cardo ali revive, Recupera a bardana o senhorio, E os engos das planícies tomam posse. Vejamos, pois, com que saber, com que arte A semente nas flores afeiçoa.

Outra de um lago as ensopadas margens. Tal, prenhe de ar subtil, globo engenhoso Com graça balancêa, e sobe ao pólo. Flores, que em margens prende a Natureza, Tem bateis que a semente lhe transportem. Mas por entre estes hospedes viçosos Anno vindouro meus trabalhos toquem.

Os bulbos, que na estufa repousavam. Cesta vontade interprete aos teus olhos, As folhas alongando, eis enverdecem. Do mérito modesto emblema grato, A hortaliça também carêa os olhos. Dos bens, que ella redobra, e que varia, O contente caseiro ao pezo verga. Discorro aqui, e ali, sou como a abelha.

Ora entre cravos, e jasmins, e rosas A pompa dos jardins cantar me agrada; Ora nativas graças preferindo, Folgo em veredas de copados bosques. Retiros demandemos, que a arte ignora, Guiados por Bulliard, ali se busquem Aquelles vegetaes sem flor, sem rama. Estirpe do rocio, ou da procella.

Que mingoa é n'elles carecer de flores, Se das flores tem cor, perfume, e graça? Cubertos de herva os cogumelos brotam, E ergue o agurico pavilhões ufanos. Querido de Ljêo, o odioso a Ceres, Nos al ][u eives também florece o feto. Ronca o pélago ao longe, as crespas vagas Nas escomosas praias esbravejam.

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O mar deixemos. Oh Phantasia, Fada ligeira, audaz! Desmanda os voos, Este hemispherio corre. Quando tyranno atroz, d 'um Deus flagello, Veiu esmagar de Europa os tristes filhos. Vê sobre as margens, que fecunda o Volga, Recendentes melões sorver-lhe as aguas.

Que de sôfrega morte a fouce embotam; Prosegue, e, costeando a longa China, No próximo terreno abate as azas. A senha deu-se. Com pendões diversos Mortaes dez vezes mil eis trepam montes. Do principio do outomno ao fim do inverno. Seu atavio as arvores mudaram. Parando na carreira o vago sueco. Da purpura mais viva as folhas cora; E de um ouro brilhante esmalta os bosques, Crê-se, no alto das serras vendo o bordo, Que de raios o doura um sol fulgente.

Vae tu onde vapores, serpeando, O passo das correntes arremedam. Mas os golpes do frio a cor lhe empanam. Rochedos, solidões, como elle, estima, As toimontas, como elle, exposta vive. Tremo, e dos olhos me escorrega o pranto.

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Tu vives, bella, e para mim tu vives! Tu amas, como eu amo, a paz dos campos, Anda sempre comigo a imagem tua. Tanto que os vê partir, cuida Pomona Em saciar do agrícola esperanças. As cul MS, os toneis e a mó pezada.

Até nos ramos, de que pende o fructo, O enxovalha, o destroe Celeno immunda, Ou, soprando a semente estanciada, A corrompe inda em leite, e molle, e em meio. Se no Outomno fallece orvalho, e chuva? Vapores cor da noute, o céo toldavam, Quasi apagado o sol, pintava aos olhos Orbe sanguineo, carrancuda imagem. Escumava na arêa o pego envolto. Rompem, íí unindo, e dos trementes cumes Em colíimnas de fogo eis se arremessam.

Corram aos valles côncavos, e anfolham Dos rios inferques a horrenda imagem. Pelo idoso arvoredo o incêndio lavra. Fugindo os brutos por ignotas sendas, Reciuan de uma, de outra; em toda a parte Os acossa, ou rebate a morte em chammas.

Sanhudas vagas Desolados confins transpõem, bramando; Tremeu nos alicerces o Apenino; Fumegantes abysmos abre a terra, Muralhas, torreões alue, abate, E nas rotas entranhas os sepulta. Assim aos muros, que Hercules erguera, Por desventura egual outr'hora absortos, Vamos hoje admirar soberbo estrago, Cavar da antiguidade as doctas minas.

De cinzas, e de pedras ignea chuva Cobre todo o paiz de fogo, e fumo. Vós, cenhosas Eumenides, em tanto Sopraes d'aqui, d'ali mortal peçonha. Attenta mudo Hypocrates na face O presagio fatal do ponto extremo. A esperança voou. Os filhos da Abundância — Amor, e Gosto — Regiam cantos, animavam danças. Só versos pastoris Ecco sabia; Vinham d'entre o penedo a vide, o cacho. Que scenas tristes I Onde sulphureas, férvidas arêas, Os flagellos do céo, do inferno as chammas, Tornam vasto sepulchro estes elysios.

Param cantos: Amor lhe esquiva os sopros. Jaz deserto o jardim, jaz murcho o bosque; Pelos campos Eólo esparze as folhas. Mas estes germes, sem vigor dispersos, Pedem vivo calor para brotarem. De amor, e de alegria estremecendo.

Quando, espraiado o sol, vestiu de luzes, E de gloria celeste a leda noiva. Cada vez que, a seu carro avisinhada, Beber-lhe os raios amorosos pode. De opulento verdor se aformosêa, E a fecundante força espalha em tudo. Mas quando lei fatal de férrea Sorte D'este centro divino a põe distante, Robustez, formosura a desamparam, Murcha-lhe a c'rôa, amarellece a fronte: Do norte os filhos, a que o sol triumphante Co'a presença radiosa impoz silencio, Desmandam-se em tufões, de nuvens cingem.

Carregam de regelo a terra an ciosa, E, como em sepultura, escondem n'ella Plantas, que em tempo mais feliz a ornavam. Proveitoso rigor de curvo ferro Talhe ramo importuno, ou ramo estéril. Cesse aqui teu desvelo. Oh vós, de Phebo alumnos! Entre os outros metaes qual brilha o ouro, Tal brilha a laranjeira entre os arbustos. Nos transparentes muros vitreo templo Aos olhos congregados apresente Do índio, e do Níger as colónias verdes.

Nascendo bafejada de ar mais grato, Precisam entre nós de ti, Vulcano, Morreriam sem ti. Seu domicilio Aqueçam dia e noute accezos vasos; Em roda se lhe estendam longos tubos, E sempre egual calor na estancia dure.

A este povo extranho a vide unida. Pelos muros serpeja, envolta em cachos. Entrar procura na cheirosa estancia. Pelos muros lhe sobe, ou lhe anda em torno, Põe-se ap pé d'onde os fructos purpurêam, E c'os olhos devora o tronco ausente. Seis mezes soíFre o Sol que reinem sombras, Seis mezes turvo dia ali vislumbra.

A neve em turbilhões, que rola o vento. Se eleva sem medida, atulha os valleii. Busca por entre neves, passo a passo. Em quanto, o inverno dura, esta sem pasto. Ruge a borrasca j a topetar com elles, E em pedaços no abysmo ao longe os lança. Ora a corrente em rochas o arremessa, E co'a8 vagas a morte o bojo lhe entra; Ora, qual ferro, a superfície imraovel, Forja ao lenho infeliz grilhões de gelo.

Taes p'rigos vezes três domou teu génio, Coolv! Longe de Albion, da Paz co'a planta Demandando outros climas, outras gentes, Do sul ao norte dividindo as ondas. Correste o mundo, o mundo accrescentaste! Em ilha, onde os invernos se encruecem, Um povo de animaes offrece ainda A bonançosa imagem da ventura.

Em quanto os pingoins, de aza pendente, Na arêa movediça os ninhos cavam. Bascam- se mutuamente, ou se desviam Todos sem medo, sem malicia todos. Dir-se-ia que, os temores desterrando, Um tractado a colónia fraterniza. Tó dos ares o rei, depondo a sanha, A lei commum seu animo conforma: Pousa em rochas, e em torno as aves brincam, Sem temer-lho o relâmpago dos olhos. Rouba insânia de Marte o campo a Ceres, Sanguento, férreo globo os sulcos traça.

Da desventura assim a espécie humana Cheias por ella mesma exhaure as taças. Povo nenhum conhece os dons de preço, Que Jove semeou por entre as selvas. Antigos elementos decompondo, A chimica p'ra vós soprou fornilhos, E revelar- vos quer prodígios novos; Para vós a poesia, a doce maga, O Permesso abrangeu de myrto, e louro; As Musas, com fervor de saciar-yos, Sempre a nobres prazeres vos convidam.

Da phantasia aos olhos quanto oíFertam Harmonia dos céos, e magestade! Correntes seguirei, junto aos penedos Do occulto rouxinol ouvindo os versos. No luto immenso recreaes meus olhos; Quaes os prazeres, que a velhice afagam, Douraes o horror do tenebroso Inverno.

Meu animo espertae, inda medroso Das estradas por onde o passo arrisco. Ao falto, humano siso a Natureza Em véo sombrio estes mysterios furta.